Apresentação

Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.

O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Aloe vera: só pode cheirar, comer nem pensar!

A espécie vegetal Aloe vera, popularmente conhecida como babosa, teve recentemente a comercialização, importação, fabricação e distribuição proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária quando sob a forma de alimentos e bebidas. A proibição foi calcada na alegação de que os benefícios desta planta não são cientificamente comprovados, tal como a segurança da mesma.
Tá. A justificativa é até aceitável: proibir a comercialização de uma espécie quando seus efeitos sobre o organismo são questionáveis é o que se espera de um Órgão Regulador. O que é estranho é o fato de cosméticos e produtos de limpeza ainda poderem ter em sua composição a babosa. Será, então, que apenas a administração via oral oferece riscos ao indivíduo? É comprovado, então, que o uso tópico ou a inalação são inócuos ao organismo?


A espécie vegetal Aloe vera, popularmente conhecida como babosa, teve recentemente a comercialização, importação, fabricação e distribuição proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária quando sob a forma de alimentos e bebidas. A proibição foi calcada na alegação de que os benefícios desta planta não são cientificamente comprovados, tal como a segurança da mesma.
Tá. A justificativa é até aceitável: proibir a comercialização de uma espécie quando seus efeitos sobre o organismo são questionáveis é o que se espera de um Órgão Regulador. O que é estranho é o fato de cosméticos e produtos de limpeza ainda poderem ter em sua composição a babosa. Será, então, que apenas a administração via oral oferece riscos ao indivíduo? É comprovado, então, que o uso tópico ou a inalação são inócuos ao organismo?


Descrição

Por muitos séculos pessoas do mundo inteiro vêm consumindo a babosa por acreditarem em suas propriedades benéficas à saúde. No entanto, atualmente esses benefícios vêm sendo questionados e, por isso, a ANVISA proibiu a comercialização dessa espécie como alimento. Ainda assim, a Aloe vera continua sendo comercializada, como já mencionado, sob a forma de cosméticos e produtos de limpeza.
Existem mais de 500 empresas no mundo que fabricam produtos de Aloe Vera para uso oral e tópico, com rótulos que dizem conter babosa. É relatado por alguns autores que as opiniões dos usuários em sua grande maioria não satisfatórias. Os principais motivos que fazem com que isso aconteça são: (1) utilização da espécie que não seja a correta (2) utilização da casca ‐perigo do aloín‐ (3) ao passar o gel de aloe vera para vasilhame perde‐se parte do seu aporte nutricional ‐estabilização‐ (4) os vasilhames onde é colocado o produto não são adequados (5) mistura de aloe vera com água, álcool, corantes e conservantes artificiais (6) baixo percentual de Aloe Vera no produto, não tendo o efeito terapêutico esperado (7) sem contole dos órgãos responsáveis, como o FDA, IASC, etc.

Fundamentos bromatológicos

O interior das folhas da Aloe vera é rico em polissacarídeos, que lhe conferem a típica consistência viscosa, de onde surgiu o nome de babosa. Nessa mucilagem ou gel estão presentes os princípios ativos – tecidos orgânicos, enzimas, vitaminas, sais minerais e aminoácidos. Um componente muito típico da babosa é o polissacarídeos acemannan que, segundo a FDA (Food and Drug Administracion), é um imunoestimulante.
Na casca, encontra-se a seiva, rica em aloína, alantoína e antraquinonas, que são excelentes cicatrizantes. Alguns estudos apontam para um risco em seu consumo interno. Com este consumo, pode surgir um efeito catártico e, ainda, para algumas pessoas pode afetar os rins, motivo pelo qual se alega que a casca da babosa ou sua seiva não devem ser usadas internamente.
A Aloe vera contém derivados antracênicos, enzimas superóxido dismutase, alcalóides e antraquinonas. No gel de Aloe vera, os carboidratos (polissacarídios) são os principais componentes e compreendem aproximadamente 20% dos sólidos totais nas folhas da Aloe vera. Além disso, existem vinte proteínas de distintas classes, associadas com o polissacarídeo. Entre os principais componentes químicos das folhas de Aloe vera se encontram derivados da 1,8 dihidroxiantraquinona. Estes são encontrados em sua forma livre (aloeemodina, ácido crisofámico) e como C-glucosideos e ramnosideos, entre os quais se destacam a barbaloína e isobarbaloína e os aloinosideos A e B, que originam aloeemodina- antrona como aglicona ao hidrolizar-se. No entanto, não há um padrão na composição dos produtos a base de Aloe vera, pois há grande diversidade na forma de obtenção desses produtos.
No Brasil o uso da babosa é predominantemente visto em receitas tradicionais de tratamento capilar. Já em locais como México, Japão, Rússia e Estados Unidos, o uso da babosa é corriqueiro, inclusive sob a forma de salada. Por essa razão, tem-se, então, muitos cientistas dedicando seu tempo na busca de confirmações dos poderes de cura da babosa para muitas enfermidades, principalmente às de origem degenerativa.

Legislação

O informe técnico nº 47, de 16 de novembro de 2011, veio fornecer esclarecimentos sobre comercialização de Aloe vera (babosa) e suas avaliações de segurança realizadas na área de alimentos da Anvisa. Algumas providências do informe estão descritas abaixo.
No Brasil, produtos à base de Aloe vera de uso tópico estão autorizados como fitoterápico para cicatrização. No entanto, não há registro de medicamento a base de Aloe vera para uso oral (Carvalho, 2008). Ademais, produtos a base de Aloe vera não possuem tradição de consumo no país como alimento e, portanto, devem ser avaliados quanto a sua segurança de uso na categoria de novos alimentos.
De acordo com a Resolução n.16/1999, novos alimentos são aqueles sem tradição de consumo no país, aqueles que contenham novos ingredientes, aqueles contendo substâncias já consumidas e que, entretanto venham a ser adicionadas ou utilizadas em níveis muito superiores aos atualmente observados nos alimentos que compõem uma dieta regular.
Segundo esse informe técnico, A Anvisa já analisou petição de registro de alimento a base de Aloe vera, mas a documentação científica apresentada foi insuficiente para demonstrar a segurança de uso. Além disso, os artigos científicos constantes da petição traziam efeitos medicamentosos para a Aloe vera. Assim, a petição foi indeferida e até o momento não há produtos a base de Aloe vera aprovados na área de alimentos.
Algumas empresas de bebidas que estão regulares perante o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tem utilizado o número de registro do estabelecimento nos rótulos de suco de Aloe vera e os consumidores estão sendo induzidos a adquirir o suco de Aloe vera como um produto regularizado, por constar o número de registro do estabelecimento no MAPA. A informação do número de registro do estabelecimento constante da rotulagem não se constitui em infração sanitária, visto que de acordo com a legislação desse Ministério as empresas devem colocar essa informação no rótulo. No entanto, a comercialização do produto suco de Aloe vera está irregular, pois o ingrediente utilizado necessita de avaliação da segurança de uso pela Anvisa prévia a comercialização.
A avaliação da segurança de uso prévia a comercialização de novos alimentos e novos ingredientes é um procedimento legal estabelecido pela ANVISA na Resolução n. 17/1999. Os produtos classificados como novos alimentos e ou novos ingredientes, de acordo com a Resolução n. 16/1999, devem seguir esse procedimento.
A necessidade de uma avaliação de segurança fundamentada cientificamente é reforçada pela ampla literatura científica disponível que relata diversos efeitos adversos induzidos pelo consumo de produtos ditos “naturais” que não foram submetidos a uma avaliação de segurança criteriosa.
Atualmente não há produtos a base de Aloe vera aprovados na área de alimentos pela Anvisa, visto que as evidências científicas encaminhadas foram insuficientes para comprovar a segurança de uso. Ademais, observa-se ausência de estudos toxicológicos adequados, bem como falta de padronização ou especificação adequada do ingrediente. Apesar de haver histórico de consumo como fitoterápico, esse está limitado ao uso tópico.


Discussão

Em uma busca na literatura existente sobre a Aloe vera, percebemos que há um número muito maior de alegações sobre o risco do consumo interno dessa planta, quando comparado a, por exemplo, o consumo tópico. Este aspecto, provavelmente, foi o responsável pela decisão da ANVISA.
A grande questão é que o uso tópico desta planta, apesar de menos batido, também pode apresentar riscos. Então, poderíamos pensar que em vez de proibir o consumo via oral e permitir o consumo tópico, por exemplo, deveria haver um controle de como é feito o consumo. Políticas educativas devem ser sempre realizadas, de forma a despertar no consumidor o bom senso frente a escolha de seus alimentos ou cosméticos.
Vejam bem, os riscos da babosa estão calcados no consumo interno de sua seiva ou casca. Daí, se mal manipulada, a babosa como alimento apresenta-se contaminado com componentes que podem sim oferecer riscos. Por que não fiscalizar a produção da Aloe vera? E, o gel de babosa? Quando administrado sobre feridas pode haver absorção sistêmica maléfica ao indivíduo? Como controlar isso? Parece-me que se a preocupação dos Órgãos Fiscalizadores é com a saúde dos indivíduos, muitas outras ações além da proibição de um consumo tão específico devem ser tomadas. Mas, é claro que esta primeira ação é uma tentativa importante de tentar impedir que os consumidores sejam expostos a riscos. A toxicologia da Aloe vera ainda não foi sistematicamente estudada. Os estudos toxigenéticos são importantes na investigação de provável indução de danos genéticos. Sabe-se que tanto o antraceno como a antraquinona, compostos presentes na Aloe vera, são mutagênicos (agente físico, químico ou biológico que, em exposição às células, pode causar mutação). Além disso, a Aloe vera apresenta produtos de biotransformação potencialmente tóxicos, assim não possuem efeitos somente imediatos e facilmente correlacionados com sua ingestão, mas também efeitos que se instalam em longo prazo e de forma assintomática, podendo levar até a um quadro clínico severo, algumas vezes fatal.
Por essas razões, frente ao exposto, podemos concluir que pode sim haver uma necessidade e justificativa super plausível para essa decisão da ANVISA. No entanto, muitas outras questões ainda devem ser trabalhadas em cima desse assunto e deve-se pensar muito em cima das formas cuja comercialização é permitida.

Referências bibliográficas

NABAS, A. L - Distribuidores Independentes FLP – Brasil, disponível em: http:// www.foreverfeliz.com, em 17 de dezembro de 2011.

BACH, D. B; LOPES, M. A. Estudo da viablidade econômica do cultivo da babosa (Aloe vera L.) - Ciênc. agrotec., Lavras, v. 31, n. 4, p. 1136-1144, jul./ago., 2007

SILVA et al - Substâncias bioativas de origem vegetal no tratamento da psoríase -ISSN 1806–7409 - Publicado pela ESFA [on line] http://www.naturezaonline.com.br on line 9 (3): 124-128.

Bottenberg MM, Wall GC, Harvey RL, Habib S. Oral Aloe vera-induced hepatitis. Ann Pharmacother 41(10):1740-3, 2007.

ANVISA. Informe Técnico n. 27, de 15 de junho de 2007. Orientações sobre os documentos necessários para avaliação do risco e segurança das espécies vegetais para uso em bebidas não-alcoólicas. Disponível em: www.anvisa.gov.br/alimentos/informes técnicos. Acesso em: 18 de dezembro de 2011.

Curciarello J, Ortúzar S, Borzi S, Bosia D. Hepatitis aguda grave associada al consumo de te de Aloe vera. Gastroenterol Hepatol 31(7):436-8, 2008.



13 comentários:

  1. A composição química do Aloe Vera é vasta. Esta apresenta antraquinonas, diversas vitaminas e minerais, ácido fólico, mono e polissacarídeos, aminoácidos essenciais e secundários, enzimas e mucopolissacarídeos accemannan (Esta substância é parte integrante das membranas celulares, aumentando a resistência do organismo à presença e penetração de microrganismos nocivos). Todos estes compostos culminam à um denominador comum, que seria a atividade que o Aloe apresenta.
    Enquanto o uso interno do Aloe ainda é um tema em discussão, a efetividade da planta como uso externo ainda é unânime.
    No trabalho acima é abordada a proibição da fabricação e distribuição do Aloe pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária quando sob a forma de alimentos e bebidas.
    Há muito o que concordar com esta decisão, visto que o Aloe Vera somente está previsto na legislação brasileira de alimentos, como aromatizante (um tipo de aditivo alimentar). Pode também ser ressaltado que a Anvisa nunca autorizou a comercialização de alimentos que utilizem Aloe vera como ingrediente (Exemplo: suco de Aloe Vera), tendo em vista que, até o momento, não foi comprovada a segurança de consumo deste composto como ingrediente alimentar.
    Citando então o uso do Aloe externamente, como não há nenhuma comprovação científica de que possa ocorrer algum mal, não quer dizer realmente que não haja de fato um risco, porém analisando historicamente, a babosa é utilizada como tratamento tópico de problemas da pele e esta prática remonta pelo menos a 1500 a.C, quando os curandeiros egípcios o descreveram nos seus tratados. Portanto, se esta planta é utilizada a tanto tempo e a veracidade dos seus efeitos são descritos ao longo destes, não há motivo para se atentar a este aspecto já que há uma eficácia e segurança comprovada a partir da etnobotânica.

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  2. A ALOE VERA é consumido em diversar formas, particularmente prefiro o yorgute natural com ALOE VERA em pedaços, vendido em qualquer mercado da Suiça, Alemanha, França e outros tantos paises de uma marca Suiça muito conhecida por nos Brasileiros ,que importa e industrializa diversos produtos no Brasil. Se a ALOE VERA tem resultados milagrosos ou apenas um vegetal como tantos outros,ele é sem duvida saboroso e refrescante!

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  3. Na boa, pelo o que já estudei da Aloe não acredito nisso não.
    Em primeiro lugar se a ANVISA e o Ministério da Saúde estivessem realmente preocupados com a saúde da população essas autoridades se preocupariam mais com a qualidade das infraestruturas e prestações de serviços em hospitais e demais unidades de atendimento à população. O único ponto positivo dessa proibição seria mais pra evitar que os maus produtores praticassem adulterações nas fabricações do suco visto o alto custo da produção e também para que a população em geral não preparassem o suco em casa. Vale lembrar que para se estabilizar o gel da Aloe é preciso ter conhecimentos técnicos específicos para, por exemplo, eliminar a aloína durante o preparo.
    Sobre a segurança do uso posso começar dizendo que tal afirmação de não haver estudos de segurança ilustra como nosso lindo, maravilhoso e mundo encantado chamado Brasil está atrasado em pelo menos cerca de 30 anos sobre os países da Europa, América do Norte e Japão. Aliás havemos de concordar que não é somente no quesito Aloe e sim em tudo!
    Dizem sobre não haver estudo de segurança, certo? E o que significa então o estudo realizado por Busey, Power e Voelker (1968)? Basta procurar pelo projetos 534-100, 534-101 e 534-102 realizados pelo Hazleton Laboratories Inc. em Falls Church, Estado da Virgína, nos Estados Unidos. E o que dizer sobre o controle preconizado pelo Conselho Internacional da Ciência da Aloe? E a legislação europeia descrita em 1988? Isso mesmo, em 1988! Basta acessar a página nº 10 da Diretiva do Conselho 88/388 de 22 de Junho de 1988 dizendo sobre os níveis de segurança da aloína que devem estar abaixo de 0,1 p.p.m.! Quer mais um exemplo? Esse acabou de sair do forno. Procure pelo estudo de Upton, Axentiev e Swisher (2012).
    Além do mais, um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde revelou que as antraquinonas é onipresente no ambiente, estando presente, portanto, na água, no solo, no ar atmosférico, em combustíveis automotivos, entre outros (WHO, 2012).
    Só para acrescentar um item na discussão, o estudo realizado pelo Instituto de Toxicologia dos Estados Unidos em parceria com a FDA utilizou suco de Aloe contendo níveis acima de 6000 ppm para avaliar o efeito nessas condições, que por exemplo, pode acontecer quando se prepara em casa sem a aplicação das boas práticas e sem o conhecimento técnico. Lembrar: o gel de Aloe vera é seguro para consumo quando no mesmo conter níveis de aloína menor que 0,1 ppm (EEC, 1988) ou menor que 10 ppm (IASC, 2011).
    É isso, qualquer dúvida me escreva (e.bort1234@gmail.com)


    BUSEY, W. M.; POWERS, M.; VOELKER R. Final dose range (dogs), acute dermal application (rabbits). Hazelton Laboratories, Aloe vera of America Archives, v.1, p.137-184, 1968.

    EEC – EUROPEAN ECONOMIC COMMUNITY. Council directive (EEC) nº 88 / 388 on the approximation of the laws of the member states relating to flavounring for use in foodstuffs and to source materials for their production. Official Journal of the European Communities, v.184, p.61-66, 1988.

    IASC – INTERNACIONAL ALOE SCIENCE COUNCIL. Mature Aloe vera market needs fresh standards. New Article on Aloe Industry, 2011. Disponível em: http://www.iasc.org/news_December2011.htmlc Acesso em: 25 Jan. 2014.

    UPTON, R; AXENTIEV, P.; SWISHER, D. Aloe vera leaf, Aloe vera leaf juice and Aloe vera inner leaf juice: standards of identity, analysis and quality control. American Herbal Pharmacopeia Monograph, 2012.

    WHO – WORLD HEALTH ORGANIZATION. IARC monographs on the evaluation of carcinogenic risks to humans: anthraquinone. International Agency for Research on Cancer, v.101, p.1-30, 2012. Disponível em: http://monographs.iarc.fr/ENG/Monographs/vol101/mono101-001.pdf Acesso em: 25 Jan. 2014.

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  4. Bianca Rodrigues da Silva25 de maio de 2014 22:02

    Alguns autores associam a ingestão de aloe vera com diarreia, disfunção do rim, dermatites, entre outras. Em geral é preciso cuidado com o uso interno a longo prazo. Um estudo publicado pelo Journal of Environmental Science and Health Part C-Envitonmental Carcinogrnesis & Ecotoxicology Reviews 2010 mostrou uma avaliação das propriedades biológicas e toxicológicas de Aloe barbadensis (Miller), aloe vera. O estudo mostrou que a planta é fonte de dois produtos, gel e látex, que são obtidos a partir de suas folhas carnudas. Possui potenciais atividades biológicas e toxicológicas, no entanto, a ingestão de aloe vera é associada com diarreia e *desequilíbrio eletrolítico, disfunção renal e interações medicamentosas convencionais. Outros relatos como dermatite de contato (reação inflamatória na pele), eritema (vermelhidão/doença inflamatória da pele) e fototoxicidade (espécie de queimadura solar) foram identificados a partir de aplicações tópicas.

    Outro estudo publicado em 2008 pela Society for Applied Microbiology, concluiu que a aloe vera possuí atividade bacteriogenica in vitro e alterou a produção de ácidos acético, butírico e propiônico por micro-organismos selecionados para o estudo.

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  5. Se a ANVISA se preocupasse com a saúde do povo, cigarro e bebidas alcoólicas não seriam vendidos livremente em qualquer botequim, pois esses são, sem dúvida, dois dos maiores causadores da superlotação dos hospitais e da redução de produtividade da classe trabalhadora.
    A ANVISA talvez não tenha recebido dos produtores da babosa os mesmos elementos de convencimento que recebe das indústrias tabagistas e alcoólicas.
    Tenho 69 anos, há 30 anos não tomo medicamentos, e ainda pratico capoeira regional.
    Como todas as manhãs o gel de uma folha de babosa (folha estreita), que colho de meu quintal, onde tenho mais de 40 pés plantados. Além disso uso para queimaduras, cortes, machucados, e até para piorreia, que me atacou no início do ano, mas foi debelada pela babosa, pois faço massagem com o gel nas gengivas antes de engolir.

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  6. O Programa Nacional de Toxicologia (NTP), dos Estados Unidos, fez um estudo em que ratos desenvolveram tumores após receber água fortificada com extrato da planta, segundo reportagem da New Scientist: http://www.newscientist.com/article/dn20365-aloe-vera-extract-gave-rats-tumours.html. No experimento, os roedores receberam durante dois anos uma mistura de 1,5% de extrato de folhas de Aloe barbadensis e o restante de água. Depois, foi constatado que, entre estes ratos, 39% das fêmeas e 74% dos machos apresentavam tumores malignos ou benignos em seu intestino. Já entre os ratos que beberam água potável pura, nenhum desenvolveu qualquer tipo de tumor. Ainda assim, não é claro o que esses resultados podem significar para o consumo de produtos que contenham Aloe vera por seres humanos, mas na falta de informações toxicológicas relevantes foi correta a atitude da ANVISA de proibir o consumo da planta e derivados. Não significar que o que seja de fonte considerada natural seja da mesma forma segura.

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    1. Olá Juliana, tudo bem?

      Concordo com a atitude da ANVISA apenas no que diz respeito com a tentativa de evitar que as pessoas preparem o suco em casa. Vale lembrar que no procedimento caseiro não tem como reduzir a concentração da aloína para níveis inferiores a 10 p.p.m.

      O estudo em questão que você menciona muito bem é esse aqui:

      BOUDREAU, M.D.; et al. Toxicology and carcinogenesis studies of a nondecolorized whole leaf extracts of Aloe barbadensis Miller (Aloe vera) in FN344/N rats and B6C3F1 mice: drinking water studies. National Toxicology Program (NTP), 266p., 2013.

      Note, porém, que no título do estudo contém a expressão "nondecolorized". E o que isso quer dizer? Essa expressão indica que o suco utilizado no estudo não passou pelo processo de filtração para eliminar o látex amarelado, conhecido também como aloína ou extrato de parênquima clorofiliano (EPC). E isso foi intencional.

      Se você observar as páginas 228 em diante (até a 241) desse estudo, você irá observar que a concentração de aloína utilizado variou entre 177 p.p.m. a 210 p.p.m. para aloína.

      Já se sabe que a aloína é altamente tóxica quando consumido por via oral. Vários estudos já comprovaram isso e estão acessíveis ao público... Daí, por exemplo, a justificativa do Conselho Europeu em preconizar em 0,1 p.p.m. a concentração de aloína para produtos alimentícios e o IASC em 10 p.p.m.

      Infelizmente a verdade é que a ANVISA se mostrou totalmente incapacitada para tomar alguma decisão digna de honra, uma vez que alegou não haver estudos de segurança que comprovem a segurança do consumo da Aloe vera como bebida (ver Resolução 5052 de 10 Nov. 2011). E o pior é que inúmeras vezes já tentei um diálogo com a própria ANVISA e até hoje não obtive sucesso, a não ser uma resposta indireta de que essa decisão é imutável.

      Francamente, não estou generalizando, mas isso ilustra o quanto o Brasil está representado por pessoas ignorantes e incapacitadas de exercer funções importantes em alguns cargos de interesse público.

      Ou as pessoas que tomaram essa decisão sabem tudo, ou países como Japão, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, entre outros estão totalmente equivocados em liberar o comércio e o consumo da Aloe vera como bebida orgânica. E essa liberação aconteceu a mais de 30 anos.

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  7. Eu acho que o texto a cima diz a verdade. Porque eu cai nessas conversas que babosa fazia bem e me ferrei. Hoje meu figado e rins estão estragados.

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  8. Isso sim é um estudo de credibilidade. Aplicação da aloe vera no complemento terapêutico e prevenção de Alzheimer

    The effect of an aloe polymannose multinutrient complex on cognitive and immune functioning in Alzheimer's disease.

    Lewis JE1, McDaniel HR, Agronin ME, Loewenstein DA, Riveros J, Mestre R, Martinez M, Colina N, Abreu D, Konefal J, Woolger JM, Ali KH.
    Author information

    1Department of Psychiatry & Behavioral Sciences, University of Miami Miller School of Medicine, Miami, FL 33136, USA. jelewis@miami.edu

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  9. ola pessoal não sou estudante nem formado apenas um consumidor, use o creme dental da forever e acabei com minha gengivite a o frescor e maravilhoso e tb o shampoo e condicionador meus cabelos pararão de cair não nascerão outros mais parou mesmo a queda, só que to usando outro produto e voltarão a crescer.
    E tem mais; EU mi CUREI, digo(CUREI) da hemorroida com o supositório da babosa que eu mesmo fiz em casa. se quiser saber como fazer o supositório me adicione no face, oliveira lourenco, boa sorte a todos.

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  10. VOU COMEÇAR A TOMAR SUCO DE BABOSA SE A ANVISA PROIBIU É PORQUE FAZ BEM PRA SAÚDE.

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  11. VOU COMEÇAR A TOMAR SUCO DE BABOSA SE A ANVISA PROIBIU É PORQUE FAZ BEM PRA SAÚDE, QUE BOM QUE AS PESSOAS PODEM TER O SEU PÉ DE BABOSA EM CASA É UMA PLANTA QUE ESTA ACESSÍVEL A TODA A POPULAÇÃO.

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