Apresentação

Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.

O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Bio Fibras com 2 probióticos: quanto mais melhor? Uma análise entre consumo de probióticos frente as suas alegações benéficas.



O uso dos alimentos chamados funcionais como meio profilático ou regulatório de alguns problemas de saúde é cada vez mais notório. Dentro deste contexto insere-se os probióticos, microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos à saúde do indivíduo. Estes alimentos têm apresentado uma variedade de produtos de diferentes marcas com uma presença nas prateleiras de supermercados e na mídia crescente.
O Bio Fibras líquido da Batavo é um exemplo peculiar, já que é uma bebida láctea produzida a partir de iogurte que apresenta não um, mas dois probióticos o Lactobacillus Acidophillus e o Bifidobacterium Lactis, que chegam vivos ao intestino ajudando na regulação deste por meio de uma inibição competitiva com a microbiota do meio. Diante disso podemos nos questionar: a união de dois tipos de microrganismos corrobora para um melhor efeito do produto ou seria uma estratégia de marketing? Esse questionamento pode ser reforçado tendo como exemplo as sanções feitas pelo órgão regulador de alimentos da UE em relação às alegações benéficas desses produtos e os questionamentos que cercam esse tipo de alimento em todo mundo.


Introdução

A busca por uma vida mais saudável tem levado as pessoas a se preocuparem mais com a sua alimentação, já que uma boa alimentação é vista como um sinônimo para um organismo saudável. Sendo assim, a busca por alimentos que corroboram na regulação do organismo ou que ainda alegam ter propriedades funcionais benéficas a saúde tem aumentado nos últimos tempos levando a um grande investimento da indústria alimentícia nestes produtos. Os probióticos são um dos melhores exemplos disso, pois este tipo de alimento tem apresentado uma crescente variedade de produtos de diferentes marcas nos mercados que não se restringem apenas ao iogurte tradicional, sendo possível encontrar até sobremesas e sorvetes com estes microrganismos. Por outro lado, esse uso crescente nos mostra que é necessário um olhar atento entre consumo e saúde. Uma pessoa que sofre de constipação irá usar um probiótico, pois este regulará seu intestino e além de melhorar sua motilidade, como sugerem os fabricantes. Possivelmente se este apresentar mais de um tipo de probiótico talvez induza a um pensamento de vantagem deste produto sobre outros do gênero, o que na prática não é comprovado. Isso é possível ver no Bio Fibras líquido da Batavo, que faz uma associação de dois probióticos o Lactobacillus Acidophillus e o Bifidobacterium Lactis.

Produto



Ingredientes: Leite semidesnatado e/ou leite reconstituído semidesnatado, preparado de morango e fibras (água, açúcar, fibras solúveis (polidextrose), polpa de morango, fibras insolúveis (fibras de trigo), aroma idêntico ao natural de morango,
corante natural carmim de cochonilha, espessantes goma xantana e goma guar e
conservante sorbato de potássio) e fermentos lácteos. Contém Glúten.

Legislação

No Brasil, os probióticos são regulamentados pela a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA, através da Resolução RDC n.º 2, de 7 de janeiro de 2002, sendo definidos como “microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos à saúde do indivíduo”. Segundo a ANVISA não são permitidas alegações de que o produto é indicado para determinado fim ou patologia no rótulo do produto, apenas uma citação de que faz bem para a saúde, sendo estabelecido que a quantidade mínima viável da cultura deva estar entre 108 a 109 UFC (Unidades Formadoras de Colônias) por porção do produto. Em relação as propagandas destes produtos, qualquer informação sobre as propriedades deste, veiculada por qualquer meio de comunicação, não pode ser diferente daquela aprovada para a rotulagem.

Fundamentos Bromatológicos Anunciados

Em seu rótulo o Bio Fibras da Batavo alega que o Lactobacillus Acidophillus e o Bifidobacterium Lactis restabelecem a microbiota intestinal. Ambos têm a capacidade de passar pelo pH ácido estomacal chegando vivos ao intestino onde por exclusão competitiva, os probióticos competiria com os patógenos por sítios de fixação e nutrientes, impedindo sua ação transitoriamente. A exclusão competitiva explicaria a necessidade da administração continuada. Estes também podem produzir bacteriocinas que atuariam sobre patógenos, como no caso do Lactobacillus Acidophillus o probiótico mais utilizado em produtos do gênero, presente na parede do intestino delgado, na parede da vagina, no cérvix e na uretra, este possui ação antimicrobiana comprovada contra Staphylococcus aureus, Salmonella, C. albicans, Escherichia coli, entre outros microrganismos. O Bifidobacterium Lactis teria um efeito na diminuição do tempo de trânsito do alimento no organismo. Ambos também teriam um efeito modulador da resposta imune, como é descrito cientificamente assim como os dados anteriormente citados. Porém nada é citado sobre qual seria a real simbiose desta associação.

Discussão

O uso de probióticos como uma forma profilática e regulatória de diversos distúrbios de saúde tem sua fundamentação através dos efeitos benéficos produzidos por estes em publicações científicas. Assim temos a presença de diversos produtos no mercado que veiculam esses microorganismos alegando que estes são a solução para todos os males intestinais, atuando assim como um remédio em forma de alimento. Assim produzem sorvetes, pães, sobremesas, entre outros, para atrair uma maior gama de consumidores, além de veicularem diversos comerciais nos meios de comunicação onde fazem alegações dos inúmeros benefícios destes. Porém este tipo de produto não apresenta uma unanimidade mundial em relação a essas alegações. A Autoridade Européia para a Segurança Alimentar (EFSA) julgou improcedentes muitas alegações da indústria alimentícia destes produtos que dizem melhorarem a saúde dos consumidores. Segundo o painel de cientistas independentes reunido pela autoridade européia, as evidências apresentadas pelos fabricantes para afirmar que esses produtos fazem bem à saúde ou eram tão generalizadas que não podiam ser admitidas ou não demonstravam claramente seus efeitos positivos. Aqui no Brasil em pelo menos duas ocasiões, uma em 2008 e outra em janeiro deste ano, a ANVISA proibiu a veiculação de comercias do Activia da Danone, por julgar abusivas as suas alegações em relação a saúde do consumidor.
Sendo assim, quando nos deparamos com produtos que veicula mais de um tipo de probiótico como é o caso do Bio Fibras da Batavo concluímos que esta pode ser uma forma de marketing, já que não existe um trabalho científico que comprove um efeito ímpar de tal associação, o que pode levar o consumidor a crer que por apresentar dois tipos de probióticos seu efeito será melhor. Devemos ressaltar também que o modo de ação dos probióticos no organismo não foi totalmente esclarecido embora tenham sido sugeridos vários processos que podem atuar independentemente ou associados, como o caso da exclusão competitiva. Esse fato pode ser considerado como um convite aos cientistas a investigar as bactérias probióticas de forma mais aprofundada e com cuidado, buscando possíveis riscos toxicológicos e ou ainda ratificando sua eficiência e segurança.


Conclusão

Podemos concluir que apesar dos probióticos apresentarem efeitos benéficos como mostram as publicações científicas, ainda é necessário ter certa cautela quando faz-se alegações dos efeitos destes no organismo humano, sendo necessários estudos mais aprofundados de como estes atuam e sua segurança, além de um constante acompanhamento das agências reguladoras destes produtos afim de evitar possíveis abusos por parte dos fabricantes sobre a população que muitas vezes age pelo efeito do marketing.

Referências Bibliográficas:

ALMEIDA, F.H.S et al. Probióticos e seus Efeitos sob a Compreensão do Consumidor. Revista Científica da FAMINAS, Muriaé: v. 3, n. 1, p. 367,2007.

Fernanda P. Moraes; Luciane M. Colla. Alimentos funcionais e nutracêuticos: definições, legislação e benefícios à saúde. Revista Eletrônica de Farmácia Vol 3(2), 109-122, 2006.

Coppola, Mario de Menezes; Gil Turnes, Carlos. Probióticos e resposta imune. Ciência Rural, v. 34, n.4, jul-ago, 2004.

http://www.anvisa.gov.br/alimentos/legis/especifica/regutec.htm

http://www.fao.org/ag/agn/agns/micro_probiotics_en.asp

http://www.embrafarma.com.br/produtos/LactobacillusAcidophilus.pdf

http://www.batavo.com.br

22 comentários:

  1. "Lactobacillus Acidophillus e o Bifidobacterium Lactis, que chegam vivos ao intestino ajudando na regulação deste por meio de uma inibição competitiva com a microbiota do meio."

    É isso mesmo? Eu posso estar sendo ignorante, porque não conheço bem esse assunto, mas inibir a microbiota não seria ruim? O certo não seria a inibição do crescimento de bactérias patogênicas?


    No mais, achei o trabalho bem estruturado e coerente.

    Abraços!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. "Lactobacillus Acidophillus e o Bifidobacterium Lactis, que chegam vivos ao intestino ajudando na regulação deste por meio de uma inibição competitiva com a microbiota do meio."

    Esta informação me deixou confusa. A substituição da microbiota natural seria ruim... não acredito que seja este o objetivo da adição de probióticos, pois todos os consumidores teriam sua microbiota modificada.
    Acredito que seja a inibição das bactérias patogênicas mesmo Gabriela.

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  4. Fundamentos Bromatológicos Anunciados

    "Ambos têm a capacidade de passar pelo pH ácido estomacal chegando vivos ao intestino onde por exclusão competitiva, os probióticos competiriam com os patógenos por sítios de fixação e nutrientes, impedindo sua ação transitoriamente."

    Realmente da forma que postei na primeira parte do trabalho onde omiti o termo "patogênica", dei margem a uma interpretação ambigua como a Gabi e a Mai muito bem perceberam e questionaram. Porém esse engano pode ser desfeito lendo o que estava descrito na parte dos fundamentos bromatológicos. Espero que o mal entendido tenha sido desfeito.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. "Ambos também teriam um efeito modulador da resposta imune, como é descrito cientificamente..."

    Esta afirmaçao está sendo suspensa para a publicidade destes produtos pela Uniao Européia (no caso da Danone). Tendo sido esta propaganda muito criticada. Estes estudos de proteçao ou reforço imunológico são baseadas em estudos de instituiçoes como a Universidade de Navarra, os quais têm sido criticados pela Advertising Standard Authority a qual alega que os resultados não podem ser extrapolados para pessoas saudáveis ou não renderiam mudanças significativas de melhora imunológica em comparaçao a outros iogurtes. [Advertising Standard Authority, TF_ADJ_47060 de 14 de outubro de 2009]. Desta forma,fica realmente confuso saber a realidade dos produtos vendidos no Brasil e no mundo, uma vez que há os dois tipos de estudos, uns que dizem serem benéficos para resposta imune (como você citou em seu trabalho), outros que dizem nao haver diferença nestes efeitos. Como nós consumidores saberemos destas realidades?

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  7. É porque a palavra microbiota normalmente se refere às bactérias presentes na superfície do corpo e em geral é inofensiva (ainda que possa se tornar um problema em determinadas situações de baixa imunológica).

    Então, talvez o produto pudesse ajudar a controlar a microbiota, mas não eliminá-la.

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  8. Na minha opinião há sim relação dos probióticos com a resposta imune, visto que eles estão relacionados com a síntese de bacteriocinas, ácidos orgânicos, peróxido de hidrogênio, liberação de enzimas; fatores esses que interferem no metabolismo de patógenos, além de também se envolverem na ativação de macrófagos e linfócitos T. Talvez a eficiência dessas ações varie de um microorganismo para outro, e logicamente não será a mesma de outros fármacos específicos para esse fim e dessa forma poderia sim haver mais estudos para que fiquem mais elucidados esses fatores. Com certeza há marketing envolvido na rotulação dessa informação de que há 2 probióticos, na verdade probiótico é o produto em si, ele deveria divulgar que há dois tipos de microorganismos diferentes, já que a definição de probióticos são "preparações ou produtos que contêm microrganismos viáveis definidos e em quantidade adequada, que alteram a microbiota própria das mucosas por implantação ou colonização de um sistema do hospedeiro, e que produzem efeitos benéficos em sua saúde" (SCHREZENMEIR & DE VRESE - 2001); porém, pode ser que o uso de dois tipos diferentes aumente realmente a eficácia do produtos, visto que os microorganismos tem ações que diferem entre si. Esse é outro estudo que deveria ser feito pelo fabricante.

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  9. Um aspecto importante quanto aos probióticos julgo que seja a alegação no rótulo. A Anvisa determina a necessidade da alegação: "O (indicar a espécie do microorganismo) (probiótico) contribui para o equilíbrio da flora intestinal. Seu consumo deve ser associado a uma alimentação equilibrada e hábitos e vida saudáveis".

    Outro aspecto, é que a Anvisa exige que se declare no rótulo, próximo a alegação, a quantidade do probiótico em UFC, contida na recomendação diária do produto pronto para consumo.

    Quanto a esse fator provável de marketing ao comercializar um produto com dois probióticos, acredito que a Anvisa deveria regulamentar melhor essa questão, pois se fato não há vantagens na associação de tais microorganismos, o rótulo vem induzindo os consumidores a acreditar que dois probióticos é melhor do que um.

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  10. o grande problema destes produtos é q a população esta utilizando de forma continua, ou seja utiliza por meses seguidos e não se mostram estudos sobre o tempo adequado de utilização e suas conseqüências para o organismo humano.

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  11. Será que não existe nenhuma interferência, pelo fato dos organismos estarem ocupando o mesmo nicho?

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  12. Analisando a RDC nº2, de 7 de janeiro de 2002, constata-se que, além de serem “microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos à saúde do indivíduo”, os probióticos “não podem ter finalidade medicamentosa ou terapêutica, qualquer que seja a forma de apresentação ou o modo como é ministrado”. Devem eles ser seguros para o consumo humano, sem necessidade de orientação ou acompanhamento médico.

    Sabendo-se disso, ratifica-se que os Probióticos têm seu comércio livre garantido, desde que satisfaça as exigências do “Regulamento Técnico que Estabelece as Diretrizes Básicas para Análise e Comprovação de Propriedades Funcionais e ou de Saúde Alegadas em Rotulagem de Alimentos”. Nesse regulamento, aprovado pela ANVISA, na portaria nº 398, de 30 de abril de 1999, estabelece-se critérios para serem aplicados às alegações de propriedades funcionais e ou de saúde de alimentos e ingredientes para consumo humano, veiculadas nos rótulos de produtos elaborados, embalados e comercializados prontos para a oferta ao consumidor.

    Pelo que se observa no rótulo, o produto em questão não faz referência à cura ou prevenção de doenças (o que é proibido pelo regulamento citado anteriormente), o rótulo menciona apenas a atividade dos micro-organismos presentes no alimento, que já é de conhecimento da comunidade científica. Portanto, nesta rápida análise, não se observam irregularidades.

    Quanto ao marketing e à propaganda, é obrigação destes exaltar diferenciais do produto em relação ao da concorrência, se se constata que tal diferencial chamará a atenção e a curiosidade do consumidor, aumentando o interesse pelo produto.
    O cumprimento da lei cabe à indústria. A fiscalização cabe à ANVISA. Aos consumidores, cabe a informação e o discernimento.
    E cabe aos detentores de mais informações acerca deste assunto, como farmacêuticos, nutricionistas, a promoção da informação, no consenso da relação alimento-saúde-doença, e o esclarecimento para que a massa consumidora não caia em truques da mídia, sendo um deles a relação direta entre quantidade e qualidade, como exposto no trabalho acima.




    Referência bibliográfica:
    www.anvisa.gov.br

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  13. victor gomes pereira24 de abril de 2011 20:42

    O trabalho e os comentários debateram muito o produto como um probiótico. Gostaria de chamar atenção para as fibras presentes nesse alimento, que afinal chama-se Biofibras.
    Na Portaria n º 41, de 14 de janeiro de1998 da ANVISA, define-se que: “Fibra alimentar é qualquer material comestível de origem vegetal que não seja hidrolisado pelas enzimas endógenas do trato digestivo humano” . As fibras alimentares são geralmente divididas em dois grupos: as fibras alimentares solúveis e as insolúveis. As primeiras,são as gomas, pectinas e mucilagens. Estas fibras retardam o tempo de esvaziamento gástrico e o tempo de trânsito intestinal, aumentando a retenção hídrica do bolo fecal. As fibras insolúveis, como a celulose, aumentam o volume de bolo fecal e também aceleram o trânsito gastrintestinal.
    Ao buscar as informações nutricionais do produto no site da batavo (http://www.batavo.com.br/produto.cfm?area=99&codigo=539) nota-se que cada porção possui em sua composição 22% da necessidade diária de fibras alimentares, o que equivale a 5,4g numa porção de 180g. Ainda no site do produto, na composição dos ingredientes, vemos que há a presença de fibras solúveis ( polidextrose) e insolúveis (fibra de trigo). Tendo em vista o que foi dito anteriormente, percebemos que a polidextrose não pode ser considerada fibra alimentar, visto que ela não é de origem vegetal e sim obtida pela policondensação térmica a vácuo da glicose com uma pequena quantidade de sorbitol e ácido cítrico como catalisador (Craig, S. A. S. et al. Polydextrose as Soluble fiber: Physiological and Analytical Aspects. American Associa tion of Cereal Chemists. Vol 43, n 05. NY, 1998.).
    O rótulo não deixa claro se a fibra alimentar declarada inclui a polidextrose ou não, pois não há informação da quantidade de polidextrose presente. Além disso, na - Lista de alegações de propriedade funcional aprovadas da ANVISA (http://www.anvisa.gov.br/alimentos/comissoes/tecno_lista_alega.htm), observa-se a seguinte alegação: “As fibras alimentares auxiliam o funcionamento do intestino. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis”. Contudo, “Esta alegação pode ser utilizada desde que a porção do produto pronto para consumo forneça no mínimo 3 g de Polidextrose se o alimento for sólido ou 1,5 g de fibras se o alimento for líquido”. A ANVISA ainda afirma que “Na tabela de informação nutricional deve ser declarada a quantidade de polidextrose, abaixo de fibras alimentares”. Como dito anteriormente, tais informações foram omitidas pelo rótulo do produto, levando o consumidor a uma desinformação em relação ao produto, não sabendo se este possui a quantidade mínima de polidextrose capaz de promover algum efeito no intestino e também configurando uma possível não conformidade com as recomendações da ANVISA.
    Por fim, gostaria de salientar que o consumo de produtos probióticos é totalmente questionável, uma vez que a adoção de uma dieta balanceada, com presença de alimentos ricos em fibras como vegetais, frutas, cereais e grãos pode ser suficiente para regularizar o intestino em casos de constipação. Além disso, torna-se difícil mensurar o potencial da atividade dos probióticos no intestino devido a alta presença de fibras alimentares que podem ser as responsáveis pela melhora da atividade gastrintestinal em produtos como este.

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  14. victor gomes pereira24 de abril de 2011 20:43

    O trabalho e os comentários debateram muito o produto como um probiótico. Gostaria de chamar atenção para as fibras presentes nesse alimento, que afinal chama-se Biofibras. Na Portaria n º 41, de 14 de janeiro de1998 da ANVISA, define-se que: “Fibra alimentar é qualquer material comestível de origem vegetal que não seja hidrolisado pelas enzimas endógenas do trato digestivo humano” . As fibras alimentares são geralmente divididas em dois grupos: as fibras alimentares solúveis e as insolúveis. As primeiras,são as gomas, pectinas e mucilagens. Estas fibras retardam o tempo de esvaziamento gástrico e o tempo de trânsito intestinal, aumentando a retenção hídrica do bolo fecal. As fibras insolúveis, como a celulose, aumentam o volume de bolo fecal e também aceleram o trânsito gastrintestinal.
    Ao buscar as informações nutricionais do produto no site da batavo (http://www.batavo.com.br/produto.cfm?area=99&codigo=539) nota-se que cada porção possui em sua composição 22% da necessidade diária de fibras alimentares, o que equivale a 5,4g numa porção de 180g. Ainda no site do produto, na composição dos ingredientes, vemos que há a presença de fibras solúveis ( polidextrose) e insolúveis (fibra de trigo). Tendo em vista o que foi dito anteriormente, percebemos que a polidextrose não pode ser considerada fibra alimentar, visto que ela não é de origem vegetal e sim obtida pela policondensação térmica a vácuo da glicose com uma pequena quantidade de sorbitol e ácido cítrico como catalisador (Craig, S. A. S. et al. Polydextrose as Soluble fiber: Physiological and Analytical Aspects. American Associa tion of Cereal Chemists. Vol 43, n 05. NY, 1998.).
    O rótulo não deixa claro se a fibra alimentar declarada inclui a polidextrose ou não, pois não há informação da quantidade de polidextrose presente. Além disso, na - Lista de alegações de propriedade funcional aprovadas da ANVISA (http://www.anvisa.gov.br/alimentos/comissoes/tecno_lista_alega.htm), observa-se a seguinte alegação: “As fibras alimentares auxiliam o funcionamento do intestino. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis”. Contudo, “Esta alegação pode ser utilizada desde que a porção do produto pronto para consumo forneça no mínimo 3 g de Polidextrose se o alimento for sólido ou 1,5 g de fibras se o alimento for líquido”. A ANVISA ainda afirma que “Na tabela de informação nutricional deve ser declarada a quantidade de polidextrose, abaixo de fibras alimentares”. Como dito anteriormente, tais informações foram omitidas pelo rótulo do produto, levando o consumidor a uma desinformação em relação ao produto, não sabendo se este possui a quantidade mínima de polidextrose capaz de promover algum efeito no intestino e também configurando uma possível não conformidade com as recomendações da ANVISA.
    Por fim, gostaria de salientar que o consumo de produtos probióticos é totalmente questionável, uma vez que a adoção de uma dieta balanceada, com presença de alimentos ricos em fibras como vegetais, frutas, cereais e grãos pode ser suficiente para regularizar o intestino em casos de constipação. Além disso, torna-se difícil mensurar o potencial da atividade dos probióticos no intestino devido a alta presença de fibras alimentares que podem ser as responsáveis pela melhora da atividade gastrintestinal em produtos como este.

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  15. victor gomes pereira24 de abril de 2011 20:45

    O trabalho e os comentários debateram muito o produto como um probiótico. Gostaria de chamar atenção para as fibras presentes nesse alimento, que afinal chama-se Biofibras. Na Portaria n º 41, de 14 de janeiro de1998 da ANVISA, define-se que: “Fibra alimentar é qualquer material comestível de origem vegetal que não seja hidrolisado pelas enzimas endógenas do trato digestivo humano” . As fibras alimentares são geralmente divididas em dois grupos: as fibras alimentares solúveis e as insolúveis. As primeiras,são as gomas, pectinas e mucilagens. Estas fibras retardam o tempo de esvaziamento gástrico e o tempo de trânsito intestinal, aumentando a retenção hídrica do bolo fecal. As fibras insolúveis, como a celulose, aumentam o volume de bolo fecal e também aceleram o trânsito gastrintestinal.
    Ao buscar as informações nutricionais do produto no site da batavo (http://www.batavo.com.br/produto.cfm?area=99&codigo=539) nota-se que cada porção possui em sua composição 22% da necessidade diária de fibras alimentares, o que equivale a 5,4g numa porção de 180g. Ainda no site do produto, na composição dos ingredientes, vemos que há a presença de fibras solúveis ( polidextrose) e insolúveis (fibra de trigo). Tendo em vista o que foi dito anteriormente, percebemos que a polidextrose não pode ser considerada fibra alimentar, visto que ela não é de origem vegetal e sim obtida pela policondensação térmica a vácuo da glicose com uma pequena quantidade de sorbitol e ácido cítrico como catalisador (Craig, S. A. S. et al. Polydextrose as Soluble fiber: Physiological and Analytical Aspects. American Associa tion of Cereal Chemists. Vol 43, n 05. NY, 1998.).
    O rótulo não deixa claro se a fibra alimentar declarada inclui a polidextrose ou não, pois não há informação da quantidade de polidextrose presente. Além disso, na - Lista de alegações de propriedade funcional aprovadas da ANVISA (http://www.anvisa.gov.br/alimentos/comissoes/tecno_lista_alega.htm), observa-se a seguinte alegação: “As fibras alimentares auxiliam o funcionamento do intestino. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis”. Contudo, “Esta alegação pode ser utilizada desde que a porção do produto pronto para consumo forneça no mínimo 3 g de Polidextrose se o alimento for sólido ou 1,5 g de fibras se o alimento for líquido”. A ANVISA ainda afirma que “Na tabela de informação nutricional deve ser declarada a quantidade de polidextrose, abaixo de fibras alimentares”. Como dito anteriormente, tais informações foram omitidas pelo rótulo do produto, levando o consumidor a uma desinformação em relação ao produto, não sabendo se este possui a quantidade mínima de polidextrose capaz de promover algum efeito no intestino e também configurando uma possível não conformidade com as recomendações da ANVISA.
    Por fim, gostaria de salientar que o consumo de produtos probióticos é totalmente questionável, uma vez que a adoção de uma dieta balanceada, com presença de alimentos ricos em fibras como vegetais, frutas, cereais e grãos pode ser suficiente para regularizar o intestino em casos de constipação. Além disso, torna-se difícil mensurar o potencial da atividade dos probióticos no intestino devido a alta presença de fibras alimentares que podem ser as responsáveis pela melhora da atividade gastrintestinal em produtos como este.

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  16. victor gomes pereira24 de abril de 2011 20:46

    O trabalho e os comentários debateram muito o produto como um probiótico. Gostaria de chamar atenção para as fibras presentes nesse alimento, que afinal chama-se Biofibras. Na Portaria n º 41, de 14 de janeiro de1998 da ANVISA, define-se que: “Fibra alimentar é qualquer material comestível de origem vegetal que não seja hidrolisado pelas enzimas endógenas do trato digestivo humano” . As fibras alimentares são geralmente divididas em dois grupos: as fibras alimentares solúveis e as insolúveis. As primeiras,são as gomas, pectinas e mucilagens. Estas fibras retardam o tempo de esvaziamento gástrico e o tempo de trânsito intestinal, aumentando a retenção hídrica do bolo fecal. As fibras insolúveis, como a celulose, aumentam o volume de bolo fecal e também aceleram o trânsito gastrintestinal.
    Ao buscar as informações nutricionais do produto no site da batavo (http://www.batavo.com.br/produto.cfm?area=99&codigo=539) nota-se que cada porção possui em sua composição 22% da necessidade diária de fibras alimentares, o que equivale a 5,4g numa porção de 180g. Ainda no site do produto, na composição dos ingredientes, vemos que há a presença de fibras solúveis ( polidextrose) e insolúveis (fibra de trigo). Tendo em vista o que foi dito anteriormente, percebemos que a polidextrose não pode ser considerada fibra alimentar, visto que ela não é de origem vegetal e sim obtida pela policondensação térmica a vácuo da glicose com uma pequena quantidade de sorbitol e ácido cítrico como catalisador (Craig, S. A. S. et al. Polydextrose as Soluble fiber: Physiological and Analytical Aspects. American Associa tion of Cereal Chemists. Vol 43, n 05. NY, 1998.).
    O rótulo não deixa claro se a fibra alimentar declarada inclui a polidextrose ou não, pois não há informação da quantidade de polidextrose presente. Além disso, na - Lista de alegações de propriedade funcional aprovadas da ANVISA (http://www.anvisa.gov.br/alimentos/comissoes/tecno_lista_alega.htm), observa-se a seguinte alegação: “As fibras alimentares auxiliam o funcionamento do intestino. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis”. Contudo, “Esta alegação pode ser utilizada desde que a porção do produto pronto para consumo forneça no mínimo 3 g de Polidextrose se o alimento for sólido ou 1,5 g de fibras se o alimento for líquido”. A ANVISA ainda afirma que “Na tabela de informação nutricional deve ser declarada a quantidade de polidextrose, abaixo de fibras alimentares”. Como dito anteriormente, tais informações foram omitidas pelo rótulo do produto, levando o consumidor a uma desinformação em relação ao produto, não sabendo se este possui a quantidade mínima de polidextrose capaz de promover algum efeito no intestino e também configurando uma possível não conformidade com as recomendações da ANVISA.
    Por fim, gostaria de salientar que o consumo de produtos probióticos é totalmente questionável, uma vez que a adoção de uma dieta balanceada, com presença de alimentos ricos em fibras como vegetais, frutas, cereais e grãos pode ser suficiente para regularizar o intestino em casos de constipação. Além disso, torna-se difícil mensurar o potencial da atividade dos probióticos no intestino devido a alta presença de fibras alimentares que podem ser as responsáveis pela melhora da atividade gastrintestinal em produtos como este.

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  17. A ação laxativa das fibras a muito é conhecida. Ao se adicionar tamanha quantidade de ao iogurte, fica a dúvida: Seria a ação sinérgica a responsável pelo aumento da motilidade intestinal, ou apenas os microorganismos probióticos isolados não conseguiriam produzir um aumento significativo na freqüência de defecação?
    É claro que o fabricante deixa claro que para o pleno funcionamento intestinal e manutenção da saúde é necessária a prática de atividade física e hábitos alimentares saudáveis. Porém isso não justifica o fato de salientarem apenas os benefícios dos probióticos, inclusive usando mão do artifício de conterem dois tipos diferentes de microorganismos no produto, e adicionarem as fibras.
    Como foi muito bem abordado anteriormente, cada porção do produto possui em sua composição 22% da necessidade diária de fibras alimentares, quantidade suficiente para produzir um efeito per si. Então não seria melhor consumir alimentos in natura que sejam ricos em fibras?

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  18. Renata Rosario Mota Figueira DRE 107431237

    Essa linha de artigos deve ser extremamente valorizada não somente pelo seu publico acadêmico, mas também pelo publico em geral ou a grande massa da população uma vez que trata de um assunto extremamente atual em nosso contexto, preocupações com saúde e alimentação. A grande observação a se fazer sobre esse tipo de estudo esta no fato de que não basta apenas se ingerir produtos que se auto intitulam benéficos ou mais saudáveis, mas sim se buscar informações de como aquele produto de fato age em seu organismo e avaliar se de fato existe uma função significativa para um melhor funcionamento do seu corpo, o que pode culminar em um processo de compra ou não de um produto que muitas vezes e um gasto supérfluo, ou um produto bastante mais caro.
    A partir desse ponto de observação podemos avaliar como bastante consistente a escolha do autor ao falar sobre bióticos presentes em iogurtes que especificamente no Brasil obtiveram um sucesso significativo em volume de vendas e retorno de marketing. Essa escolha se justifica por 2 principais motivos. O primeiro deles se da pelo fato de não existirem estudos conclusivos a respeito dos reais benefícios que essa linha de produto pode agregar a seu consumidor, sendo esse motivo de discórdia e ate mesmo problemas judiciais para seus produtores e fornecedores, tendo em vista que passar a definição exata dos benefícios do produto e uma tarefa impossível. O segundo motivo, esse mais fortemente abordado no texto, esta relacionado ao mecanismo de ação e a forma como o marketing e feito pelas empresas. No caso descrito a Bio Fibras da Batavo tem como componentes 2 bióticos, que não apresentam nenhuma vantagem comprovada por tal motivo, mas são usados com o objetivo de ``iludir`` o consumidor que por muitas vezes e levada pela impressão do quanto mais melhor.

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  19. Um microrganismo que é probiótico não pode passar a ser considerado patogênico dependendo de condições imunológicas do próprio indivíduo? Porque nós sabemos que isso ocorre até no caso daqueles que habitam nossa microbiota normal. Isso não poderia ser considerado um motivo duvidoso na utilização de dois probióticos num mesmo produto?

    "..sendo estabelecido que a quantidade mínima viável da cultura deva estar entre 108 a 109 UFC (Unidades Formadoras de Colônias) por porção do produto.". Não há um limite máximo? Nem mesmo para o caso de duas culturas diferentes, como desses 2 probióticos em um só produto, ou seja, há garantia de que um não interfere no outro? "..Porém nada é citado sobre qual seria a real simbiose desta associação." Será que eles não competem entre eles por sítios de fixação?
    Eu só encontrei dados falando que os probióticos não podem ser potencialmente patogênicos, mas ainda ACHO que a quantidade pode interferir nisso. Acho que podia ter falado se isso é possível ou não, se souber.

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  20. A segurança da utilização de probióticos se baseia em três quesitos: toxidez ou efeitos metabólicos no trato gastrointestetinal, a ocorrência de doenças como bacteremia e a possível transferência de resistência a antibióticos. Alguns trabalhos de fato indicam que a ingestão diária de produtos contendo Lactobacillus Acidophillus e o Bifidobacterium Lactis levam a alterações metabólicas da flora intestinal. Porém é válido lembrar que é necessário aprofundar estas investigações para compreender o mecanismo por trás dessas modificações, já que alguns estudos indicaram a ativação/inibição de certas enzimas podem levar a efeitos duais. Enquanto algumas parecem inativar algumas substancias carcinogênicas produzidas pelo fígado outras parecem estar envolvidas com o aumento da incidência de tumores coloretais em roedores (Am J Clin Nutr 2000 71: 405-411 - Am J Clin Nutr October 1990 vol. 52 no. 4 685-688).
    Dados sugerem que tem ocorrido um aumento da prevalência de bacteremias causadas por Lactobacillus, mais observados em indivíduos com a imunidade comprometida. Embora existam alguns relatos de problemas associados a utilização destes probióticos, é um consenso geral que até então, ele parece ser seguro para o uso (Clin Infect Dis. (2008) 46(Supplement 2): S104-S111.doi: 10.1086/523331) e ainda há indícios apontando para efeitos positivos no sistema imune de pessoas que consomem usualmente produtos com estas cepas (Am J Clin Nutr December 2001 vol. 74 no. 6 833-839 / J Microbiol Biotechnol. 2008 Aug;18(8):1393-400./ Journal of Applied Microbiology Volume 103, Issue 4, pages 836–844, October 2007).
    Estudos afirmam que de fato o uso destes probióticos aumentam a motilidade intestinal ("Probiotics: An overview of beneficial effects," Anton Leeuwenhoek Int. J. Gen. M. 82(1-4): 279-89, August 2002.). Seria interessante se houvesse uma foto completa do rótulo para informações mais precisas sobre a composição do produto e a natureza das fibras existentes e sua proporção para averiguar se é correspondente ao divulgado no rótulo. A polidextrose é um prébiotico que favorece o crescimento de bactérias da flora. Com essas informações disponíveis seria possível levantar a questão: será que os efeitos laxativos observados são de fato significantemente maiores pela associação dos probioticos e fibras?
    De acordo com a Anvisa,“A quantidade do probiótico em Unidades Formadoras de Colônias, contida na recomendação diária do produto pronto para consumo, deve ser declarada no rótulo, próximo à alegação de sua eficácia”. Além disso, “a quantidade mínima viável para os probióticos deve estar situada na faixa de 108 a 109 UFC na recomendação diária do produto pronto para o consumo, conforme indicação do fabricante. Valores menores podem ser aceitos, desde que a empresa comprove sua eficácia.” (http://www.anvisa.gov.br/alimentos/comissoes/tecno_lista_alega.htm). Esta informação foi omitida não permitindo ao consumidor saber se a quantidade de probióticos está dentro da faixa que traria o benefício prometido.

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  21. NÃO SEI SE É BOM PARA OS OUTROS OU NÃO,MAS NO MEU CASO QUE CHEGAVA A TOMAR TRES LACTO PURGA UMA VEZ POR SEMANA DEU CERTO, DEPOIS QUE COMECEI A TOMAR UM POTINHO DE BIO FIBRAS POR DIA MEU INTESTINO PASSOU A FUNCIONAR DUAS VEZES NA SEMANA,AGORA NÃO TOMO MAIS REMEDIO E NÃO TENHO MAIS CÓLICAS INTESTINAIS AMEI,AMEI,AMEI.

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  22. quem tem intolerância a lactose pode consumir o Bio Fibras com 2 probióticos

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