Apresentação

Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.

O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Hibisco - A flor que emagrece!

“A flor que emagrece”, é esse o atrativo título que a planta da espécie Hibiscus sabdariffa recebe em vários anúncios. O chá de Hibisco é comercializado em diferentes marcas e seus benefícios são amplamente divulgados: Diminui a pressão arterial, controla o colesterol, possui ação antioxidante, antiespamódica, auxilia no tratamento da celulite e ação calmante. Mas a propriedade que justifica seu uso para o emagrecimento é a ação diurética, devido a isso, há uma ampla procura desse chá com a principal finalidade de perder peso, sem nenhuma restrição quanto ao limite máximo de consumo. Diante desse cenário, cabem as seguintes reflexões: Será que o consumo contínuo de um produto com ação diurética é seguro para a população em geral e dentro das subpopulações com diferentes estados de saúde? Conseguirá o olhar científico encontrar “espinhos” nessa flor que promete tantos benefícios? <>

O chá de Hibisco é consumido durante muitos anos e utilizado pela medicina popular para diversos fins como mencionado anteriormente, devido a essa utilização durante anos sem apresentar efeitos adversos significativos a planta é considerada segura1,2. Atualmente, a planta vem sendo utilizada para emagrecer e as propagandas que indicam seu uso prometem a perda de quantidade de peso em pouco tempo, partindo disso, podemos presumir que para um indivíduo perder muito peso em pouco tempo, a quantidade ingerida não deve ser pequena, pelo contrário, muito superior àquela utilizada pela medicina popular, portanto, buscou-se avaliar se esse uso em larga escala pode apresentar riscos à saúde.

A propriedade que confere o poder de emagrecimento do chá de hibisco é a diurética, pois a eliminação de líquido do organismo tem como conseqüência a perda de peso. Entretanto, o uso contínuo de diuréticos sem acompanhamento médico ou qualquer outro tipo de controle pode acarretar em desidratação e alteração de eletrólitos. Com o propósito de investigar as conseqüências dessa propriedade do Hibisco, Kirdpon S et al 19943 realizaram um estudo que avaliou as alterações de urina em indivíduos normais após consumir suco de roselle, como é conhecido popularmente o chá. Os resultados mostraram que houve uma diminuição de creatinina, ácido úrico, citrato, tartarato, cálcio, sódio, potássio e fosfato na excreção urinária.

Esses resultados podem ser indicativos que o consumo em grandes quantidades desse chá, resulta em alterações no funcionamento dos rins, causando desregulação dos eletrólitos podendo acarretar em fraqueza muscular, dificuldade de memorização, depressão, irritabilidade, anorexia, dentre outros4. Além disso, o acúmulo de ácido úrico no organismo, decorrente da dificuldade de eliminação deste, pode causar Gota, uma doença grave, sem mencionar que essa alteração da fisiologia renal pode significar que outros metabólitos tóxicos também estão sendo acumulados.

Para verificar se os chás de hibisco comercializados apresentam algum alerta com relação ao limite máximo que possa ser ingerido dentro de uma margem de segurança, pesquisou-se em lojas especializadas na venda de produtos naturais os rótulos desses produtos. De seis marcas observadas (Katigua, Supra Vita, Chá Mais, Sabor da terra, Estrela da terra e Sanavita) verificaram-se muitas alegações associando o produto à saúde, como: “Bem estar, in natura”, “fonte de energia e saúde”, “saúde na mesa”, etc. Entretanto, apenas duas marcas apresentavam uma indicação da quantidade recomendada a ser ingerida, as marcas Supra Vita e Sanavita, porém, apenas os produtos dessas marcas que eram comercializados em forma de cápsulas possuíam essa indicação, ambas indicando quatro cápsulas ao dia, com no mínimo 300ml de líquido, 20 minutos antes das principais refeições, mas nos chás das mesmas marcas as recomendações de uso estavam ausentes. Dessa forma, o questionamento conveniente é a razão deste limite de consumo estar apenas nos rótulos da cápsula já que se tratam do mesmo composto: extrato de Hibiscus sabdaffira, o que diz a legislação a respeito disso?

Na análise dos rótulos dos produtos, nota-se a presença da frase “Este produto é dispensado de registro no Ministério da Saúde, conforme RDC ANVISA n° 278/055, 267/056 e 219/067, de fato no anexo I da RDC 278/055, encontra-se produtos de vegetais (exceto palmito) – código 4100077 como dispensados de registros e a RDC 267/056 inclui o chá de Hibiscus sabdariffa L. como espécie vegetal que pode ser autorizada, desde que seja comprovada a segurança de uso do produto, em atendimento ao regulamento técnico específico, porém nada disserta sobre a especificidade da quantidade a ser consumida.

Além disso, alguns estudos relatam a contra-indicação desse chá para gestantes8,9, devido a resultados que indicam alteração do equilíbrio estrogênio-progesterona e estímulo da contração uterina. Na análise dos rótulos dos chás não constam advertência quanto à ingestão do produto por mulheres grávidas, apenas nas embalagens de cápsulas, informando que gestantes, nutrizes e crianças, até três anos, somente devem consumir sob orientação médica. Novamente, se analisada a legislação, não há relatos sobre a obrigatoriedade desse aviso nos rótulos de chás.

Analisando esse cenário, é possível perceber que apesar das marcas analisadas respeitarem a legislação, que nesse caso significa simplesmente informar que é dispensada de registro, há indicações de que esse produto não proporciona apenas benefícios à saúde do consumidor. A partir dos dados apresentados, pode-se concluir que há necessidade de melhor avaliação da quantidade ideal a ser ingerida desse produto, fato que deveria ser levado em conta por uma legislação que preza pela proteção à saúde da população.

Referências Bibliográficas:

1 – Yadong, Q.; Chin, K.L.; Malekian, F. et al, Biological Characteristics, Nutritional and Medicinal Value of Roselle, Hibiscus Sabdariffa. – Urban Forestry Natural Resources and Environment, Ashford, 2005.

2 – Ali, B.H.; Wabel, N.A.; Blunden, G. Phytochemical, Pharmacological and Toxicological Aspects of Hibiscus Sabdariffa L.: A Review. Phyttotherapy research. 19, 369-375 Portsmouth, 2005.

3 – Kirdpon, S.; Nakorn, S.N; Kirdpon, W. Changes in urinary chemical composition in healthy volunteers after consuming roselle (Hibiscus sabdariffa Linn.) juice. Department of Pediatrics, Faculty of Medicine, Khon Kaen University, Thailand, 1994.

4 – Brudnak, M.A. Weight-loss drugs and supplements: are there safer alternatives? Medical Hypotheses 58 (1), 28-33. Wisconsin, USA, 2002.

5 - RESOLUÇÃO DE DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº. 278, de 22 de Setembro de 2005 – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) .

6 - RESOLUÇÃO DE DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº. 267, de 22 de Setembro de 2005 – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) .

7 - RESOLUÇÃO DE DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº. 219, de 22 de Dezembro de 2006 – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) .

8 - Fouda, A.; Daba, M. Dahab, G. Inhibitory effects of aqueous extract of Hibiscus sabdariffa on contractility of the rat bladder and uterus. Canadian Journal of Physiology and Pharmacology, 2007. 85: (10) 1020-1031, 10.1139/Y07-093.

9 - Kyte, D.S.; Kirkland, L.R. Effects of Hibiscus sabdariffa on Pregnancy of Rats. Planta Med; 29(4): 321-329. New York, 1998.

8 comentários:

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  2. O Hibiscus sabdariffa (não confundir com outra espécie: Hibiscus rosa-sinensis,que é ornamental e não comestível) é usado como antiespasmódico, antiinflamatório, antioxidante natural, afrodisíaco, diurético,no tratamento de ansiedade e insônia e nas dietas de emagrecimento. Também ajuda na redução de lipídeos e glicose totais no sangue.
    A respeito do potencial diurético do chá dessa planta, em 2009 a EFSA (European Food Safety Authority) concluiu que não foi estabelecida uma relação de causa e efeito entre o consumo da planta e a melhoria do efeito diurético. Porém, há na literatura comprovação dessa informação (artigo publicado em 2011) dizendo que a quercetina (substância presente na flor da planta) age sobre o endotélio vascular causando a liberação de óxido nítrico e daí pode vir seu efeito diurético. Isso mostra que ainda há controvérsias a respeito desse efeito emagrecedor mediado pelo efeito diurético.
    Supondo que a planta possua o efeito anorexígeno relatado, não se sabe ao certo a quantidade a ser ingerida para se obter o efeito desejado. Uma pessoa que deseja emagrecer pode, em um ato desesperado, ingerir altas doses do chá dessa planta. Isso é preocupante pois quem determina a diferença entre efeito e toxicidade é a dose ingerida.
    A ausência de uma determinação da ANVISA a respeito do emagrecimento oferecido pelo chá de hibisco fragiliza ainda mais a segurança e eficácia de seu uso.

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    1. Bom dia! em queis artigos vc achou isso??

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  3. Marcelle Globa Campos25 de maio de 2014 20:57

    Segundo a OMS, obesidade e sobrepeso vem se tornando uma das maiores epidemias mundiais. (OMS, 2012) Diante desse panorama, cada vez mais se busca métodos que auxiliem na perda de peso. O problema está quando estes auxiliares acabam se tornando protagonistas do emagrecimento, em detrimento de uma alimentação balanceada e da prática de atividade física.
    O trabalho acima destaca a potente ação diurética do chá de hibisco. Essa ação por si só não seria responsável por emagrecimento, que envolveria a redução da gordura corporal. Na verdade, denota-se uma perda de peso devido a desidratação, o que é um grande risco. O consumo exagerado pode causar desbalanço eletrolítico e sérios danos. Nesse ponto, nota-se uma negligência por parte das agências reguladoras, visto que como apresentado acima, não há recomendações de uma quantidade segura a ser consumida.
    Procurando sobre trabalhos que comprovem a ação de emagrecimento promovida pelo chá de hibisco, encontra-se diversos artigos que dissertam sobre o uso do chá para emagrecimento, entre outros benefícios, mas nenhum que apresente dados comprobatórios deste emagrecimento e da redução da gordura corporal.
    Creio que o maior destaque do trabalho acima seja para a falta de rotulagem obrigatória para esse chá, e de alerta dos riscos do consumo para grupos específicos, como o caso de gestantes.

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  4. Thaís Spíndola Vieira Souza4 de abril de 2015 01:30

    Sobre a composição química do chá de hibisco (Hibiscus sabdariffa L.), pode-se dizer que é uma bebida rica em substâncias antioxidantes como flavonoides e ácidos orgânicos, que contribuem ativamente para a saúde e vem sendo utilizado no auxílio ao emagrecimento. Nos últimos anos, um grande interesse no estudo de compostos bioativos e de antioxidantes tem ocorrido devido, principalmente, as descobertas sobre o efeito indesejável dos radicais livres e outros agentes oxidantes no organismo. Dentre as substâncias bioativas mais estudadas atualmente, está a categoria dos flavonoides, que constituem o mais importante grupo de compostos fenólicos. Os flavonoides estão divididos nos seguintes subgrupos: antocianinas, flavanas, flavononas, flavonas, flavonóis e isoflavonoides. Os compostos fenólicos no hibisco consistem principalmente de antocianinas glicosiladas e têm sido consideradas como um dos principais constituintes biologicamente ativos. Antocianinas são pigmentos importantes em plantas e são encontradas principalmente nas flores e frutos. Devido à alta atividade biológica que apresentam há um interesse considerável em seu estudo. Para determinação dos compostos fenólicos, antocianinas e capacidade antioxidante pode-se utilizar uma amostra comercial de chá da flor de hibisco seco, indicado para preparo por meio de infusão. Os compostos fenólicos totais podem ser determinados pelo método colorimétrico de Folin-Ciocalteau (WATERHOUSE, 2002) e os resultados são expressos em mg de equivalentes de ácido gálico por 100 g da amostra. Os teores de antocianinas totais podem ser quantificados seguindo-se o método do pH diferencial, proposto por Giusti e Wrolstad (2001) que segue a fórmula: A = (A510nm – A700nm) pH = 1,0 – (A510nm – A700nm) pH = 4,5. A atividade antioxidante pode ser avaliada por meio dos métodos de captura do radical DPPH, descrito por Rufino et. al. (2007) que expressa os resultados em porcentagem de sequestro de radicais livres (%SRL) e do método de captura do radical ABTS, descrito por Rufino et al. (2007b) que expressa os resultados em µM trolox/g polpa.

    Referências Bibliográficas:

    ALI, B.H. et al. Phytochemical, pharmacological and toxicological aspects of Hibiscus sabdariffa L.: a review. Phytotheraphy Research, v.19, p.369-375, 2005.

    GIUSTI, M. M.; WROLSTAD, R. E. Anthocyanins: characterization and measurement with uv-visible spectroscopy. In: WROLSTAD, R. E. Current protocols in food analytical chemistry. New York: J. Wiley, cap. 1, p. 1- 13, 2001.

    NETZEL, M., et al. Cancer cell antiproliferation activity and metabolism of black carrotanthocyanins. Innovative Food Science and Emerging Technologies, v. 8, p. 365–372 2007.

    NUNES, S.P.; THOMAS, A.B.; LIMA, L.C.O. COMPOSTOS FENÓLICOS, ANTOCIANINAS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE EM CHÁ DE HIBISCO (Hibiscus sabdariffa L.). XXIII CONGRESSO DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFLA, nov. 2014.

    PIMENTEL, C.V.M., FRANCKI, V.M., GOLLUCKE, A.P.B. Alimentos funcionais: introdução às principais substâncias bioativas em alimentos. São Paulo: Varela; 2005.

    RUFINO, M. S. M., ALVES, R. E., BRITO, E.S., MORAIS, S. M., SAMPAIO, C.G., PÉREZ-JIMÉNEZ, J., SAURA-CALIXTO, F. D. Metodologia científica: determinação da atividade antioxidante total em frutas pela captura do radical livre DPPH. EMBRAPA Comunicado Técnico. 2007;127:1-4.

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  5. O que todos chamam de Hibisco, que possui o nome científico de Hibiscus sabdariffa não deve ser confundido com a espécie Hibiscus rosa-sinensis que é uma usada em paisagismo e não apresenta as propriedades que as mulheres tanto procuram que é o emagrecimento. A propriedade de emagrecimento se deve ao efeito diurético que o chá da flor possui, mas é importante ressaltar, como foi falado no texto, que essa pode gerar a perda de eletrólitos e causar danos mais graves. O Hibisco está em grande alta devido as suas propriedades que estão sendo divulgadas atualmente, porém o uso devido as suas propriedades já são sabidas milenarmente. O Hibisco que também é conhecido por Roselle é usado para fazer geléias, doces e bebidas. A flor seca desa espécie mostrou níveis elevados de polifenóis, flavonóides e antocianinas. O seu efeito antioxidante foi/é testado em diversos estudos. O seu efeito antihipertensivo em pacientes com hipertensão moderada essencial e secundária foi observado e com o uso do chá os pacientes apresentaram uma redução da pressão arterial sistêmica. Em estudo mais recente, em 2007, por cientistas do Institute of Biochemistry and Biotechnology, Chung Shan Medical University, observaram o efeito de apoptose, morte celular programada, em células de carcinoma gástrico.
    Os efeitos supostamente milagrosos do chá de hibisco dependem da dose que o indivíduo ingere por dia e a procura da mesma na internet e sem acompanhamento médico ou por um nutricionista pode ser perigoso para o mesmo. Algumas informações como: grávidas não podem ingerir; diabéticos tem que ter cuidado pois com o uso do mesmo há redução dos níveis de açúcar na corrente sanguínea, assim deve-se reajustar a dose do paciente; e ainda, o hibisco tem a capacidade de reduzir a concentração de paracetamol após a ingestão, ou seja, aumenta a metabolização do mesmo; a dose é algo individual, pois depende da idade e outros aspectos de saúde inerentes ao paciente, passam despercebidas durante o uso. Assim, o ideal é procurar um médico ou nutricionista para aproveitar os efeitos maravilhosos que essa flor apresenta e sem causar danos à saúde.

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    1. em complemento ao assunto descobri recentemente tal produto em capsula e passei a usar, paralelo a tudo já relatado estou tendo a experiencia também de comprovar a redução da pressão arterial... pois tomo remédio pra pressão a mais de 5 anos e estou fazendo uma experiencia comigo de tomar um dia sim outro não o remédio pra pressão e a mesma está ficando abaixo do que era... digo muito abaixo, antes de conciliar as capsula de hibisco a pressão com medicamento era de 15x10, hoje chega a 12 x 8, 13 x 8... então realmente pode ajudar sim a controle da hipertensão...

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  6. Beatriz Hart Feitosa Borges - DRE: 11207987029 de abril de 2016 22:03

    Hibiscus sabdariffa é uma importante planta medicinal, originária da Índia, do Sudão e da Malásia. Na medicina tradicional, é utilizada como diurético, para tratamento de desordem gastrointesinal, infecções hepáticas, febre e hipertensão. Ensaios farmacológicos têm demonstrado uma gama de efeitos terapêuticos, como hepatoprotetor, antibacteriana, antioxidante, anticolesterol, anticâncer, anti-hipertensivo.
    Esse produto muitas vezes é procurado em busca do emagrecimento devido ao seu efeito diurético, impedindo a retenção de líquidos, e a capacidade de evitar o acúmulo de gorduras, principalmente na região abdominal e quadril. Porém, como abordado no artigo, é necessário ficar atento a essa utilização da população em larga escala. Devido a essa ação diurética pode ocorrer diminuição de creatinina, ácido úrico, citrato, tartarato, cálcio, sódio, potássio e fosfato na excreção urinária causando alterações no funcionamento dos rins, desregulação dos eletrólitos podendo acarretar em fraqueza muscular, dificuldade de memorização, depressão, irritabilidade, anorexia.
    Normalmente encontrado em forma de chás, também é encontrado em forma de cápsulas. Alguns questionamentos surgem sobre a segurança do produto, tanto sobre a confiabilidade sua origem e processamento, tanto sobre o modo de utilização correta. Em muitos dos produtos houve falta de informações sobre dosagem recomendada, dose máxima, possíveis efeitos adversos e contraindicações, segurança quanto ao uso de grávidas e crianças.
    É necessário ter o senso crítico apurado e consultar um médico ou nutricionista antes de seu uso, desejando ter alguma dos seus efeitos benéficos e principalmente buscar alternativas viáveis sempre procurando o equilíbrio da utilização de qualquer produto. Nem tudo que é natural é bom, já dizia Paracelso: ‘Somente a dose correta diferencia o veneno do remédio’.
    RAMOS, Diovany Doffinger et al. Atividade antioxidante de Hibiscus sabdariffa L. em função do espaçamento entre plantas e da adubação orgânica. Cienc. Rural [online]. 2011, vol.41, n.8, pp.1331-1336. Epub Aug 12, 2011.Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782011000800006. Acesso em: 28/04/16

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