Apresentação

Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.

O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Peito de Peru é mesmo uma opção saudável?




 Muito se fala em ter uma alimentação mais saudável. Existe cada vez mais uma preocupação em manter um dieta equilibrada, e com o dia-a-dia corrido, a busca pela praticidade é muito grande. Um alimento muito prático e que muito se difunde como opção saudável é o uso do peito de peru, mas será que é uma opção tão saudável assim?

INTRODUÇÃO:


Em muitas revistas, blogs, e até mesmo recomendado por alguns nutricionistas se vê a indicação do uso do peito de peru para ser consumido como proteína no café da manhã, sendo uma opção com pouca gordura e boa escolha para quem quer perder peso.

Um dos grandes problemas quando se fala em dieta é a praticidade, e também os custos, já que opções mais naturais geralmente são bem mais caras. Por conta disso acaba sendo muito indicado o uso do peito de peru como uma opção de baixa caloria, mas que ainda assim oferece nutrientes para compor uma dieta equilibrada.

Existem diversas marcas no mercado que oferecem peito de peru, inclusive muitos o anunciam como produto saudável, e também oferecem versões ‘light' do produto.



FUNDAMENTOS BROMATOLÓGICOS:



Lista de ingredientes (sadia): peito de peru, água, proteína de soja, sal hipossódico, açúcar, sal alho, cebola, estabilizante: tripolifostado de sódio, espessante: carragena, realçador de sabor: glutamato monosódico, antioxidante: isoacorbato de sódio, conservador: nitrito de sódio, aromatizantes: aroma naturais (com pimenta), corante natural: carmim de cochonilha. Não contém Glúten.

O excesso de sódio está ligado a diversos distúrbios, como hipertensão, problemas nos rins, doenças cardíacas. Segundo a Anvisa a população brasileira consome cerca de 12 gramas de sal por dia, mais do que o dobro recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de até 5 gramas diárias.

LEGISLAÇÃO: 

Segundo a OMS e a ANVISA a recomendação é de que a quantidade de sal não ultrapasse 5 g por dia (1,7 g de sódio).  Sabe-se que a quantidade de sódio em produtos embutidos e industrializados é elevada, tanto que o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) fecharam, em 2013, o quarto acordo para a redução do teor de sódio nos alimentos industrializados. Com compromisso de diminuir em até 68% do sódio em laticínios, embutidos e refeições prontas.

A ANVISA permite em embutidos:
Nitrito de sódio: 0,015g / 100g
Tripolifosfato: 0.5 g / 100g
Carragena: 0.3 g / 100g
Glutamato Monosódico: q.s / 100g
Carmim de cochonilha: 0,01 g/ 100g

DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: 

Um dos principais erros das pessoas que buscam a perda de peso é escolher os alimentos baseando-se apenas na quantidade de calorias e gorduras do alimento, escolhendo os que apresentam menor quantidade desses dois itens. Porém, deve-se valorizar mais a qualidade dos alimentos e outras informações disponíveis, como a quantidade de sódio por exemplo. O peito de peru quando se avalia as calorias e quantidade de gordura, parece um alimento muito saudável, mas quando se avalia a alta concentração de sódio, além de grande quantidade de aditivos ele passa a não ser mais um alimento tão interessante assim.

Porém é interessante avaliar que dentre as outras opções de embutidos, como por exemplo o presunto e a mortadela, o peito de peru é a opção mais 'saudável'. Se possível é interessante subsistir os embutidos por produtos menos processados, caso não seja possível é sempre importante atentar para quantidade consumida, para não ingerir quantidades muito elevadas de sódio.

BICLIOGRAFIA:

1 http://www.brasil.gov.br/saude/2013/11/ministerio-da-saude-e-abia-fecham-acordo-para-reduzir-teor-de-sodio-em-carnes-e-laticinios
acessado: 4/08 as 20:31

2 http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/guia_alimentar_bolso.pdf
acessado: 4/08 as 20:35

3 Portaria nº 1004, de 11 de dezembro de 1998, ANVISA

Stephanie Kroll Rabelo



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