Apresentação

Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.

O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.

domingo, 1 de junho de 2014

Açúcar vs. Adoçante: quem é o vilão?

Atualmente, o consumo de açúcar tem sido visto como um grande vilão à saúde, uma vez que este está relacionado ao agravo de doenças como diabetes mellitus e obesidade, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Um dos maiores problemas em se controlar o consumo exagerado de açúcar é que, geralmente, o consumo de açúcar passa despercebido, pois ele está presente em grande parte dos alimentos e produtos que consumimos. Normalmente, associamos a ingestão de açúcar, principalmente, quando consumimos alguma sobremesa, mas não percebemos o açúcar que usamos para realçar o sabor do cafezinho do dia-a-dia ou do chá da tarde, nem mesmo nos damos conta de que muitas vezes o utilizamos para incrementar produtos que já são adoçados, como é o caso de grande parte dos produtos industrializados.  E o resultado desse consumo abusivo é o aumento significativos do número de obesos e de novos casos de doenças ligadas aos maus hábitos alimentares, entre eles a diabetes tipo 2. Uma das alternativas encontradas hoje é a substituição do açúcar pelo adoçante, mas será que essa é a melhor solução?

O açúcar mais conhecido e utilizado pela população brasileira é o refinado, durante o processo de refinação do caldo da cana-de-açúcar, alguns aditivos químicos são adicionados para dar a coloração branca. Porém, algumas vitaminas e sais minerais acabam sendo perdidas durante o processo, tornando o açúcar uma fonte calórica de rápida absorção, mas sem nutrientes. Os açúcares mais escuros, como o mascavo, são uma opção considerada mais saudável, pois não passam pelo processo de refinamento e, dessa forma, conseguem manter a maior parte de seus nutrientes, porém ainda são um problema para os diabéticos e para quem luta contra a balança, pois são tão calóricos quanto o refinado.

Os edulcorantes, popularmente conhecidos como adoçantes, são aditivos alimentares de sabor extremamente doce, utilizados em alimentos e bebidas industrializados com objetivo de substituir total ou parcialmente o açúcar. A princípio, os edulcorantes foram pesquisados e desenvolvidos para atender às necessidades de pessoas diabéticas, porém o aumento da procura por adoçantes é decorrência do interesse das pessoas em melhorar sua saúde e sua aparência física, uma vez que os adoçantes têm um poder de adoçar maior que o do açúcar, com a vantagem de ter uma quantidade de calorias muito menor ou nenhuma, diminuindo os impactos que uma dieta rica em açúcar pode ter sobre a qualidade de vida das pessoas.

Os adoçantes podem conter e ser formulados à base de edulcorantes naturais e/ou artificiais, e são classificados em adoçantes de mesa e adoçantes dietéticos. Os adoçantes de mesa são os produtos especificamente formulados para conferir o sabor doce aos alimentos e bebidas, enquanto que os adoçantes dietéticos são produtos considerados Alimentos para Fins Especiais, pela Portaria Nº 29, de 13 de janeiro de 1998, recomendados para dietas especiais, quer seja de emagrecimento ou de restrição de açúcar.

Os edulcorantes aprovados no Brasil para uso em adoçantes dietéticos são: sacarina, ciclamato, aspartame, esteviosídeo, acessulfame-K e sucralose. Como o consumo exagerado de qualquer coisa não é recomendado, todo adoçante, seja ele de mesa ou dietético, tem um limite de ingestão diária, recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que deve ser respeitado devido a possíveis efeitos colaterais à saúde, tais como: dor de cabeça, mal estar, perda de humor e diarréia.

Na tabela abaixo, são mostrados os principais edulcorantes que compõem os adoçantes dietéticos pesquisados, suas características, a dose diária aceitável (IDA), o poder de adoçamento em relação ao açúcar, o sabor, a metabolização, a sensibilidade ao calor e ao meio ácido, as calorias por unidade e o ano de sua descoberta.

De um modo geral, desde que respeitada IDA, os adoçantes não oferecem um risco significativo à saúde do indivíduo. Então ele pode ser considerado como o “mocinho da história”?

Essa resposta é relativa, e vai depender das circunstâncias e objetivos do indivíduo que o consumirá. Em relação ao ponto de vista de um diabético, os adoçantes são muito vantajosos, uma vez que o indivíduo não pode consumir açúcar e o adoçante será capaz de satisfazer a necessidade do sabor doce sem prejudicá-lo. Entretanto, para indivíduos com objetivo de emagrecimento, os adoçantes podem não ser a solução ideal.

De acordo com a publicação por uma revista norte-americana de neurociências, o consumo de sacarina esteve associado a ganho de peso em ratos. A pesquisa baseou-se num dos princípios básicos da fisiologia moderna, o conceito conhecido como “reflexo condicionado”. Esta teoria propõe que todos os animais (incluindo nós mesmos, animais humanos), se condicionam de modo que um determinado estímulo fisiológico segue-se de uma experiência sensorial e fisiológica específica, decorrentes daquele estímulo. Ou seja, o organismo ao ser estimulado “espera” aquela consequência com a qual está acostumado. E se regula em função disso. A quebra desta sequência (gosto doce – aporte calórico) pode levar a um desequilíbrio na ingestão alimentar dos animais. O consumo de adoçantes não calóricos (que são mais doces que o próprio açúcar), pode levar a excesso na ingestão diária de calorias, numa compensação do organismo pela “falta” que sentiu após aquele estímulo vazio. Ao final, observaram que aqueles ratos que ingeriram o alimento com sacarina, apresentaram ganho de peso 20% maior, com maior ingestão calórica diária.

A “confusão” metabólica observada neste estudo mostra que os adoçantes ingeridos sem um planejamento nutricional, podem contribuir para piorar o hábito alimentar e aumentar a ingestão total de calorias. Mas não podemos esquecer que o açúcar simples é uma fonte de calorias vazias, portanto, os edulcorantes podem e devem ser usados no controle de peso e da glicose, desde que sejam ingeridos como parte de um plano nutricional balanceado e com conteúdo calórico adequado para o objetivo de peso do indivíduo.

Então, segue algumas dicas para consumir adoçantes: 
1) Procure um médico ou nutricionista para entender qual é o tipo de açúcar ou adoçante mais adequado à sua dieta.
2) Evite ingerir um excesso de produtos dietéticos (gelatinas, pudins, refrigerantes). 
3) Alterne periodicamente o tipo de adoçante que você consome.
4) Evite usar aspartame em alimentos quentes, pois, além de haver uma perda da doçura, é possível que ele seja decomposto em outras substâncias.
5) O uso de adoçantes durante a gestação deve ser reservado para pacientes que precisam controlar o seu ganho de peso e para as diabéticas. Baseado nas evidências atualmente disponíveis, deve se dar preferência ao aspartame, sucralose, acessulfame-K e a estévia.
6) Outra alternativa seria o “açúcar light”, que possui parte açúcar e parte adoçante, e por isso, alcança-se a doçura desejada com quantidades bem menores de açúcar quando comparado com o açúcar refinado. Mas não é indicado para pessoas com dietas onde há restrição na ingestão de açúcar, apenas para os indivíduos com uma dieta normal e que tenham interesse em reduzir o consumo de açúcar.

LEMBRE-SE DE QUE TODO EXCESSO TRAZ PREJUÍZOS À SAÚDE. Assim, adoçantes dietéticos não fogem à regra e, portanto, devem ser consumidos com moderação.

Por Joyce Rodrigues e Raquel Lopes

Referências:
·         Fonte: INMETRO- 04/05/14
·         Fonte: Scielo – 04/05 14
·         Fonte: ANVISA- 05/05/14
·         Fonte: Conselho Regional de Química. – 06/05/14
·         Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes –06/05/14
·         Fonte: Food and Agriculture Organization of the United Nations – 06/05/14

16 comentários:

  1. É muito importante destacar que o açúcar mascavo apesar de não perder seus nutrientes por não passar pelo processo de refinamento, quando comparado ao açúcar refinado diferem pouco quanto às calorias (um pouco mais de 10 cal do refinado em comparação ao mascavo) e os carboidratos (2,6 g a mais no refinado). Sendo assim, devem ser evitado pelos portadores de Diabetes e/ou de doenças cardiovasculares.

    Jacqueline Campos

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  2. Nathalia Lobo Rodrigues27 de outubro de 2014 20:25

    Qualquer substância quando consumida em excesso pode se tornar um veneno, ou seja, ser prejudicial a saúde. Devido a isso não devemos exagerar no consumo tanto do açúcar comum quanto de adoçantes, apesar do senso comum de o que é considerado saudável pode ser consumido sem restrições, nada em excesso é saudável.

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  3. Achei muito interessante esse texto, uma vez que mostra que o exagero é grande problema, tanto para o uso do açúcar quanto para o adoçante. Alguns alimentos podem ser utilizados em substituição ao açúcar refinado e ao aspartame (caso o indivíduo não seja diabético), como açúcar de cocô orgânico. Este é uma novidade no Brasil, mas é muito utilizado na Ásia. Dentre os seus benefícios destacam-se: baixo índice glicêmico, sem conservantes e possui vitaminas do complexo B.

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  4. Thayssa P. Ribeiro30 de outubro de 2014 16:31

    É interessante essa comparação entre açúcar e adoçante. Muitas pessoas hoje em dia estão trocando o açúcar pelo adoçante nas mais variadas dietas sem saber as consequências dessa troca. Vale dizer que alguns adoçantes são inclusive associados ao câncer, como o caso do ciclamato de sódio, que foi banido nos EUA pelo FDA. Esse mesmo adoçante inclusive, por conter sódio em sua base, deve ser evitado por indivíduos com problemas renais ou pressão alta.

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  5. Nathália de Souza Barboza Gomes - Aluna 9° período Farmácia UFRJ30 de outubro de 2014 21:23

    Ótimo tema. Atualmente relacionamos o uso do adoçante com preocupação com a forma física, ou seja, o uso do adoçante é estimulado quando não se quer ter quilos a mais. Mas o que temos observado em recentes estudos, é que a troca de açúcar por adoçante, salvo em recomendações nutricionais decorrentes de patologias, não é tão benéfica assim.Uso constante de adoçantes pode acarretar, além de ganho de peso, no agravamento de diversas doenças , como por exemplo os a base de ciclamato de sódio, recentemente banido nos EUA. Acredito, que como ressaltado durante o texto, deve haver acompanhamento de um médico e nutricionista para que não haja comprometimentos futuros.

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  6. Priscilla Medeiros de Castro DRE:11102649231 de outubro de 2014 00:12

    Além do que foi abordado no texto, há quem diga que o uso abusivo de adoçantes dietéticos pode levar ao desenvolvimento do câncer. Entretanto, não há nenhuma evidência científica sólida de que qualquer um dos adoçantes artificiais aprovados para uso possam causar câncer ou outros problemas de saúde graves, desde que consumidos dentro das doses recomendadas.
    O impacto negativo do consumo de bebidas adoçadas com açúcar no aumento da obesidade e e no desenvolvimento de outras doenças, tem gerado aumento no consumo de adoçantes dietéticos, como uma forma de reduzir o risco dessas consequências. No entanto, algumas evidências sugerem que o consumo excessivo de adoçantes dietéticos também podem estar relacionadas com maior risco de ganho excessivo de peso, síndrome metabólica, diabetes tipo 2 e doença cardiovascular. Alguns pesquisadores levantam a hipótese de que haja um efeito compensatório no consumo alimentar por alimentos mais calóricos, quando a ingestão de adoçantes dietéticos é excessiva. Outros sugerem que, por terem poder de doçura maior que o açúcar, alguns adoçantes artificiais podem alterar os receptores de doçura no tecido adiposo e estimular o aumento de novas células de gordura. Embora essas evidências possam gerar preocupação, ainda são necessários estudos mais aprofundados que avaliem esses efeitos metabólicos do uso de adoçantes dietéticos a longo prazo.

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  7. Larissa Abrahão - DRE:11008365331 de outubro de 2014 10:09

    O estudo foi muito esclarecedor e abordou de uma forma muito interessante as diferenças entre os tipos de adoçantes e o reflexo de se uso em uma população doente ( diabéticos , etc. ) e aqueles que buscam uma qualidade nutricional melhor.
    A exposição da pesquisa da Revista Americana sobre o mecanismo desencadeado pelo uso de adoçantes deu um destaque importante sobre o balanço negativo do uso de adoçantes.
    Vale apena destacar que em estudos atuais, como o apresentado na revista "Neuture", cientistas descobriram o desenvolvimento de intolerância à glicose em ratos que tomavam junto à água concentrações de adoçantes. Isso demonstra a importância do cuidado com as escolhas nutricionais e reitera a necessidade de seguir as Dicas apresentadas ao final do estudo, em destaque a procura de um médico ou nutricionista.

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  8. A sucralose é o único adoçante derivado da cana-de açúcar e é obtida através da substituição de grupamentos hidroxilas por cloro nos carbonos 4 e 6. Seu consumo aumentou vertiginosamente nos últimos anos devido as suas características particulares como: ausência de calorias, sabor insípido, estabilidade em altas temperaturas (resistente a processos de pasteurização, esterilização e cozimento), não ser metabolizada pelo organismo e não interagir com outros nutrientes da alimentação. A sucralose é pouco absorvida na luz intestinal, sendo excretada junto com as fezes. Além disso, a sucralose não interfere na produção de insulina e é considerada um adoçante de uso seguro para diabéticos.
    Adoçantes são também amplamente utilizados por mulheres em idade reprodutiva na tentativa de reduzir o consumo de açúcar refinado e assim, controlar o ganho de peso. Dessa forma, estudos que avaliem o possível efeito teratogênico em fetos pelo uso dessas substâncias durante a gravidez são imprescindíveis.
    Estudos recentes em ratas e coelhas grávidas tem demonstrado que a sucralose não possui efeito teratogênico nesses animais mesmo quando administrada em altas doses. Além disso, a sucralose não apresenta riscos de acúmulo na placenta e/ou cordão umbilical. A partir dessas evidências o FDA considerou seguro o consumo da substância por humanos.

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  9. Vale ressaltar que muitos desses adoçantes também tiveram estudos com relação a seu uso na gravidez. O FDA classifica esse risco por 5 letras, que são: A, B, C, D e X, sendo essa classificação de forma crescente, ou seja, o A sendo um risco inexistente para o feto e o X sendo evidente algum risco.
    Em uma análise desse risco, um estudo apontou que a sacarina e o ciclamato receberam classificação de risco C, devido as limitadas informações disponíveis e ao potencial carcinogênico em animais. O aspartame é um dos adoçantes mais estudados, e apresenta classificação B, seguro para uso na gravidez, exceto em mulheres homozigóticas para fenilcetonúria, recebendo nesse caso a classificação C. A sucralose e acessulfame-K não demonstraram toxicidade, mutagenicidade ou potencial carcinogênico em animais, mas não apresentam estudos em animais. Como estes não são metabolizados, é provável que não ocorra problemas na gestação, sendo assim recebem classificação B. Por fim, o esteviosídeo, substância extraída da planta Stevia rebaudiana, não produziu efeitos adversos sobre a gestação em animais, mas também tem poucos estudos em humanos, recebendo classificação B.
    Podemos considerar então que somente aspartame, sucralose, acessulfame e stevia podem ser utilizados com segurança em mulheres grávidas.
    Link do artigo verificado: http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v29n5/a08v29n5.pdf

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  10. Juliany B M Fernandes 1113969284 de abril de 2015 19:06

    Um bom tema visto que hoje em dia as pessoas estão sempre em busca de obter e manter a boa forma. Com isso, fazendo a troca do açúcar por adoçantes. Mas como citado no texto ambos em elevadas quantidades podem trazer riscos a saúde.
    Devemos ter atenção com os adoçantes a base de ciclamato de sódio que devem ser evitados por consumidores que tenham hipertensão arterial ou problemas renais devido a quantidade de sódio presente.
    Como ambos possuem pros e contras o consumo deve ser feito sem exageros porque nada em excesso é saudável.

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  11. Júlia Gama de Azevedo 1111974718 de abril de 2015 11:51

    Hoje em dia percebemos que há um estímulo cada vez maior para mantermos um padrão físico magro. Por essa razão muitas pessoas adotam medidas extremas, como dietas “malucas” onde a ingestão calórica muitas vezes é mínima e a maioria dos adeptos dessas medidas apresenta comprometimento na sua saúde apresentando quadros de anemia, desmaios e fraqueza, por exemplo. Nesse contexto, o adoçante vem sendo usado como ferramenta no processo de emagrecimento em substituição ao açúcar. Contudo, como abordado no texto, o uso dessas substâncias não só não garante o emagrecimento, como também pode levar a um ganho de peso corporal. Mesmo poupando calorias, a troca do açúcar por adoçantes artificiais pode mexer muito com a microbiota intestinal, o que é uma das causas explicadas do porque os adoçantes podem engordar. A maioria desses adoçantes passa através do trato gastrointestinal humano, sem ser digerido e, assim, encontram diretamente a microbiota intestinal, o que pode levar a modificá-la, a tal da disbiose ,que está intimamente associada com a síndromes metabólicas, como obesidade, intolerância à glicose e diabetes propriamente dita, em trabalhos feitos em animais e humanos. Dessa forma, devemos sempre usar os adoçantes com orientação de médicos ou nutricionistas.

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  12. Hoje em dia com toda a divulgação de um estereótipo cultivando a boa forma e a vida saudável temos no mercado inúmeros alimentos que se ditam como diets, lights e por sua vez temos inúmeros adoçantes no mercado. E eis a questão qual escolher?
    Lendo a publicação e pesquisando, chegamos à conclusão que nem sempre a modificação do açúcar por adoçantes, salvo em problemas de saúde, são realmente favoráveis. Alguns estudos mostraram que com o uso abusivo de adoçantes dietéticos, há maior risco de doenças metabólicas, diabetes e doenças cardiovasculares. Necessitamos, hoje, de condições alimentares melhores, pois muitos alimentos naturais já possuem formas de adoçantes, logo acompanhamento nutricional e bom estudo sobre as diversas diferenças e características do “vilões e mocinhos” nos levam a uma vida mais saudável.

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  13. Renan de Oliveira Vieira DRE 110180154

    A cana-de-açúcar é fonte de vários tipos de açúcares. E a forma mais bruta de extração do açúcar da cana é o mascavo. Ele tem vários nutrientes, em destaque cálcio e ferro em grandes quantidades. O cuidado deve ser tomado com a safra da cana, que pode ter uma quantidade nociva de fungo. Este é um dos mais saudáveis. Com leve refinamento, tem-se o açúcar demerara, que também conserva todos os nutrientes, como açúcar mascavo. A melhor escolha para este tipo de açúcar é a forma orgânica, porque mantém todos os nutrientes sem nenhuma substância aditiva.
    O melado ou melaço de cana é a forma líquida extraída direto da cana-de açúcar, que também tem o poder de adoçar muito forte. Conserva todos nutrientes, como ferro, cálcio, selênio, manganês e o cobre, e é indicado para quem tem imunidade baixa, anemia, para evitar o excesso de coagulação e dar muita energia para os músculos.
    O mel de abelha, extraído de flores, merece um cuidado. Muitas pessoas acham que podem substituir o açúcar pelo mel, mas como tem muita glicose, o uso exige atenção. Este mel possui nutrientes que ajudam na imunidade, mas o consumo em excesso pode prejudicar a saúde.
    A calda de agave é extraída de um cacto. Ela parece muito com mel de abelha, mas tem diferenças significativas. Enquanto que o mel é 50% glicose, 50% frutose, a calda de agave tem mais de 80% só de frutose. E outro fator importante é que a ela tem uma carga glicêmica bem menor do que a do mel e a do açúcar. Isso significa que entra bem lentamente no sangue e não se transforma tão rápido em gordura.
    O açúcar light, que parece com o açúcar refinado, tem menos caloria do que o ‘primo’ porque é uma mistura de açúcar refinado e adoçantes. E este é o problema. Os adoçantes, na maioria deles, são substâncias químicas, e que enganam nosso organismo. E hoje há muita pesquisa cientifica que mostra que o adoçante já não é mais um fator tão relevante para o emagrecimento. Ao usar açúcar, use com muita moderação. O excesso de açúcar aumenta os índices de triglicerídios, aumenta a probabilidade de diabetes, e obesidade.

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  15. Termos americanizados e falta de informação sobre o que realmente se come é um problema recorrente e que banaliza a alimentação dita "saudável". Diet e light, açúcar e adoçante são exemplos clássicos de que comemos rótulos e marketing. Muitas pessoas desconhecem a diferença desses termos e os usam de forma indiscriminada. Estudos apontam que o uso de adoçantes, por exemplo, pode causar doenças metabólicas. É preciso orientação e informação para se ter uma boa alimentação.

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  16. O adoçando é uma ótima opção para adoçar alimentos e bebidas para indivíduos que possuem restrição no consumo de açúcar, como diabéticos. Porém, muitas pessoas têm feito usos desses produtos com o intuito de perder peso. Os adoçantes possuem sim a vantajem de possuírem baixíssima calorias, porém toda dieta deve ser acompanhada por um nutricionista e especialistas. O hábito que algumas pessoas têm de fazer dieta por conta própria pode trazer prejuízos à saúde.

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