Apresentação

Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.

O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ômega-3 em cápsulas: entenda mais sobre essa gordura multifuncional


Por Vinícius Pinto de Sousa

O Ômega-3 é um alimento funcional que ajuda a regular a fluidez do sangue e o nível de colesterol e triglicerídeos em nosso organismo, reduzir a agregação plaquetária, diminuindo o risco de formação de coágulos, sendo, importante coadjuvante na prevenção de doenças cardiovasculares, entre elas a arteriosclerose (obstrução das artérias), angina pectoris, enfarte do miocárdio e a hipertensão arterial.
Além disso, os ácidos graxos ômega-3 ajudam a aliviar os sintomas de várias doenças de pele como eczemas e psoríase.
Quais serão os tipos de ômega-3? Será que todos os tipos de ômega-3 são responsáveis por essas funções citadas? EPA e DHA? Que siglas são essas? É realmente necessário o uso de cápsulas de ômega-3 ou existem alimentos que suprem essa necessidade? Para entender melhor esses e outros aspectos clique no


INTRODUÇÃO:
Os ácidos graxos ômega-3 são gorduras essenciais(nosso organismo não as produz) e poli-insaturadas que possuem propriedades anti-inflamatórias, antitrombóticas, antirreumáticas e reduzem a concentração dos lipídeos do sangue, favorecendo a vasodilatação. O ômega-3 é capaz de evitar a formação das placas de gordura na parede das artérias e garantir a flexibilidade dos vasos sanguíneos, afastando o risco de doenças como infarto, hipertensão, aterosclerose e derrames. Além disso, esses ácidos graxos modificam a composição química do sangue, provocando o aumento dos níveis do HDL (colesterol bom) e a diminuição dos níveis de LDL (colesterol ruim). Ele também consegue reduzir os níveis de triglicerídeos do sangue. O organismo também utiliza o ômega-3 para produzir prostaglandinas, substâncias químicas que têm participação em muitos processos, inclusive no combate às inflamações dos vasos sanguíneos O consumo desse ômega não assume apenas efeitos preventivos.
O ômega-3 é formado por uma coleção de ácidos graxos: o DHA (ácido docosahexanoico), o EPA (ácido eicosapentaenoico) e o ALA (ácido alfa-linoleico). A diferença é que os dois primeiros são encontrados em fontes animais, como os peixes, e tem efeitos mais potente no organismo. Já o ALA, é encontrado em fontes vegetais, como a linhaça, rúcula, feijão e o óleo de canola. O que o nosso organismo faz é converter parte do ALA em DHA e EPA.
Os peixes são as melhores fontes dessa gordura. As melhores escolhas são salmão, cavala, arenque, truta, sardinha, anchova e atum. A OMS recomenda como 12 quilos o consumo ideal por ano. De acordo com a American Heart Association, quem deseja proteger o coração deve comer esses peixes "gordos", pelo menos, duas vezes por semana. Já aqueles que já apresentam histórico de doenças cardíacas devem tomar a suplementação diária de um grama de ômega-3 (contendo tanto EPA e DHA). Mas, quem não é fã de peixes, pode investir nas fontes vegetais. As melhores escolhas do tipo ALA de ômega-3 incluem a linhaça (o carro-chefe do nutriente), óleo de canola, brócolis, melão, feijão, espinafre, folhas de uva, couve, couve-flor e nozes. O segredo para obter as quantidades ideais da gordura boa com este grupo está na dieta variada.
A exposição dos peixes às altas temperaturas pode reduzir as propriedades benéficas do ômega-3, que é sensível ao calor. Por isso, o consumo do peixe cru, cozido ou levemente grelhado é o mais recomendado. O mesmo vale para as fontes vegetais, como a linhaça e óleos de canola. O consumo preferencialmente deve ser in natura, misturados nas saladas, por exemplo.

LEGISLAÇÃO:
O produto em questão se enquadra na categoria H - Produto contendo Ácidos Graxos Ômega 3 e ou Ômega 6 como ingrediente. Somente poderá ser declarado na rotulagem o conteúdo de ácidos graxos das famílias ômega 3 e ou ômega 6 quando o produto apresentar na quantidade diária recomendada pelo fabricante ou apresentar em 100g ou 100ml do produto pronto para o consumo, a quantidade do ácido graxo correspondente a pelo menos 10% do consumo diário recomendado pela Anvisa, conforme estabelecido abaixo:

1g (um grama) para os Ácidos graxos ômega 3 EPA (ácido eicosapentaenoico)e DHA (ácido docosahexaenóico);
2g (dois gramas) para os Ácidos graxos ômega 3 Alfa-linolênico;
15g (quinze gramas) para os Ácidos graxos ômega 6 Ácido linoléico.
Veicular na rotulagem nutricional a composição de ácidos graxos, conforme disposto na Resolução RDC n.º 40/01, devendo constar no mínimo os três tipos: saturados, monoinsaturados e poliinsaturados, discriminando dentro dos poliinsaturados o conteúdo em ômega 3 e ou ômega 6.

FUNDAMENTOS BROMATOLÓGICOS


Ácido Docosahexanóico (DHA) - cadeia longa; 22:6 (n-3)
O ácido docosa-hexaenóico (DHA) é um ácido essencialmente graxo do tipo omega-3. Quimicamente, é um ácido carboxílico. DHA é uma abreviatura em inglês que significa Ácido-Docosa-Hexaenóico (Docosa-hexaenoic-acid). É um ácido graxo vital para o desenvolvimento e manutenção da saúde.
O DHA encontra-se em algas e em peixes gordos. Existem suplementos de DHA. O DHA é um dos principais componentes da matéria cinzenta do cérebro, da retina, dos testículos, do esperma e das membranas celulares. Níveis baixos de DHA têm sido associados a depressão. O DHA pode ser convertido em EPA.

Ácido Eicosapentanóico (EPA) - cadeia longa; 20:5 (n-3)
O ácido eicosapentaenóico (EPA ou também ácido icosapentaenóico) é um ácido graxo dos omega-3 (ω-3). O EPA e seus metabolitos atuam no organismo principalmente em virtude de sua associação com o ácido araquidónico. O ácido eicosapentaenóico é um ácido graxo insaturado e o precursor da prostaglandina-3 (um agregador plaquetário), do tromboxano-3 e o leucotrieno-5 (todos eicosanóides).O EPA encontra-se sobretudo em peixes gordos (em resultado da ingestão de algas por parte dos peixes). Foi recentemente disponibilizado no mercado um suplemento vegano de EPA. Também encontra-se EPA nas algas Chondrus crispus e Wakame (Undaria pinnatifida), mas a razão de iodo para EPA é demasiado elevada para que estes alimentos possam ser recomendados como fonte de EPA. Algum EPA é convertido em eicosanóides de série 3, os quais reduzem as inflamações, a pressão arterial e o colesterol.

Ácido Alfa-linoleico (ALA ou LNA) - cadeia curta; 18:3 (n-3)
O ácido alfa-linolênico (ALA) é um ácido essencial Ômega 3 contendo 18 carbonos e três insaturações.
O ALA encontra-se sobretudo no óleo de linhaça, sementes de cânhamo, nozes, óleo de colza, camelina, sementes de chia (Salvia hispanica), feijão de soja e carne. Também se encontra em muito pequenas quantidades em hortaliças de folha verde e outros alimentos vegetais.

DISCUSSÃO E CONCLUSÃO
Os benefícios do uso das gorduras poliinsaturadas como o ômega-3 na alimentação são já muito estudados e bastante conhecidos. Por esse motivo, a indústria alimentícia começou a fabricar produtos contendo ômega-3 como bebidas, sucos, margarina e pães por exemplo. Portanto é importante salientar que a quantidade de gordura ômega-3 presente nesses produtos é muito pequena. O consumo desses produtos teria que ser extremamente grande para suprir a necessidade diária necessária para os diversos benefícios sugeridos (para a prevenção de doenças cardiovasculares, a recomendação diária média de ômega-3 é de 1,6 g para homens e 1,1 g para mulheres, durante a gestação esse valor vai para 1,4 g/dia).
Outro fator importante a se considerar é a qualidade do ômega ingerido. O “bom” ômega-3 é o de cadeia longa (EPA e DHA) que provem de peixes de águas profundas (salmão, atum, bacalhau, albacora, cação). Os ômega 3 menos adequados, com poucos benefícios para a saúde, são os ácidos graxos de cadeia curta(ALA) – aqueles de conformação quimicamente menores encontrados em óleos extraídos de soja, de giras-sol, de milho. Este minúsculo ômega-3 também está presente em alguns vegetais “verdes” como o brócoli, rúcula, couve, espinafre. Portanto é importante saber, na hora de comprar um suplemento de ômega-3, o conteúdo de cada cápsula exigindo, se possível, o laudo de análise. Por ser mais barato, o fabricante, sem especificar nada no rótulo, pode comercializar ALA ao invés de EPA ou DHA e o consumidor pode não alcançar os benefícios pretendidos.
Além disso, o ômega-6 também é encontrado em óleos comestíveis e amplamente usados na alimentação usual, em contraposição ao uso de manteiga, gordura animal e gordura de coco, consideradas como pouco saudáveis. O problema é que os óleos que usamos todos os dias possuem em sua composição tanto o ômega-3, como ômega-6, em proporção variável. Os dois ácidos graxos competem entre si, no metabolismo interno do nosso corpo, pelos mesmos locais que supostamente exerceriam efeitos benéficos. Em outras palavras, o ômega 6 é competidor do ômega 3 e anularia os efeitos benéficos deste ácido graxo no nosso organismo. O ômega-6 pode também ser comercializado no lugar do ômega-3 nas cápsulas. Além do ômega-6 competir com o ômega-3, o excesso de ômega-6 pode ser muito preocupante para a saúde, pois ele pode originar doenças cardiovasculares, doenças auto-imunes, obesidade, diabetes e artrite. É importante então o consumo de ômega -3 de cadeia longa e puro( sem ômega-6).
O consumidor deve também exigir laudo de análise do fabricante comprovando a ausência de mercúrio no óleo. Além dos efeitos prejudiciais do mercúrio, o impacto negativo na pressão arterial causado por altas quantidades de mercúrio nos frutos do mar pode anular os efeitos cardioprotetores do ômega-3 encontrado nos peixes, segundo pesquisa publicada no jornal Hypertension, da American Heart Association.
É importantíssimo a suplementação de ômega-3 orrientada por um médico. Além do ajuste da dose, o ômega-3 deve ser ingerido com cuidado e acompanhamento médico junto com anticoagulantes (exemplo: varfarina, femprocumona, dicumarol) e antiagregantes plaquetários (exemplo: AAS, ticlopidina, clopidogrel), pois aumenta o risco de sangramento. As bebidas alcoólicas podem aumentar os triglicerídeos, diminuindo o efeito do ômega 3.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
• ALESSANDRI, J.M.; GOUSTARD, B.; GUESNET, P.; DURANT, G. Docosahexaenoic acid concentrations in retinal phospholipids of piglets fed na infant formula enriched with long-chain polyunsaturated fatty acids: effects of egg phospholipids and fish oils with different ratios of eicosapentaenoic acid to docosahexaenoic acid. Am. J. Clin. Nutr. v. 67, p. 377-385, 1998.

• BELDA, M.C.R.; CAMPOS, M.A.P. Ácidos graxos essenciais em nutrição: uma visão atualizada. Ciênc. Tecnol. Aliment. v. 11, p. 5-33, 1991.

• LEES, R. S.; KAREL, M., Omega-3 fatty acids in Health and Disease. New York, USA, Marcel Dekker, 1990.

• Resolução ANVISA/MS 19/99 - Aprova o Regulamento Técnico de Procedimentos para Registro de Alimentos com Alegação de Propriedades Funcionais e ou de Saúde em sua Rotulagem (BRASIL, 1999d).

• Resolução ANVISA/MS 18/99 - Aprova o Regulamento Técnico que estabelece as Diretrizes Básicas para a Análise e Comprovação de Propriedades Funcionais e/ou de Saúde, alegadas em rotulagem de alimentos (BRASIL, 1999c);

• Resolução – RDC nº 40, de 21 de março de 2001 – Aprovar o Regulamento Técnico para ROTULAGEM NUTRIINAL OBRIGATÓRIA DE ALIMENTOS E BEBIDAS EMBALADOS

6 comentários:

  1. Ótimo site para quem procura informações cientificamente precisas e que fogem o mercado. Parabéns e muito obrigada.

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  2. O ômega 3 é um nutriente que merece atenção especial na dieta vegetariana, segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira. Esse tipo de gordura deve ser avaliada com relação à quantidade ingerida e a proporção com o ômega-6.
    O nosso organismo não consegue sintetizar alguns tipos de gorduras, que são as gorduras do tipo ômega-3 e ômega-6. Dizemos então que essas duas gorduras são essenciais.
    A proporção ingerida entre essas duas gorduras também é importante para o equilíbrio de diversas funções do organismo (reação inflamatória, imunológica). Estudos demonstram que vegetarianos têm ingestão muito rica em ômega-6 e menor em ômega-3.
    O planejamento nutricional pode corrigir essa defasagem.
    Nesse aspecto, as cápsulas tratadas no trabalho acima contribui significativamente para manter os níveis adequados de tal gordura.
    Cabe ressaltar que, em alguns casos, enfatizar o uso de alguns alimentos podem solucionar esse problema. Por exemplo, ingestão de algas em quantidades generosas; sementes de linhaça moídas (1 colher de sopa = 15ml) contém 1,9 a 2,2 g de ômega-3; óleo de linhaça (1 colher de chá = 5 ml) contém 2,7 g de ômega-3; nozes, feijão de soja; óleo de canola.

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  3. O ômega 3 é um ácido graxo essencial presente em alguns alimentos que é muito importante para o bom funcionamento do cérebro. Além disso, o ômega 3 é importante para prevenir doenças cardiovasculares e diminuir o risco de desenvolvimento do câncer de mama.Além de pescados como salmão e sardinha, a linhaça fornece doses generosas da substância. O ômega-3 ativa uma proteína celular chamada PPAR-gama. Acelerada, ela melhora a atuação da insulina nas células, facilitando sua tarefa de converter açúcar em energia.A PPAR-gama também estimula enzimas responsáveis pela degradação de triglicérides. Além disso, ele regula os níveis de leptina, favorecendo ainda mais o controle do apetite. Em resumo, embora economizar nas calorias ajude a emagrecer de qualquer maneira, o ômega-3 é essencial para regular a queima dos depósitos gordurosos e a fome.
    Porém, na grande maioria dos alimentos que se dizem enriquecidos com ômega 3, o fabricante não especifica qual o tipo de cadeia pertence esse Omega adicionado, se é de curta ou longa. O mais eficiente sem dúvida são os ômegas 3 de cadeias longas denominados: eicosapentaenóico (EPA) e docosahexaenóico (DHA), encontrados em boa quantidade nos peixes de águas frias, como : salmão, atum e bacalhau. Já os de cadeias curtas têm pouca eficiência e benefícios para saúde e são extraídos dos óleos de soja, girassol e milho. Estudos foram feitos e foi constatado que a utilização do suplemento Ômega 3 de cadeia longa traz benefícios anti-inflamatórios; Além de agir com extrema eficácia nos processos inflamatórios, o Ômega 3 é um excelente combatente do triglicérides e do colesterol, desobstruindo as placas de ateroma, as quais se formam nas artérias coronarianas.
    Não existe um consenso que determine qual a dosagem certa que se deve administrar de Ômega 3 por indivíduo/dia, portanto, é necessário que um Nutricionista avalie os hábitos e condutas alimentares de cada paciente para poder prescrever de maneira correta a dosagem necessária.

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  4. De acordo com o estudo desenvolvido na UFMG, o Ômega-3 (AGs n-3) faz parte da família dos ácidos graxos insaturados e hoje em dia se sabe que ele apresenta real importância no auxílio ao tratamento do câncer. Onde os ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenoico (DHA) que estão presentes nos peixes ricos em gordura e no óleo de peixe tem grande impacto nesta doença. Pois são capazes de retardar o crescimento de tumores, aumentar a eficácia da radioterapia e de vários medicamentos, como também possuem a capacidade de inibir a carcinogênese.
    Então o ômega-3, especialmente os EPAs apresentam papel importante na melhoria do quadro da caquexia induzida pelo câncer.
    Diversos mecanismos de ação foram propostos com o objetivo de esclarecer como os AGs n-3 podem modificar o processo do desenvolvimento do câncer, como por exemplo: a influência na atividade do fator de transcrição nuclear, na expressão gênica e nas vias de transdução de sinais; aumento ou diminuição da produção de radicais livres e espécies reativas de oxigênio e; influência nos mecanismos envolvendo a resistência à insulina e a fluidez das membranas.

    Referência: Carmo M., Correia M. A Importância dos Ácidos Graxos Ômega-3 no Câncer. Revista Brasileira de Cancerologia 2009; 55(3): 279-287

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  5. Além dos benefícios da suplementação com Ômega-3 já citados, tanto no texto quanto nos comentários, é possível acrescentar outros mais detalhados como: em sujeitos saudáveis decresce a produção de citocinas pró-inflamatórias (interleucinas-2 e -1) nos monócitos isolados e fator de necrose tumoral. Efeitos biológicos como diminuição na aderência de plaquetas, diminuição nos níveis de triglicerídeos (menos no colesterol), melhora na fluidez da membrana (eritrócitos) e mudanças no endotélio vascular resultantes da produção de compostos anti-inflamatórios.
    E diferentemente dos anteriores, estudos demonstram melhora do desempenho de atividades aeróbias devido às propriedades vasodilatadoras deste suplemento, melhorando o fluxo de oxigênio e nutrientes para os tecidos musculares durante o exercício, bem como a um aumento da massa muscular, força e potência nas atividades realizadas.
    Referência bibliográfica: FETT, Carlos Alexandre et al. Suplementação de ácidos graxos ômega-3 ou triglicerídeos de cadeia média para indivíduos em treinamento de força. Motriz, v. 7, n. 2, p. 83-91, 2001.
    DRE: 112175155

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  6. Natasha Christina Newton23 de abril de 2016 15:45

    A partir de reações de desaturação e elongamento por desaturases e elongases endógenas, os ácidos graxos ω-3 (ácido alfa-linolenico) são metabolizados à ácido eicosapentanoenoico (EPA) e ácido docosahexanoenoico (DHA). Além de sua atuação direta, através de receptores de ácido graxos livres (FFA4),que são receptores acoplados à proteína-G, bloqueando assim a via de sinalização do fator de necrose tumoral-alfa, através do bloqueio da sinalização do NF-kB, DHA e o EPA, quando metabolizados pelas cicloxigenases,lipoxigenases, citocromo P450, dão origem à compostos com função anti-inflamatória e pró-resolução, como as recentemente descritas resolvinas, neuroprotectinas e maresinas, respectivamente, o que corrobora para suas atividades anti-trombótica, anti-carcinogência e anti-inflamatória. Apesar de seus inúmeros benefícios, dietas suplementadas com esses ácidos ômega-3, teriam ação deletéria em infecções intracelulares, como a tuberculose, modulando funções específicas da imunidade inata e adquirida, estimulando o crescimento de micobactérias patogênicas como o Mycobacterium tuberculosis. Estudos epidemiológicos associaram dietas enriquecidas em ácidos graxos poli-insaturados à reduzida incidências de doenças inflamatórias,como também com o aumento da incidência de tuberculose. Assim, diante desses fatos, é necessário cuidado na suplementação da dieta alimentar com esses ácidos, assunto controverso entre especialistas, devendo ser evitada sua banalização e consumo indiscriminado, buscando sempre orientação profissional.
    Referência bibliográfica: Calder, P. C. (2001) Polyunsaturated fatty acids, inflammation, and immunity. Lipids, 36: 1007-1024;
    Jordao, L., et al. (2008) Effects of omega-3 and -6 fatty acids on Mycobacterium tuberculosis in macrophages and in mice. Microbes and Infection, 10: 13791386;
    Kaplan,G.J., et al. (1972)Tuberculosis in Alaska, 1970.The continued decline of the tuberculosis epidemic. Am. Rev Respir Dis 105: 920-926.

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