Apresentação

Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.

O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Avaliação do provável prazo de validade de queijos com soros (do tipo Minas Frescal)

Por:Bruna Torres e Julia Rodrigues

Sabe-se que o queijo minas frescal é um alimento amplamente consumido pelos brasileiros e por ser um produto fresco, é susceptível a alterações microbiológicas e bioquímicas (o que encurta a sua vida útil) e que a qualidade desse produto está relacionada a diversos pontos críticos, como: condições sanitárias dos rebanhos, a qualidade do leite, as condições higiênicas e sanitárias de fabricação, transporte, comercialização, tempo e temperatura de conservação dos queijos durante a estocagem.


Considerando tais aspectos mencionados acima, decidimos através desse trabalho avaliar o prazo de validade determinado pelas indústrias, estabelecendo uma comparação entre a validade dos produtos vendidos a granel e os industrializados.

Linhaça dourada ou marrom ? moída ou inteira?

Atualmente, a linhaça está em grande destaque na mídia devido ao seu possivel potencial emagrecedor e desentoxicador.Com isso muitas pessoas vem fazendo seu uso diariamente com o intuito de emagrecer milagrosamente. Verdade ou não ? Quais os componentes presentes na linhaça que poderiam ter esse efeito e como atuariam. Além disso, existem dois tipos comercializados: a marrom e a dourada, a dourada é importada e mais cara. Também é comercializada na forma de farinha de linhaça, previamente moída, ou em grãos. Há diferença entre esses tipos? A forma moída ainda teria os mesmos componentes que a inteira ou os componentes poderiam se oxidar? Seria apenas uma jogada da marketing para encarecer o produto devido ao seu destaque na Tv?

Aloe vera: só pode cheirar, comer nem pensar!

A espécie vegetal Aloe vera, popularmente conhecida como babosa, teve recentemente a comercialização, importação, fabricação e distribuição proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária quando sob a forma de alimentos e bebidas. A proibição foi calcada na alegação de que os benefícios desta planta não são cientificamente comprovados, tal como a segurança da mesma.
Tá. A justificativa é até aceitável: proibir a comercialização de uma espécie quando seus efeitos sobre o organismo são questionáveis é o que se espera de um Órgão Regulador. O que é estranho é o fato de cosméticos e produtos de limpeza ainda poderem ter em sua composição a babosa. Será, então, que apenas a administração via oral oferece riscos ao indivíduo? É comprovado, então, que o uso tópico ou a inalação são inócuos ao organismo?

Das balas ao chá, será mesmo o gengibre tão milagroso?


Como planta medicinal o gengibre é uma das mais antigas e populares do mundo. Suas propriedades terapêuticas são resultado da ação de várias substâncias, especialmente do óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona.
Balas de gengibre são usadas para resfriados, tosses, dor de garganta. Já o chá possui propriedades emagrecedoras/antieméticas e, mais recentemente (2005), foi atribuído ao extrato etanólico de Zingiber officinale, a capacidade de reduzir lipídios e possuir caráter antioxidante em diabéticos.
Porém, de que maneira esse gengibre milagroso será comercializado? Para fazer as tais balinhas, é necessário uma quantidade enorme de açúcar, o que para os diabéticos é inaceitável. Já ao chá poderia até não ser adicionado açúcar, mas de quanto em quanto tempo ele seria recomendado? Cápsulas seriam as melhores opções? Contudo existem riscos associados ao consumo do gengibre como, por exemplo, hemorragias e aumento do fluxo biliar, portanto, quando consumir? E quem deve consumir? Ingerir os pedaços de gengibre seria mais indicado?


As propriedades “curativas” do gengibre estão associadas à diminuição da síntese de prostaglandinas e leucotrienos (inibem COX), logo, possuem ação antiemética, anti-inflamatória e estimulante do trato gastrointestinal, aumentando o peristaltismo. Mais estudos vem sendo realizados, como no artigo “Effect of ethanolic extract of Zingiber officinale on dyslipidaemia in diabetic rats” de 2005, onde foi comprovado que o extrato etanólico do gengibre além de ter efeito antidiabético também reduziu o colesterol total, assim como os triglicerídeos e aumentou os níveis de HDL-colesterol, quando comparado a animais não tratados, representando, na época, um estudo piloto para avaliar o potencial de Zingiber officinale em dislipidemias relacionados ao diabetes.
Quando o princípio ativo Zingiber officinale é procurado no site da ANVISA, são encontradas soluções orais, cápsulas gelatinosas e até drágeas, porém balas e infusões não foram localizadas, talvez porque a área de interesse estava relacionada a “medicamentos fitoterápicos”, no entanto, é neste momento que o consumidor pode ser iludido. Por que o gengibre em outro tipo de apresentação – intitulado como alimento - pode ser encontrado em prateleiras de farmácias sem passar pelas devidas regulamentações? Para a coordenadora de Alimentos da Vigilância Sanitária Estadual de Goiás, Márcia Regina de Moura, existe uma grande confusão sobre o que pode ou não ser vendido em farmácias, o que atrapalha a própria fiscalização do órgão e, ainda, deixa dúvidas nos proprietários destes estabelecimentos. “A lei não é clara. Cristais de gengibre não deveriam estar nas farmácias, bem como alimentos light.” Márcia explica que acontece a confusão por que se acredita que a bala de gengibre ou o cristal fazem bem para a garganta. Sobre os light, ela diz que o produto restringe calorias, tem menos gordura, mas qualquer pessoa pode utilizá-lo. “Não sendo uma categoria específica, como os diet, próprios para diabéticos”, compara.
Portanto, a falta de regulamentação para certos produtos pode significar risco ao consumidor que é levado pela ideia de que determinado insumo é “natural e por isso não faz mal”. Balas de gengibre levam quantidades enormes de açúcar – o que pode aumentar o risco para diabéticos, já o chá, de ação antiemética e digestiva, pode aumentar o fluxo biliar e o risco de hemorragias.
Logo, é de extrema importância que haja além de regulamentação, fiscalização intensa dos produtos expostos nas prateleiras das farmácias e de lojas que vendem produtos naturais, pois não são de conhecimento do consumidor certas reações adversas ou contraindicações, as quais não são especificadas pelos próprios produtores.


Referências Bibliográficas:

http://www.health-care-clinic.org/alternative-medicines/ginger.htm

Effect of ethanolic extract of Zingiber officinale on dyslipidaemia in diabetic rats; Uma Bhandari, Raman kanojia, K.K. Pillai.

http://adoravelnaturologia.blogspot.com/2009/10/as-propriedades-medicinais-do-gengibre.html

http://www.mp.go.gov.br/portalweb/1/noticia/bb4a35a91cfb350d13da1efe49d3d7ab.html

http://www7.anvisa.gov.br/datavisa/consulta_produto/Medicamentos/frmConsultaMedicamentosPersistir.asp

Chá mate comercial


A dieta pode modificar o nosso processo natural de envelhecimento,bem como induzir ou suprimir determinadas doenças.No cidade do Rio de Janeiro ,a versão comercial do chá mate, pronto para consumo, é bastante consumida, inclusive nas praias.
A erva mate já tem reconhecida a presença de substâncias antioxidantes e efeitos benéficos, o fato questionável seria se essa versão industrializada manteria essas características.Pesquisas mostraram que a bebida possui efeitos antioxidantes e antinflamatória.Baseando-se na teoria do envelhecimento, na qual a sobreposição de oxidantes a antioxidantes, resulta em processos de envelhecimento celular; a bebida atuaria como um antioxidantes exógeno, desfavorecendo esse ciclo.Além disso, a diminuição de citocinas inflamatórias confirma o efeito antiinflamtório do chá.
As pesquisas com a versão comercial do chá, a princípio,indicam reafirmam essas propriedades "antienvelhecimento",embora ainda não significativas.De qualquer forma, não se pode afirmar o aspecto antienvelhecimento, porém o consumo de alimentos ricos em antioxidantes tem se mostrado eficiente na melhoria da qualidade de vida.

Marcadores: Chá mate, antioxidante.






Chá mate previne envelhecimento?

sábado, 3 de dezembro de 2011

O prazo de validade de azeitonas a granel

Gabriella Figueiredo e Laís Machado

O prazo de validade de produtos a granel, conservados em salmouras, como azeitonas, é um assunto não muito explorado. Encontra-se muito acerca de produtos em sua embalagem final, mas não sobre estes mantidos em salmouras, ficando esta resposta dependente da informação passada pelos responsáveis por estes setores nos supermercados e do pouco que se encontra pela internet. A grande questão é: confiar ou não confiar? O melhor a ser feito é reunir as informações e procurar tirar conclusões adequadas, levando em conta o bom-senso, uma vez que o prazo da validade serve à maioria dos consumidores como um indicador da qualidade, da manutenção das características do produto, além de determinar o fato de comprar ou não comprar.

AVALIAÇÃO DO PRAZO DE VALIDADE EM DIFERENTES APRESENTAÇÕES DE ATUM ENLATADO


Prazo de validade pode ser definido como o tempo de duração do alimento até ser considerado impróprio para o consumo. Mas o que garante esse período de tempo? E como fica para produtos perecíveis acondicionados em embalagens metálicas, os conhecidos enlatados? Eles são muito populares hoje em dia devido à facilidade de consumo. Um dos mais utilizados é o atum enlatado. Nesse caso, será que suas diferentes apresentações modificam o prazo de validade? Quais as alterações que podem ocorrer nesse produto? Como a legislação brasileira se posiciona quanto a isso?

Felipe Alves e Nathalia Hammes

Considerações sobre o prazo de validade de concentrados e molhos a base de tomate


Por Jessica Teixeira

O mercado brasileiro dispõe de uma quantidade considerável de diferentes produtos a base de tomate. Dentre eles, destacam-se os molhos e concentrados. Tais produtos estão disponibilizados em diferentes tipos de embalagens -lata, saché, cartonada, vidro - com diferentes prazos de validade. Na maioria das vezes, os consumidores somente possuem acesso a data de vencimento disposta no rótulo dos produtos, pois a data de fabricação foi omitida. Assim, o consumidor torna-se impossibilitado de avaliar há quanto tempo o produto já foi produzido e decidir se deseja comprar ou não.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Validade do pão de forma: uma questão a ser discutida



O pão de forma é um produto obtido a partir do cozimento da massa doce da farinha de trigo. A massa é moldada em uma forma ou molde antes de ser levada ao forno.
Segundo as definições da ANVISA (2000), “pão é o produto obtido pela cocção, em condições tecnologicamente adequadas, de uma massa fermentada ou não, preparada com farinha de trigo e ou outras farinhas que contenham naturalmente proteínas formadoras de glúten ou adicionadas das mesmas e água, podendo conter outros ingredientes.” E, pão de forma é o “produto obtido pela cocção da massa em fôrmas, apresentando miolo elástico e homogêneo, com poros finos e casca fina e macia”.
O pão de forma é um produto com um teor de umidade relativamente alto. Segundo a ANVISA (2000), o valor máximo de umidade permitido no pão corresponde a 38g para cada 100g do produto.
Comer pão com bolor pode ser perigoso. Alguns tipos de microrganismos produzem compostos tóxicos chamados micotoxinas. Estes podem causar sintomas de gripe, incluindo náuseas, vômitos e diarreia. Para pessoas que tem alergia a mofo, o contato com esses fungos pode causar sintomas ainda mais sérios como espirros, tosse, coceira nos olhos, dentre outros.
Algumas pessoas têm por hábito retirar do pão a parte em que o bolor se encontra, porém isso não diminui de forma alguma a contaminação por esses fungos, pois além desses microrganismos algumas vezes não serem observados a olho nu, eles também liberam esporos que podem contaminar toda a superfície do pão e também outros alimentos que estejam próximos a ele.
Existem diferentes tipos de fungos que podem crescer no pão, e dependendo do tipo, pode haver desenvolvimento de intoxicação alimentar, algumas leves, e outras mais fortes como irritação na boca, nariz e garganta, hemorragia, necrose cutânea, entre outras.
Portanto, em casos de contaminação do pão com o bolor, é recomendado que o produto seja inteiramente jogado fora.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Avaliação do prazo de validade em corte de carne bovina vendida em supermercados da cidade do Rio de Janeiro

Carla Moreira Leal e Daniella Moreira Leal











Atualmente, os supermercados tentam facilitar a vida do consumidor oferecendo produtos de fácil preparo como, por exemplo, a venda de carne bovina moída, em pedaços picados, em bifes, porém essa prática pode comprometer o prazo de validade do alimento além de facilitar assim a contaminação microbiológica e a sua deteriorização.

domingo, 27 de novembro de 2011

Aspectos Relacionados ao Prazo de Validade de Presuntos


Por Célia de Oliveira e Karen Vieira

O prazo de validade relaciona-se ao período de tempo no qual o produto ainda possui qualidade adequada para o consumo. Esta qualidade pode ser definida em função de vários aspectos, como sensoriais (cor, textura, suculência, etc), tecnológicos (pH, capacidade de retenção de água, etc), nutricionais (quantidade de gordura, perfil dos ácidos graxos, grau de oxidação, etc), sanitários (ausência de agentes contagiosos), ausência de resíduos físicos (antibióticos, hormônios, etc), dentre outros. De acordo com a Resolução CISA/MA/MS n° 10, de 31 de julho de 1984, o prazo de validade e as condições de conservação são determinadas pelas empresas produtoras. Entretanto, fica pouco claro de que maneira esse prazo de validade é determinado e até que ponto ele se mantém imparcial (prazos de validade menores podem garantir uma maior rotatividade do produto e prazos maiores, às custas de maior uso de aditivos, podem garantir um maior tempo para comercialização). A RDC n° 259, de 20 de setembro de 2002, estabelece que o prazo de validade é informação obrigatória na rotulagem de alimentos, buscando assim garantir o consumo de alimentos de qualidade ainda adequada. Porém, fica difícil atestar a veracidade dos prazos de validade estabelecidos nos produtos, principalmente aqueles vendidos a granel.

Para a avaliação do prazo de validade de presuntos, foram analisadas 4 formas de comercialização deste produto: fatiado e embalado pela indústria (Perdigão, Seara e Sadia), fatiado e embalado pelo supermercado (Perdigão e Sadia - supermercados Extra e Walmart), fatiado a granel (Rezende - supermercado Mundial) e a peça inteira (Batavo, Perdigão e Sadia), totalizando 13 produtos. As informações foram coletadas nos dias 19/10/11 (Pão de Açúcar) e 21/10/11 (Extra, Walmart e Mundial).

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Avaliação do Prazo de Validade de Néctares de Laranja Industrializados

Por Danielle Oliveira e Nathalia Gambôa


Os sucos de frutas são consumidos e apreciados em todo o mundo, não só pelo seu sabor, mas também por serem fontes naturais de carboidratos, carotenóides, vitaminas, minerais e outros componentes importantes. Uma mudança apropriada na dieta em relação à inclusão de componentes encontrados em frutas e suco de frutas pode ser importante na prevenção de doenças e para uma vida mais saudável. Nos últimos anos, devido principalmente à conscientização sobre as propriedades nutricionais das frutas e dos sucos naturais, ao ritmo de vida acelerado da sociedade atual, e a praticidade de preparo, o interesse do consumidor por esses produtos vem aumentando marcantemente.

O Brasil consolidou-se como o maior produtor mundial de sucos. O segmento de sucos prontos para beber tem apresentado elevadas taxas anuais de crescimento, acima de 42% entre 2004 e 2006, passando de 211,5 milhões de litros para mais de 301 milhões de litros e de R$ 707 milhões para mais de R$ 1,1 bilhão em vendas. Neste contexto, a legislação se faz imprescindível no estabelecimento de regras que contemplem os interesses de todos os envolvidos na cadeia produtiva.

A validade de néctares de diferentes frutas pode variar, dependendo de vários fatores como os meios de produção, adição de conservantes e processos sofridos durante a sua produção industrial, como pasteurização. Vejamos os processos e façamos uma análise dos néctares de laranja Dell Vale.

Comparação do prazo de validade de maioneses comercializadas em diferentes embalagens


A maionese é um produto perecível, os componentes principais da formulação que irão formar a emulsão e a maionese propriamente dita são o óleo vegetal, ovos e amido, dessa forma a maionese pode sofrer alterações físico-químicas através da oxidação dos ácidos graxos e lipídeos do ovo e ácidos graxos insaturados do óleo de soja refinado. Durante as fases de estocagem e distribuição, a luz e o oxigênio atmosférico podem permear através da embalagem havendo uma degradação da qualidade do produto e também a inadequada esterilização durante a etapa de produção ou a falta de higiene durante o manuseio podem causar a proliferação de microorganismos, portanto o prazo de validade desse produto é um ponto importante que deve ser considerado no momento de avaliar a qualidade deste.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Prazo de validade: Análise crítica comparativa de sanduíches naturais comercializados em lanchonetes e praias do Rio de Janeiro

por Michelle Alvares Sarcinelli e Thaís Jeronimo Vidal

O verão se aproxima e, com ele, uma busca incansável pela boa forma. Neste contexto, ganham força os famosos “sanduíches naturais” que, muitas vezes, de naturais não têm nada.

Eles são normalmente constituídos de maionese, creme de leite, carnes, peixes ou frango, que são alimentos altamente perecíveis e que requerem muitos cuidados quanto à higiene e temperatura de armazenamento. Contraditoriamente, são comercializados nas praias, sob sol de 40 ºC, frequentemente visto em nosso país. Por outro lado, têm-se os sanduíches industrializados, preparados com os mesmos ingredientes, e comercializados em lanchonetes e restaurantes, embalados e com prazo de validade estabelecido.

Surgem, então, os seguintes questionamentos: Por que os sanduíches de praia não têm um prazo de validade estabelecido e os industriais, ao contrário, o apresentam? Será que os prazos estabelecidos pelos fabricantes nos sanduíches industrializados são confiáveis? Quais os possíveis riscos resultantes do consumo em condições inadequadas?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Política Nacional de Promoção da Saúde




A publicação da Política Nacional de Promoção da Saúde ratifica o compromisso da atual gestão do Ministério da Saúde na ampliação e qualificação das ações de promoção da saúde nos serviços e na gestão do Sistema Único de Saúde.
MINISTÉRIO DA SAÚDE

domingo, 19 de junho de 2011

Extrato de Alecrim: Antioxidante natural e promissor para ALIMENTOS



Recentemente foi adicionada a lista de aditivos orgânicos da UE o extrato alcoólico de alecrim (Rosamarinus officinalis). Ele tem como constituinte principal o ácido carnósico, que possui uma atividade antioxidante superior em óleos vegetais comestíveis ricos em ácido linoléico, numa concentração menor que a dos compostos utilizados atualmente, como BHA E BHT.
Alternativas saudáveis vêm sendo evocadas pelos mais variados setores da sociedade, devido à exposição diária a uma sorte de produtos potencialmente tóxicos como os antioxidantes sintéticos citados no parágrafo anterior.
Em meio a esse cenário mundial podemos fazer a seguinte pergunta: Por que demoramos tanto a perceber que nossa maior fonte de antioxidantes está no nosso jardim?

domingo, 12 de junho de 2011

União Light: usar metade da quantidade é ser light?



Com a frase “União Light: É light. Pode acreditar.”, a União lança mais um produto que chama a atenção do consumidor. “Sabor igual ao açúcar com metade das calorias e o dobro do rendimento.” Será que esse açúcar realmente possui a metade das calorias que o açúcar tradicional? Será mesmo ele light? O segredo deste açúcar não está na redução de calorias e sim, em seu rendimento. Quer saber o segredo deste produto? Então,

A controvérsia da gordura interesterificada


Há não mais que cinco anos, a FDA (órgão governamental norte-americano que faz o controle dos alimentos, medicamentos entre outros itens), decidiu que produtos contendo gordura trans deveriam apresentar em seus rótulos as quantidades da substância, devido à sua correlação com o aumento do risco de doenças coronárias, entre outras patologias. Não muito tempo depois, produtos “0% de gordura trans” viraram uma tendência no mercado. E para atender a essa exigência do consumidor, mantendo as características do produto, os fabricantes passaram a utilizar uma gordura proveniente de um processo chamado interesterificação, que, assim como a gordura hidrogenada,também aumenta o tempo de prateleira, altera o sabor e textura dos alimentos. Esta gordura está presente nos mais diversos produtos, como margarinas, biscoitos, entre outros. Entretanto, estudos relacionaram o consumo desta gordura com o aumento dos níveis de glicose, assim como alterações no metabolismo lipídico, quando comparado à ingestão da gordura saturada natural.
A Becel se apresenta no mercado como um produto “recomendado para quem deseja controlar os níveis de colesterol e faz uma dieta de baixas calorias”, alegando que 52% dos lipídeos presentes são poliinsaturados, além de ser complementada com vitaminas. Porém, como substituinte da gordura trans, a gordura interesterificada está presente com o principal objetivo de fornecer uma consistência adequada da margarina.
No entanto, estes dados recentes levantam a pergunta: o quão mais benéfica seria a gordura interesterificada quando comparada à gordura trans? Será que essa substituição realmente significa uma vantagem?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bromatologia em Saúde: Resíduo de Hexano em Óleo de Arroz: Quais os risco...




O óleo de cozinha e de outros produtos alimentícios pode ser produzido a partir de soja, amendoim, arroz, gérmen de milho, entre outros. Tradicionalmente, para se extrair o óleo de sementes vegetais empregam-se extrações com solventes orgânicos ou por prensagem das sementes. A extração do óleo de arroz da Irgovel é realizada utilizando o solvente hexano. Este solvente derivado do petróleo, ainda é o solvente mais empregado na extração de óleos vegetais. A freqüente exposição humana ao hexano pode causar irritação do trato respiratório, dor de cabeça, náuseas, sonolência, vertigens, pertubações visuais e auditivas. Os efeitos tóxicos do hexano estão relacionados principalmente ao seu metabólito 2,5-hexanodiona, produzido através da oxidação do hexano pelas enzimas hepáticas. O consumidor precisa ter consciência destes fatores e saber: Quanto de resíduo de hexano permanece no óleo? Quais são os riscos das concentrações expostas por esse produto em curto e longo prazo? Existem regulamentação e fiscalização das indústrias responsáveis? Por que o hexano é a opção, por ser barato e não por ser seguro?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Salgadinhos: deliciosos ou perigosos? Os riscos do glutamato monossódico.



Atualmente o glutamato monossódico (GMS) é amplamente utilizado na indústria de alimentos como realçador de sabor. Segundo órgãos regulatórios como o FDA e a ANVISA, este está classificado como um aditivo seguro e por isso não possui um limite máximo regulamentado. O limite ficaria a critério da indústria de acordo com a intensidade de sabor que esta deseja adicionar ao produto. Porém estudos epidemiológicos correlacionam o consumo de GMS a diversos quadros patológicos como o Mal de Alzheimer, a doença de Huntington e também a chamada obesidade hipotalâmica.

Por Camilla Pimenta e Diogo Sales

sábado, 4 de junho de 2011

Sucralose. Consumir sem restrições?


Sem açúcar, com afeto: segundo a empresa Línea, o adoçante sucralose é o único adoçante artificial que pode ser utilizado sem restrições. Mas, sem restrições? E o que podemos dizer sobre o que seria, segundo a mesma empresa, tido como "escolha certa" para o uso de adoçantes sendo a sucralose um “primo” químico dos defensivos agrícolas, pesticidas e outros agrotóxicos? Isso poderia ter sérios riscos do ponto de vista toxicológico para ser dito que pode ser consumido “sem restrições”? E porquê teria, já que se trata de um "inofensivo" derivado do açúcar que adoçamos todos os dias os nossos cafezinhos?

Por Diego Lopes e Adrian Sena, 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Uso de aceleradores do crescimento em alimentos: O curioso caso das melancias explosivas





No mês de maio deste ano fomos surpreendidos com uma curiosa notícia: “Uso de produtos químicos gera melancias explosivas na China”, alerta o título do Jornal Eletrônico do Estadão. A suspeita quando mais da metade das plantações de melancia no leste do país simplesmente explodiram foi o uso de um acelerador de crescimento conhecido como forclorfenurão. Embora a prática seja comum, a inexperiência de “novos” agricultores acrescida ao uso em concentrações absurdas da substância podem ter causado o fenômeno. Esse caso anormal nos permite questionar sobre o uso de hormônios e aceleradores de crescimento nos alimentos que ingerimos. Afinal, se essas substâncias são capazes de explodir melancias, o que será que não podem fazer no nosso organismo?!




Por: Laizes Johanson e Talita Stelling de Araújo

Corantes : Cores do mal ?



Considera-se corante a substância ou a mistura de substâncias que possuem a propriedade de conferir ou intensificar a coloração de alimento (e bebida).
Corantes são largamente usados em alimentos infantis afim de torná-los mais atrativos, mais bonitos. Cereais muitas vezes contém não só um, mas muitos deles. Os ditos artificiais são os comprovadamente mais prejudiciais podendo levar à hiperatividade, alergias e muitos outros problemas. Fez-se uma análise dos corantes utilizados em um cereal infantil e encontrou-se corantes naturais (cúrcuma e beta-caroteno, corantes artificiais: amarelo crepúsculo (INS 110); vermelho 40 (INS 129) e azul brilhante (INS 133). Muitos não? Que os corantes são usados largamente em produtos indutrializados todos já sabem mas e os malefícios? Aqueles que não são ditos nem mostrados no rótulos? Você já conhece?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Miojo Turma da Mônica: “saboloso” e vitaminado

                           
     Com a correria do dia-a-dia, o tempo para o preparo das refeições torna-se cada vez mais reduzido e somos tentados a usar “produtos instantâneos” em nossa dieta. Uma das opções encontradas é o miojo, um tipo de macarrão que pode ser preparado e temperado em apenas três minutos em água fervente.
     Além da praticidade no preparo, o miojo Turma da Mônica da Nissin® destaca-se por utilizar, como estratégias de marketing em sua embalagem, a informação de um alimento fonte de vitaminas e desenhos da Turma da Mônica, tornando este produto um atrativo tanto para o público adulto quanto infantil.
     Contudo, este produto é realmente fonte de vitaminas? E será que há diferenças nutricionais entre o miojo e o macarrão tradicional?

POWER: uma traquinagem da Trakinas?







Um fato marcante da evolução do padrão alimentar nas últimas décadas é a maior participação de alimentos industrializados na dieta familiar brasileira, ricos em açúcares e gorduras, em detrimento dos alimentos básicos, fontes de carboidratos complexos e fibras alimentares. O aumento da oferta desses alimentos influencia principalmente os padrões alimentares da população infantil incluindo maus hábitos alimentares que estão associados a diversos prejuízos à saúde, entre eles a obesidade que juntamente com alterações metabólicas, como a dislipidemia, a hipertensão arterial e a intolerância a glicose podem causar danos irreparáveis, como o desenvolvimento da Diabetes mielito tipo 2.
Vários fatores são importantes na gênese da obesidade, como os genéticos, os fisiológicos, os metabólicos e os ambientais. O aumento de alimentos ricos em açúcares simples e gordura, com alta densidade energética, e a diminuição da prática de exercícios físicos, são os principais fatores associados ao meio ambiente.
Os biscoitos recheados são altamente ricos em açúcares e gordura e o consumo de apenas dois biscoitos significa a ingestão de 10% da dose diária recomendada de gordura saturada. Por ser um alimento voltado para o público infantil, a quantidade é excessiva, porém não deixam de fazer parte da dieta de uma criança.
Os pais preocupados com a alimentação de seus filhos buscam sempre acrescentar fontes de vitaminas e minerais na dieta das crianças. E uma vez sendo muito difícil fazer com que crianças comam verduras e legumes, os alimentos enriquecidos e os suplementos alimentares tornam-se uma ferramenta muito utilizada.
Sendo assim, será que os chamados alimentos enriquecidos, como por exemplo, o biscoito Trakinas, que possui em seu rótulo a alegação: ”energia, vitaminas e cálcio para brincar”, não estimularia o seu consumo, muitas vezes até excessivo?

Eu mandei avisar. Se você não leu, sinto muito...




A rotulagem dos alimentos é fundamental no âmbito do controle sanitário, a partir dessa premissa, alguns alimentos estão submetidos à regulamentações específicas por serem considerados “especiais”.

Alimentos para fins especiais, alimentos que apresentem declarações nutricionais (“claims”) e alimentos adicionados de nutrientes essenciais, devem apresentar obrigatoriamente informação nutricional complementar. Já alimentos que são comercializados em forma de cápsulas, comprimidos ou outras fórmulas farmacêuticas devem veicular em seus rótulos informações quanto às suas propriedades funcionais.

Contudo, muitas vezes essas informações são contraditórias e não são expostas de forma clara. E mesmo dessa forma estes produtos vão parar nas mãos dos consumidores, nos permitindo questionar: qual o papel das Agências Regulatórias na rotulagem e no controle sanitário de alimentos?

Coca-Cola Light Plus: uma nova tendência?


Há pouco mais de um ano foi lançada esta nova Coca-Cola Light, que agora é Plus. O Plus refere-se à adição de alguns nutrientes essenciais que são a Vitamina B3, B6, B12, além dos minerais Magnésio e Zinco. Tal produto representa uma estratégia de abordar o público "consciente" de adquirir um refrigerante que contribua com suas necessidades diárias de algumas vitaminas e sais minerais. Mas será que é vantajoso adquirir ingredientes essenciais em um refrigerante?

Como consta na tabela de informações nutricionais, uma lata da Coca-Cola Light Plus supre 23% das necessidades diárias de magnésio, zinco e das vitaminas B3, B6 e B12. Para se denominar “fonte” de vitaminas e minerais, uma bebida deve ter no mínimo de 7,5% da IDR (Ingestão Diária Recomendada) de referência por cada 100mL, segundo Portaria SVS/MS nº.31 de 13 de janeiro de 1998.

Mesmo assim, não deixa de ser refrigerante, sem açúcar, mas com outras substâncias que podem ser danosas ao organismo quando consumidas em excesso. Até que ponto esse consumo é saudável e quais as suas implicações?


Termogênicos: seu coração em risco?




A obesidade é uma doença que acomete pelo menos 10% da população mundial (dados de 2008). Segundo o IBGE, aproximadamente metade da população brasileira acima de 20 anos está acima do peso. Esta doença tornou-se um sério caso de saúde pública, uma vez que o excesso de peso está relacionado com o desenvolvimento de outras doenças crônicas como distúrbios cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2, osteoartrite, além de doenças psicossomáticas como depressão.

Diante dessa realidade, muitos tipos de produtos são lançados com a promessa da redução de peso sem esforço e com saúde. Dentre eles, destacam-se os suplementos termogênicos, que surgiram no mercado com a promessa de "queimar" a gordura através da promoção do aumento da temperatura corporal e alterações metabólicas. Para isso utilizam em sua formulação, por exemplo, fitoterápicos ricos em cafeína e substâncias com ação agonista adrenérgica comprovada. Sabe-se que estas substâncias podem aumentar, dentre outras, o risco de complicações cardiovasculares quando seu uso é indiscriminado, porém os produtos não informam suas concentrações no rótulo.

Diante do fato de que estes suplementos são livremente vendidos em drogarias e websites especializados, surgem alguns questionamentos: seriam os termogênicos seguros e benéficos para o uso, especialmente quando seu público alvo é composto, majoritariamente, de obesos ou sobrepesados? Não seria a hora de um controle mais rigoroso, por parte das agências regulatórias, da venda deste tipo de suplemento?

Barra de cereais: até que ponto ela pode ser sua aliada?

        As barras de cereais são fonte de fibras, de energia (carboidratos), de proteínas, de gorduras entre outros nutrientes. Surgiram, inicialmente, como fonte rápida de energia para praticantes de atividade física, e, a cada dia que passa estão ganhando mais espaço nas prateleiras dos supermecados. Essa nova ‘’moda’’ está atingindo também o dia- a- dia de crianças, idosos, e não praticantes de exercícios físicos. Então, pode-se dizer que é um alimento que se adaptou muito bem à correria da vida moderna, por ser prático e saboroso. No entanto, é preciso ter cuidados, assim como qualquer outra fonte de energia, as barras de cereais devem ser consumidas com moderação e jamais para substituir refeições. Devido a esses fatos vários questionamentos devem ser feitos: até que ponto os nutrientes presentes nessas barras trazem benefícios? Existe alguma restrição? As barras são todas iguais? 

terça-feira, 31 de maio de 2011

Mass 27000®: cinco fontes de proteínas. Todos os aminoácidos essenciais?



Suplementos voltados para praticantes de atividade física são utilizados sem nenhum tipo de controle médico ou de um nutricionista. Muitas das vezes encontramos informações que não possuem relevância científica, apesar de aparentar o contrário, em rótulos de tais produtos. Duas informações contidas no rótulo do produto Mass 27000® (Nutrilatina AGE) são: “5 fontes de proteínas” e “27g de proteínas por dose”, ao mesmo tempo que explica que o produto foi “desenvolvido para atender as exigências nutricionais de atletas e praticantes de atividade física”. Tal montante de fontes protéicas garante a administração de todos os aminoácidos essenciais? Vinte e sete gramas de proteínas por dose atende às exigências de todos os atletas e praticantes de atividade física?

Cytopropolis Pharmanectar: Efeito Antitumoral?


Atualmente, uma das doenças de maior incidência é o câncer. E na tentativa de combater ou prevenir tal doença, empresas lançam mão de estratégias mercadológicas na tentativa de convencer o consumidor a comprar seus produtos, ditos detentores de propriedades antitumorais.
Alimentos ou parte de alimentos que garantem benefícios médicos e de saúde, incluindo a prevenção e/ou tratamento da doença, são chamados nutracêuticos. Tais produtos podem abranger desde nutrientes isolados, suplementos dietéticos na forma de cápsulas e dietas, até os produtos beneficamente projetados, produtos herbais e alimentos processados, tais como cereais, sopas e bebidas. (KWAK & JUKES, 2001a; ROBERFROID, 2002; HUNGENHOLTZ, 2002; ANDLAUER & FÜRST, 2002).

Proveniente da combinação de dois extratos da resina da planta Baccharis dracunculifolia, conhecida como Alecrim do Campo, o Cytopropolis Pharmanectar é mais um desses nutracêuticos comercializados que tentam cumprir suas promessas - destacando-se aqui sua propriedade antitumoral. Segundo o fabricante, ele garante propriedades citotóxicas e hematoestimulantes. Será que esse produto é uma biochance, como elucida o rótulo?

Nanotecnologia em cosméticos vira propaganda, já em alimentos...


     Nanotecnologia é a pesquisa e produção em escala nano que vai de 1 a 100 nm. A nanotecnologia, ciência já consagrada em áreas como computação, medicina e cosméticos, surge como novo viés para a engenharia de alimentos. Ela pode ser aplicada tanto na embalagem quanto no próprio produto, visando melhoras no aspecto, na validade, no teor nutritivo, na liberação e na biodisponibilidade do mesmo. Porém, apesar de ser uma área que traz perspectivas animadoras, o uso de nanotecnologia na área de alimentos não é assumido pelas indústrias e é omitido nos rótulos. Daí surge o questionamento: por que as indústrias do ramo de alimentos não confirmam o uso de nanotecnologia, se no ramo da cosmética ela funciona até como atrativo para o consumidor?

Goma de Mascar com função de creme dental ou Creme dental na forma de goma de mascar?

Apresentação e publicidade dos alimentos com auxílio de símbolos ou desenhos que possam ocasionar uma falsa interpretação, erro ou confusão quanto à origem, qualidade e composição dos alimento são práticas erradas, porém freqüentemente encontradas. A goma de mascar exemplificada, alega que o consumo da goma de mascar garante uma boa saúde bucal, pois o produto é isento de açúcar e branqueia os dentes. Sendo assim, até que ponto temos o verdadeiro acesso as informações dos verdadeiros benefícios e riscos dos alimentos? Realmente uma goma de mascar tem uma composição qualitativa de um creme dental ou será tudo isso um marketing?

Benzeno: um "aditivo" cancerígeno na Sukita?


Os aditivos alimentares são utilizados com a finalidade de modificar características do produto para aumentar o tempo de prateleira e atrair o consumidor, mas sem a intenção de nutrir.
Segundo estudo realizado com refrigerantes em 2009 pela PROTESTE (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), verificou-se que a interação de dois aditivos empregados na fabricação de refrigerantes, o ácido benzóico (conservante) e o ácido ascórbico (antioxidante), pode levar a formação do benzeno. Este composto, além de tóxico, é cancerígeno e foi observado em concentrações muito acima do limite permitido pela ANVISA na Sukita Zero.
As empresas e as autoridades sanitárias asseguram que o nível de benzeno encontrado não implica risco imediato aos consumidores, mas por que insistir no uso de componentes que geram uma substância com potencial cancerígeno??

Farmaburgers com estatinas: Fast-food sem culpa?


É cada vez mais comum a substituição de uma refeição completa por fast-food. Também é de conhecimento geral que o consumo de uma dieta rica em lipídios aumenta o risco de doenças cardiovasculares e hipertensão, como citado em Simonetti et al. Segundo estudos do Imperial College London, para balancear o problema do excesso de gordura dos hambúrgueres dever-se-ia sugerir que as lanchonetes que vendem essas iguarias fornecessem gratuitamente estatinas. As estatinas são fármacos que reduzem os níveis plasmáticos de LDL (principal responsável pela formação de placas de ateroma) através de inibição de uma enzima limitante na síntese do colesterol hepático que será distribuído pelo organismo (Rang & Dale). Entretanto, diversos estudos comprovam que uma dieta rica em lípidios pode levar a outras complicações, tais como: aumentar o risco de câncer de intestino (capítulo sobre neoplasias gastroentestinais do Manual de Oncologia, 2 ed.), levar a obesidade que é um fator de morbidade importante, além de não constituir um hábito de vida saudável. Até que ponto é ético tentar reduzir os malefícios reais de um alimento com um fármaco? Uma pílula que me possibilita comer um alimento gorduroso não vai aumentar diretamente o meu consumo?

Por Carina Anselmo e Ludmilla Dellatorre
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Molico Total Cálcio: A ingestão cada vez mais acentuada de cálcio é realmente benéfica para a saúde?




Produtos alimentares com acréscimo de cálcio são cada vez mais comuns nas prateleiras dos mercados. Em que tipo de dados epidemiológicos este tipo de oferta se baseia? Será que no Brasil há mesmo deficiência na ingestão deste nutriente na população como um todo? Pode ser que seu consumo indiscriminado traga riscos para a saúde?
Estudos recentes falam sobre os perigos de se consumir cálcio em excesso e sobre seus reais benefícios.

Shake Herbalife: Imagem ou Benefícios?



A maioria das pessoas já tentou alguma vez na vida reduzir gordura ou aumentar sua massa muscular. E nessa luta pela boa forma e peso adequado vale tudo. Os Shakes são alimentos especialmente formulados e elaborados de forma a apresentar composição definida, adequada a suprir parcialmente as necessidades nutricionais do indivíduo. Mas será que a redução total de calorias, independente da composição de dieta adotada, ou seja, da proporção de gorduras, proteínas ou carboidratos, é determinante para o emagrecimento? E será que existe uma diferença entre as empresas quanto ao enquadramento à legislação e o preço associado ao produto? A Herbalife preconiza mais que emagrecimento, mas uma alteração na qualidade de vida do consumidor. Seria por isso tão mais cara?

Por: Patrícia Garcia Ferreira e Thiago de Paiva Garcia

Pão Ômega: pão sim, ômega nem tanto



As propriedades benéficas do Ômega 3, como a redução dos níveis de triglicerídeos e VLDL (Revista Brasileira de Cardiologia) tem sido bastante divulgada. Os consumidores em busca de uma vida saudável procuram cada vez mais alimentos que contenham esse composto. E a indústria para atender essa "necessidade" lança vários produtos enriquecidos não somente com Ômega 3, mas também com Ômega 6. A legislação especifica os limites para a declaração desse enriquecimento. Será que os produtos realmente tem esse valor?

Snow Flakes rico em ferro e cálcio: mas cadê o cálcio?




O cálcio é um nutriente essencial necessário em diversas funções biológicas. Entretanto, grande parte da população brasileira apresenta consumo de cálcio abaixo do recomendado. Em vista dessa deficiência cada vez mais as industrias de alimentos usam nutrientes essenciais como estratégia de marketing para aumentar o consumo de seus produtos mas nem sempre o oferecido é verdadeiro. "Snow Flakes rico em cálcio e ferro" oferece ao consumidor 31% do consumo diário de cálcio em somente uma porção. Mas ao analisarmos melhor o rótulo descobrimos que a fonte de cálcio majoritária não é o cereal.

Achocolatados x Ovomaltine e o Malte: Você sabe o que está comprando?


Segundo a legislação os ingredientes dos alimentos embalados devem constar em ordem decrescente, ou seja, do presente em maior quantidade até o em menor proporção. Sendo assim, os achocolatados são compostos principalmente de açúcar. O Ovomaltine se diz melhor que os demais achocolatados porque contém MALTE! Ora, qual é realmente a vantagem se são todos majoritariamente açúcar? E O QUE É MALTE? Ou melhor, “extrato de malte” como consta na lista de ingredientes?