A emulsão Scott é vendida em farmácias como um emulsionado com óleo de fígado de bacalhau, informando atender às necessidades diárias de vitaminas A e D. É classificada, segundo a legislação brasileira, como um suplemento vitamínico e, portanto, não podem ser apregoadas indicações terapêuticas. Já as drágeas de vitamina A (palmitato de retinol) são classificadas como medicamentos, com finalidade curativa e cuja venda é sob prescrição médica. Em contrapartida, sabe-se que a vitamina A também pode ser obtida a partir de alimentos de origem animal e vegetal (aqueles que contenham betacaroteno, o qual é convertido em vitamina A no organismo). Pelas definições fica fácil saber em quais situações devemos procurar outras fontes de vitamina A quando a alimentação não é suficiente ou quando se tem algo mais grave. Então, porque será que é tão difícil escolher?Estudos e Pesquisas dos alunos da disciplina Bromatologia em Saúde oferecida pela Faculdade de Farmácia da UFRJ, que adota um modelo tutorial, onde estudantes exercitam a construção autônoma de conhecimentos, com pesquisa e extensão convergindo para ensino.
Apresentação
Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.
O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Emulsão Scott® ou Drágeas de vitamina A: por qual optar?
A emulsão Scott é vendida em farmácias como um emulsionado com óleo de fígado de bacalhau, informando atender às necessidades diárias de vitaminas A e D. É classificada, segundo a legislação brasileira, como um suplemento vitamínico e, portanto, não podem ser apregoadas indicações terapêuticas. Já as drágeas de vitamina A (palmitato de retinol) são classificadas como medicamentos, com finalidade curativa e cuja venda é sob prescrição médica. Em contrapartida, sabe-se que a vitamina A também pode ser obtida a partir de alimentos de origem animal e vegetal (aqueles que contenham betacaroteno, o qual é convertido em vitamina A no organismo). Pelas definições fica fácil saber em quais situações devemos procurar outras fontes de vitamina A quando a alimentação não é suficiente ou quando se tem algo mais grave. Então, porque será que é tão difícil escolher?Amaranto: A melhor proteína do mundo?

O amaranto ainda é um pouco conhecido no Brasil, este alimento funcional não é um cereal, apesar de ter propriedades bastante parecidas. Diz-se que sua semente é rica em zinco, cálcio, vitaminas, minerais e até quantidades de alguns nutrientes como lisina e metionina maior do que a combinação de arroz com o feijão. Possui também proteínas, as quais teriam o poder de reduzir a pressão arterial, o colesterol e a resistência à insulina
O feijão com arroz é dito o “par perfeito” pois a proteína do feijão é rica em lisina, pouco presente no arroz, por sua vez, o feijão é deficiente em aminoácidos sulfurados, como a metionina e a cisteína, os quais têm excelente fonte no arroz. Teria o amaranto uma proteína de melhor qualidade dentro dos parâmetros impostos pela FAO (Food and Agricultural Organization) do que o clássico feijão com arroz ?
Cápsulas de isoflavona: fitoterápico ou suplemento nutricional?

O consumo de soja disseminou-se pelo mundo, atrelando os conceitos de alimentação “saudável” e alimento funcional. Alternativa às terapias de reposição hormonal em mulheres na menopausa, redutora de incidência de diversos tipos de câncer, protetora contra doenças cardiovasculares, etc. O repertório de indicações da soja é vasto. A identificaçãos das isoflavonas – fitoestrógenos responsáveis por essas atividades – permitiu o desenvolvimento das cápsulas de isoflavona, um concentrado de todos esses benefícios. Afinal, muito mais cômodo consumir cápsular do que a soja propriamente dita. Mas agora, como classificar essas cápsulas? Originam-se de um produto alimentício – a soja – e devem ser considerados um produto alimentar? Originam-se de uma planta e possuem função terapêutica e devem ser consideradas fitoterápicos? Uma discussão interessante pode ser feita com base na comparação entre o estabelecido nos EUA e no Brasil (“soy supplements” x fitoterápico).
Iogurte? É melhor comer uma fruta...
De todas as virtudes das fibras alimentares, a mais conhecida por quem busca uma dieta equilibrada é, sem dúvida, o bom funcionamento do intestino e a prevenção de doenças. Por este motivo, inúmeras marcas alimentícias vêm incorporando fibras aos seus produtos, objetivando atribuir propriedades funcionais e, conseqüentemente, atrair cada vez mais consumidores.Um dos produtos mais conhecidos é o iogurte BioFibras, da marca Batavo, que alega possuir fibras solúveis e insolúveis em sua composição – além de dois probióticos –, sendo portanto, um bom alimento para prevenção de constipação e outras doenças.
Entretanto, ao analisar o rótulo e os ingredientes deste produto, nota-se que muitas informações estão incompletas ou, simplesmente, não foram declaradas pelo fabricante. Será que a quantidade de fibras presentes é capaz de produzir efeitos benéficos sobre o intestino? Bastaria beber uma garrafinha por dia e não se preocupar com a alimentação ou com hábitos saudáveis? Não seria melhor o consumo de alimentos não-processados, tais como frutas, cereais ou hortaliças, que, sabidamente, são ricas fontes de fibras?
O que impera, neste caso: praticidade ou bom senso?
Amendoim inibe apetite. Verdade ou Mito?
O tão famoso amendoim, aquele que muitas vezes acompanha um papo com os amigos, ou mesmo deixa uma longa viagem de ônibus mais agradável, é reconhecido como um aliado na prevenção de doenças cardiovasculares, redução de colesterol e triglicerídeos, ajuda no equilíbrio do metabolismo e é rico em vitamina E, apresentando poder antioxidante.Além dessas características é tido também, para surpresa de muitos, como um inibidor de apetite, sendo útil em programas para manutenção do peso. Será?
TAK 500: O bloqueador de gorduras?

As propagandas relacionam o consumo do TAK500 à perda de peso e ao tratamento ou prevenção de problemas de saúde, como colesterol. Quem assiste a propaganda tende a pensar que todos os problemas acabaram. Mas será que acabaram ou começaram?
Recentemente, a ANVISA suspendeu a propaganda do produto,porém ela retornou na televisão nitidamente com uma proposta um pouco diferente.
Esse produto “milagroso” seria composto de Quitosana. A quitosana é derivada da quitina, um polissacarídeo encontrado no exoesqueleto de crustáceos como camarão, lagosta e caranguejo. E muitas vezes vendida em produtos como o Tak 500 para "atrair" a gordura da alimentação, supostamente a quitosana contida no Tak 500 teria a capacidade de atrair a gordura no sistema digestivo e a eliminar do organismo. Pensar que nesses produtos se encontra a solução dos problemas com a balança e adotá-los como verdadeiros milagres, pode ser apenas ilusão. Descubra o porque...
Arginina - Estimulando vaso dilatação e liberação de GH

Essa é a alegação de suplementos nutricionais que tem como principal componente a arginina.
Esse aminoácido tem funções importantes no organismo como, síntese de hormônios (GH), óxido nítrico e até na divisão celular. Entretanto, as empresas produtoras de suplementos, se utilizam de parte de informações científicas, para fazer marketing de um produto.
Como a arginina é fundamental na biossíntese de óxido nítrico (vaso dilatador) e de hormônio do crescimento (GH), realizou-se a propaganda de que a ingesta desse aminoácido aumentaria vascularização muscular e aumento de massa por ação hormonal em praticantes de esporte, melhorando assim seu condicionamento físico.
No entanto, isso está longe da verdade, visto que, os mecanismos fisiológicos explicados, não são induzidos pela maior ingesta de arginina. Como podemos perceber o produto em si carece de embasamento científico para sustentar suas afirmações.
Frozen Iogurte sem Gordura, sem Açúcar...e sem Iogurte?
Apesar do nome, os frozen iogurtes estão mais voltados para sorvete do que para iogurte gelado, e muitas das maiores redes fabricantes deste produto não explicitam no rótulo a porcentagem de iogurte presente em seus produtos, tornando discutível a qualidade da substância que torna este alimento tão atraente ao público que busca saúde de forma prazerosa.
De acordo com a ANVISA, o frozen iogurte é um produto obtido basicamente do leite, submetido à fermentação láctea através da ação de Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus , ou a partir do iogurte, com ou sem adição de outras substâncias alimentícias. Este produto é um sorvete e um sorvete é constituído, dentre outros nutrientes, de leite e açúcar. E leite é constituído de gordura, proteína e açúcar (lactose).
A partir da própria composição do produto, como seria possível afirmar que é produzido sem gordura e sem açúcar? E é possível o consumidor ter certeza de que está consumindo realmente um iogurte?
Castanha que rejuvenesce... E cura!
Por que, então, não sentimos o rejuvenescimento? Ou por que a tireóide não voltou a produzir seus hormônios em níveis adequados ou o seu vizinho teve câncer de próstata, apesar de ter comido muita, mas muita castanha? O principal erro é acreditar que a castanha, por si só, promoverá tantos benefícios enquanto continuamos tomando sol, não estabelecemos uma terapia pro hipotireoidismo ou continuamos levando aquela vida sedentária, dentre outras atitudes.Vinagre de maçã: sinônimo de saúde e beleza

Capsulas de Luteína: Alimento ou medicamento?

As definições para nutracêuticos variam entre os países e se assemelham muito à definição de alimentos funcionais. A definição de alimento funcional que mais se aplica é a de um alimento que apresenta um componente incorporado com efeito fisiológico, não apenas nutricional. Sendo assim, os alimentos funcionais seriam aqueles utilizados com a função de nutrir e tratar/prevenir doenças e podem, portanto, ser registrados como alimentos. Nutracêutico pode ser definidos como alimento ou parte do alimento que proporciona benefícios à saúde, abrangendo nutrientes isolados, cápsulas, produtos herbais e alimentos processados como cereais, sopas e bebidas.
A Anvisa regulamenta Alimentos Funcionais com base nas Resolução 17/99, Resolução 18/99 e Resolução 19/99, definindo diretrizes básicas para a análise e comprovação nutricional dos alimentos.
A luteína é um carotenóide presente em vegetais e na gema do ovo, sendo o principal antioxidante presente na retina e mácula. Este antioxidante é utilizado na medicina para o tratamento Degenerescência Macular da Idade (DMI), auxiliando na prevenção ou na redução da degeneração ocular. Estudos mostram que a ingestão aumentada de luteína auxilia a prevenir o desenvolvimento da aterosclerose precoce.
A Phytomare comercializa cápsulas de luteína de 250mg e indica que o consumidor tome uma cápsula pela manhã e uma a noite com as refeições. Segundo a Anvisa, o produto não apresenta embasamento científico para que seja utilizado no tratamento da DMI, sendo registrado apenas como alimento. Como não PE registrado como medicamento, o consumidor utiliza o produto de forma indiscriminada com o objetivo de prevenir/retardar doenças, sem que haja orientação do médico ou do farmacêutico. A quantidade diária recomendada varia de 6-20mg e o que é sugerido pela Phytomare é uma quantidade 25 vezes maior que a recomendada. Porém, não foram encontrados possíveis efeitos tóxicos da luteína.
A definição de nutracêutico obtida é ampla e muitas vezes se confunde com a de alimentos funcionais. Do ponto de vista farmacêutico, os nutracêuticos deveriam englobar apenas extratos e nutrientes isolados incorporados em formas farmacêuticas. Claramente estes produtos não têm objetivo de nutrir (definição de alimento), apenas apresentam substâncias provenientes (extraídas) de alimentos com o objetivo de tratar/evitar doenças.
Infelizmente para o produtor a definição de nutracêuticos é muito vantajosa. Enquanto persistir a grande dúvida: alimento x medicamento e a ausência de uma definição segura e sem lacunas, estes produtos serão registrados como alimentos. O registro na Anvisa de alimentos é mais barato e mais rápido, exigindo testes menos rigorosos do que o dos medicamentos, sem garantir a eficácia farmacológica. Do ponto de vista farmacêuticos este fato desfavorece a atenção farmacêutica, pois estes produtos podem ser vendidos fora das farmácias, sem prescrição médica e os consumidores não obtém orientação devida.
A conclusão a que se chega é a de a regulamentação destes produtos é falha devido à uma definição com muitas lacunas. O registro destes produtos como alimento não garante a informação necessária ao consumidor, nem a segurança farmacológica deste.
Referencia:
http://www.plenaformasaude.com.br/loja/index.php?main_page=product_info&products_id=844
Glucerna SR®: benefícios até que ponto?!
Contém um sistema de carboidratos de lenta absorção, gorduras monoinsaturadas, além de muitas vitaminas e minerais. Em sua embalagem alega que há ‘’comprovação clínica na melhora da resposta glicêmica’’.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Óleo de Prímula: nutrition or health claims?
Os alimentos funcionais parecem desafiar a clara distinção entre alimento e medicamento, o que pode levar a confusão. Portanto, é importante rever a relação entre alimentos e medicamentos para tornar clara a finalidade dos alimentos funcionais.
Albumina ou ovo?

Porém, muitos atletas utilizam o suplemento de albumina, como fonte protéica, a fim de aperfeiçoar o treinamento físico e “esculpir” os músculos.
O uso indiscriminado de suplementos a base de proteína, como albumina, pode trazer riscos à saúde, como alteração dos órgãos de metabolização como fígado e rins.
As dúvidas mais recorrentes quando o assunto é albumina para atletas envolvem: “Como devo utilizar a albumina?”, “Quais são as fontes naturais de proteínas “ O uso indiscriminado pode trazer complicações a saúde?”
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Quinoa: o “grão sagrado” nas mesas brasileiras.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Hibisco - A flor que emagrece!
“A flor que emagrece”, é esse o atrativo título que a planta da espécie Hibiscus sabdariffa recebe em vários anúncios. O chá de Hibisco é comercializado em diferentes marcas e seus benefícios são amplamente divulgados: Diminui a pressão arterial, controla o colesterol, possui ação antioxidante, antiespamódica, auxilia no tratamento da celulite e ação calmante. Mas a propriedade que justifica seu uso para o emagrecimento é a ação diurética, devido a isso, há uma ampla procura desse chá com a principal finalidade de perder peso, sem nenhuma restrição quanto ao limite máximo de consumo. Diante desse cenário, cabem as seguintes reflexões: Será que o consumo contínuo de um produto com ação diurética é seguro para a população em geral e dentro das subpopulações com diferentes estados de saúde? Conseguirá o olhar científico encontrar “espinhos” nessa flor que promete tantos benefícios? <Colagen Plus: Benefícios Reais?

domingo, 4 de dezembro de 2011
Betacaroteno sem limites
A Natural Wealth disponibiliza cápsulas com 15 mg de betacaroteno para serem consumidas uma vez ao dia. Mas segundo o próprio rótulo isso corresponde a 1250 % da ingestão diária recomendada, mais de 10 vezes o necessário! Qual a justificativa para esse excesso? Mesmo que o produto seja considerado “seguro” pelo fabricante, uma quantidade abusiva de betacaroteno não traz riscos ao organismo? Uma alimentação correta não seria o suficiente para prover a necessidade dessa pró-vitamina?
Benefícios do Licopeno: um resultado do sinergismo com outros micronutrientes?

Os carotenóides são compostos da classe dos tetraterpenóides encontrados em diversos vegetais. Tradicionalmente, os carotenóides são classificados em carotenos e xantofilas.
Um dos carotenos mais conhecidos por suas propriedades biológicas é o licopeno. Este é um hidrocarboneto alifático e insaturado, encontrado em tomates e produtos derivados, como extratos, polpas e molhos.
São relatadas diversas propriedades terapêuticas relacionadas ao licopeno, entre elas, as mais notáveis são as atividades antioxidantes e antitumorais. Atualmente, com a utilização destas atividades biológicas como justificativa, há a venda de cápsulas de licopeno no mercado.
Porém, existe uma discussão crescente se os efeitos benéficos que o licopeno apresenta seriam resultado do sinergismo deste carotenóide com outros micronutrientes encontrados em tomates.
Caso esta hipótese seja comprovada, seria então válido o consumo de cápsulas que contenham somente o licopeno isolado?
Isoflavonas: cápsulas ou grãos de soja. Qual a melhor opção?
por Sarah Rodrigues
Isoflavonas são compostos orgânicos naturais de origem vegetal pouco distribuídos na natureza, presentes principalmente na família Fabaceae, sendo abundantes na soja e em seus derivados. Estes compostos apresentam efeito estrogênico por apresentarem semelhança estrutural com os hormônios estrogênicos, encontrados em maior concentração nas mulheres.
Há evidências de que a isoflavona diminui a intensidade e a freqüência dos sintomas vasomotores em mulheres na menopausa. A maioria dessas observações sobre o uso dos fitoestrogênios são epidemiológicas, muitas delas baseadas em estudos realizados em regiões de alto consumo da soja.
Vários estudos relacionam o consumo das proteínas e isoflavonas presentes no isolado protéico de soja à redução do risco de doenças como o câncer, doenças cardiovasculares, osteoporose e alívio dos sintomas da menopausa.
Devido ao grande interesse no consumo dessas substâncias devido seus efeitos benéficos, tem aumentado no mercado a venda de isoflavonas na forma de cápsulas. Seria então mais indicado a ingestão de cápsulas pela praticidade ou haveriam diferenças desta para o consumo através de grãos de soja?
Alho e sua ação antimicrobiana
Compostos sulfurados são metabólitos secundários, extremamente voláteis, derivados da cisteína. Essas substâncias apresentam ação tóxica sobre nematóides, insetos e fungos, além de inibir enzimas.
O gênero Allium (alho e cebola), além de possuir o enxofre, apresenta em sua constituição compostos fenólicos, que favorecem a sua capacidade antioxidante, antibacteriana e antifúngica.
Atualmente, foram identificados cerca de 30 componentes do alho (A. sativum) que possuem efeitos terapêuticos. A sua atividade farmacológica envolve uma variedade de compostos organossulfurados sendo a alicina, substancia instável, o seu principal componente antibacteriano, responsável pelo odor característico.
Pesquisas mostraram a ação do alho contra o desenvolvimento do câncer, como modulador do sistema cardiovascular e do sistema imunológico, além de antiparasitário, antifúngico, antiviral e antibacteriano Também observou-se a ação inibitória do extrato aquoso de alho contra cepas multirresistentes de Streptococcus mutans, e sua associação com a vancomicina é efetiva em concentrações menores que a Concentração Inibitória Mínima.
Vegetais crucíferos: além de um rico alimento, pode ser um aliado na prevenção do câncer?
A partir disso, podemos conhecer melhor a família Brassicaceae (Cruciferae) que apresenta várias espécies economicamente importantes para o uso como hortaliças, forragens, óleo, bem como plantas ornamentais e medicinais (GRIFFITHS et al., 1998). É composta por várias espécies, com destaque para o repolho (Brassica oleracea var. italica), a couve-flor (Brassica oleracea var. botrytis) , o brócolis (Brassica oleracea var. capitata) e a couve ( Brassica oleracea var. acephala). O consumo de vegetais crucíferos, particularmente o brócolis, tem sido associado com a redução do risco de câncer de mama em mulheres na pré-menopausa (AMBROSONE ET al., 2004), devendo ser consumidos diariamente e pesquisas recentes reforçam a tese de que o consumo de brássicas pode ajudar na prevenção e tratamento de doenças degenerativas. Um estudo com 48 mil homens mostrou que o câncer de bexiga era menor no grupo que consumia mais brócolis, couve-flor e repolho. O consumo de três porções diárias de vegetais como brócolis e repolho pode reduzir, até pela metade, o risco de câncer de próstata, revelou um estudo do Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, nos Estados Unidos. Teremos então, um aliado contra essa enfermidade?
Alho: Condimento e Medicamento?

Além de ser largamente utilizado na culinária como tempero, o alho tem sido empregado como medicamento a vários séculos. Mais recentemente, estudos têm comprovado a utilização do alho como imuno estimulante, antiaterosclerótico, anticancerígeno e antimicrobiano. E atualmente seu poder terapêutico é reconhecido pelo Ministério da Saúde bem como pelo FDA. Conheça os componentes responsáveis por essas propriedades terapêuticas e de que maneira pode beneficiar sua saúde...
Leia Mais
Linhaça contra câncer de mama e sintomas da menopausa: Cápsulas ou Sementes?

Leite de Soja: Alternativa ao leite?
Seis nozes para combater o colesterol: será mesmo uma boa alternativa?

Berinjela contra o colesterol - Mitos e verdades

Óleo de coco: É possível emagrecer sem esforços?
Análise do prazo de validade do requeijão tipo cremoso
Por Rafael Maciqueira e Rafaella Rebecchi
O requeijão é um produto tipicamente brasileiro, que possui, como ingrediente básico, o leite e, de acordo com a Portaria n.º 359, de 4 de setembro de 1997 do Ministério da Agricultura, o produto só pode ser reconhecido dessa forma se for "obtido pela fusão da massa coalhada, cozida ou não, dessorada e lavada, obtida por coagulação ácida e/ou enzimática do leite opcionalmente adicionada de creme de leite e/ou manteiga e/ou gordura anidra de leite ou butter oil. O produto poderá estar adicionado de condimentos, especiarias e/ou outras substâncias alimentícias."
Verdades e mitos sobre o cogumelo do sol

A Danone e seus probióticos: Activia e Actimel

Em 2008, a ANVISA determinou a suspensão da propaganda do Activia em todo país sob a alegação de que o produto estaria abusando dos meios de comunicação para vender o iogurte como se ele fosse "uma forma de tratamento para o funcionamento intestinal irregular”. Já na Europa, a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) julgou improcedentes muitas alegações em favor da eventual melhoria da condição de saúde que o mesmo segmento da indústria alimentícia lá fazia. Um exemplo disso foi a proibição do comercial do Actimel, em que o produto era apontado como responsável por auxiliar jovens a debelar diversas doenças. A“UK’s Advertising Standards Authority” decidiu banir tal propaganda por julgar que estas não tinham embasamento científico. Nos Estados Unidos, a Danone foi multada em 21 milhões de dólares pelas autoridades, pois elas consideraram que a publicidade realizada para a divulgação desses produtos era efetivamente enganosa. Estes fatos nos fazem pensar no que prova a funcionalidade extra desses produtos em relação ao iogurte comum e, se a retirada das propagandas tem algum fundamento.
Avaliação do provável prazo de validade de queijos com soros (do tipo Minas Frescal)
Por:Bruna Torres e Julia RodriguesSabe-se que o queijo minas frescal é um alimento amplamente consumido pelos brasileiros e por ser um produto fresco, é susceptível a alterações microbiológicas e bioquímicas (o que encurta a sua vida útil) e que a qualidade desse produto está relacionada a diversos pontos críticos, como: condições sanitárias dos rebanhos, a qualidade do leite, as condições higiênicas e sanitárias de fabricação, transporte, comercialização, tempo e temperatura de conservação dos queijos durante a estocagem.
Considerando tais aspectos mencionados acima, decidimos através desse trabalho avaliar o prazo de validade determinado pelas indústrias, estabelecendo uma comparação entre a validade dos produtos vendidos a granel e os industrializados.
Linhaça dourada ou marrom ? moída ou inteira?
Aloe vera: só pode cheirar, comer nem pensar!
A espécie vegetal Aloe vera, popularmente conhecida como babosa, teve recentemente a comercialização, importação, fabricação e distribuição proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária quando sob a forma de alimentos e bebidas. A proibição foi calcada na alegação de que os benefícios desta planta não são cientificamente comprovados, tal como a segurança da mesma.Das balas ao chá, será mesmo o gengibre tão milagroso?

Logo, é de extrema importância que haja além de regulamentação, fiscalização intensa dos produtos expostos nas prateleiras das farmácias e de lojas que vendem produtos naturais, pois não são de conhecimento do consumidor certas reações adversas ou contraindicações, as quais não são especificadas pelos próprios produtores.
Chá mate comercial

Marcadores: Chá mate, antioxidante.
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Chá mate previne envelhecimento?
sábado, 3 de dezembro de 2011
O prazo de validade de azeitonas a granel
O prazo de validade de produtos a granel, conservados em salmouras, como azeitonas, é um assunto não muito explorado. Encontra-se muito acerca de produtos em sua embalagem final, mas não sobre estes mantidos em salmouras, ficando esta resposta dependente da informação passada pelos responsáveis por estes setores nos supermercados e do pouco que se encontra pela internet. A grande questão é: confiar ou não confiar? O melhor a ser feito é reunir as informações e procurar tirar conclusões adequadas, levando em conta o bom-senso, uma vez que o prazo da validade serve à maioria dos consumidores como um indicador da qualidade, da manutenção das características do produto, além de determinar o fato de comprar ou não comprar. AVALIAÇÃO DO PRAZO DE VALIDADE EM DIFERENTES APRESENTAÇÕES DE ATUM ENLATADO








