Apresentação

Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.

O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.

sábado, 6 de agosto de 2016

L-Carnitina como redutor de gordura corporal, será?






Introdução

Numa era em que a ditadura da beleza segue o padrão da definição muscular, com corpos com percentual de gordura cada vez menor, uma infinidade de artifícios são utilizados para alcançar os objetivos. Dentre eles a L-Carnitina, que é um aminoácido naturalmente produzido pelo nosso organismo, no fígado, principalmente a partir do consumo de proteínas, é utilizado como redutor de gordura e potencializador da energia e força muscular.



Fundamentos Bromatológicos

Os possíveis efeitos termogênico da L-Carnitina baseiam-se na sua natural função de auxiliar nas reações de transferência dos ácidos graxos de cadeia longa do citosol para a mitocôndria, local de oxidação e geração de ATP destesA administração exógena dessa substância poderia atuar em indivíduos tanto em indivíduos em repouso quanto em atividade, promovendo a oxidação de substratos de carboidratos para lipídios.


Legislação

Segundo a ANVISA e o Ministério da Saúde, não está comprovado que o produto melhore o desemprenho físico e as advertências específicas devem estar descritas na rotulagem.



Discussão e Conclusão

Como analisado em estudos, a eficácia da sua suplementação direcionada a perda de peso não pode ser assegurada, não há como garantir a utilização da L-Carnitina a mais visto que a ingesta de proteínas já seria suficiente para a produção pelo organismo. Além disso não há também como garantir a atuação da L-Carnitina suplementada às mitocôndrias e a sua não degradação no trato gastro-intestinal. Pode sim ser usado por vegetarianos visto que ausência do consumo de carne dificulta a produção da carnitina entretanto deve haver um acompanhamento pois pode interagir com alguns medicamentos, como por exemplo a Varfarina.







Um comentário:

  1. Flávia L. N. Moraes22 de setembro de 2016 22:01

    A L-carnitina é uma amina naturalmente produzida pelo organismo a partir dos aminoácidos lisina e metionina, tendo como função participar do metabolismo de lipídios. Por conta disso, a suplementação com L-carnitina tem sido associada à melhora da performance em indivíduos fisicamente ativos. Entretanto, os dados da literatura mostram-se contraditórios quando a suplementação de L-carnitina é utilizada com a finalidade de melhorar o rendimento durante exercícios aeróbios. Estes resultados conflitantes podem estar relacionados ao amplo número de opções inerentes ao processo de suplementação (por exemplo: a forma de administração, a dose e o período), aos diferentes protocolos de exercício utilizados e também à possíveis diferenças entre os indivíduos participantes dos estudos.
    Por outro lado, alguns estudos apontam efeitos detoxificantes ou mesmo de atenuação do stress promovido por exercícios resistidos. Apesar destes efeitos positivos são necessários mais estudos para melhor compreensão dos efeitos da Lcarnitina no exercício.

    Referências: Silvério, R.; Caperuto, E. C.; Seelaender, M. C.; L-Carnitina – L-Carnitina: Além do metabolismo de lipídios - Universidade de são Paulo – Brasil - Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – 2009, 8 (1): 135-145; Coelho, C. F.; Mota, J. F.; Ravagnani, F. C. P.; Burini, R. C. - A suplementação de L-carnitina não promove alterações na taxa metabólica de repouso e na utilização dos substratos energéticos em indivíduos ativos - Arq Bras Endocrinol Metab. 2010;54/1

    Aluna de Farmácia: Flávia Lopes Nascimento Moraes
    DRE: 110180162

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