Helioral
(Polypodium leucotomos) - Protetor
Solar em Cápsulas
Descrição
do Produto
O
Helioral ou Heliocare é um medicamento fitoterápico comercializado na forma de
cápsulas duras contendo o extrato seco de uma planta denominada Polypodium leucotomos. Esta planta é originária
da América Central e é rica em flavonóides com propriedades antiinflamatórias e
antioxidantes, sendo muito utilizada, atualmente, como um fotoprotetor oral.
(1) Quais são os efeitos produzidos pelo Helioral que justifique que ele possa ser utilizado para este fim?
Fundamentos
Bromatológicos
A
exposição contínua da pele aos raios ultravioleta gera espécies reativas de
oxigênio (ROS) que danificam as células da pele e do tecido conectivo, causando
o envelhecimento, além de outras doenças degenerativas. Ao penetrar a derme, a
radiação UVA danifica as fibras de colágeno, o que leva a uma produção de
elastina anormal. Isso ocorre devido à liberação das enzimas metaloproteinases
que tentam reconstruir o colágeno danificado, mas, sem sucesso, acabam
degradando ainda mais, o que resulta em uma pele “reconstruída” de forma
incorreta. A radiação UVB é responsável pela formação de células defeituosas e
queimadas chamadas ¨sun burn cells¨. (2)
Devido
às propriedades antioxidantes, o Polypodium
leucotomos inibe a formação de ROS e reduz os impactos da radiação solar.
Ele consegue inibir a liberação da enzima metaloproteinase, responsável pelo
fotoenvelhecimento, e diminuir a formação das sun burn cells. (1) No entanto, é
importante ressaltar que ele não bloqueia a radiação, não podendo substituir o
protetor tópico. O fato de haver uma inibição da liberação da enzima, não
significa que haja um bloqueio da radiação, danificando as fibras de colágeno,
assim como o impacto em outras células da pele. Até o momento não foram estudados
efeitos colaterais, sendo que há resultados de contra-indicações para pacientes
com diabetes, pois pode induzir a hiperglicemia, e
pacientes com úlcera gastroduodenal, pois pode causar desconforto gástrico. (3)
Legislação
O
Helioral é dito um nutricosmético porque deriva da combinação do conceito de alimento,
fármaco e cosmético, tendo o propósito de melhorar os aspectos estéticos e
também a saúde. A ANVISA enquadra os nutricosméticos na categoria
de alimentos funcionais, porque produzem efeitos metabólicos por meio da
atuação de um nutriente na manutenção do organismo. (4)
De
acordo com a ANVISA, a alegação de propriedades funcionais e/ou de saúde é
permitida em caráter opcional. O alimento ou ingrediente que fizer essa
alegação, além das funções nutricionais básicas, deve produzir os efeitos
metabólicos, fisiológicos e/ou benéficos à saúde, devendo ser seguro para o consumo
sem a supervisão médica. (4)
Com
base nas Resoluções 18/1999 (dispõe das diretrizes básicas para análise e
comprovação de propriedades funcionais e/ou de saúde, alegadas em rotulagens de
alimentos) e 19/1999 (dispõe dos procedimentos para registro de alimentos com
alegação de propriedades funcionais e/ou de saúde em sua rotulagem), o registro
de um alimento funcional só pode ser realizado após comprovada a alegação de
propriedades funcionais ou de saúde com base no consumo previsto ou recomendado
pelo fabricante, na finalidade, condições de uso e valor nutricional, quando
for o caso, ou nas evidências científicas. (5, 6)
Discussão
e Conclusão
O
Helioral ganhou a função de fotoprotetor devido aos seus efeitos que diminuem
os impactos da radiação UV. No entanto, ele funciona como adjuvante ao protetor
tópico, combatendo os efeitos da radiação depois que esta atinge a pele, não
podendo ser usado isoladamente. De acordo com a bula do medicamento, “HELIORAL® é indicado para profilaxia da erupção polimorfa à luz (irritação da pele agravada
pelo sol)”, e deve ser consumido com frequência para apresentar
resultados, pelo menos 20 dias antes de se expor ao sol.
Como
pode ser observado, não há, atualmente, nenhuma legislação específica para
nutricosméticos, os quais ainda estão enquadrados na categoria de alimentos
funcionais. Este caso pode ser revisto pelas Agências Sanitárias para que haja
uma padronização no uso dessas substâncias. Sem a orientação de um profissional
de saúde, o Helioral pode ser utilizado sem necessidade, já que o protetor
tópico faz o trabalho de proteger contra a radiação UV, podendo ser associado à
uma alimentação saudável, rica em alimentos antioxidantes para diminuir a
formação de ROS. O Helioral é mais indicado para pessoas com pele sensível, e
com propensão a manchas, funcionando como auxiliar no tratamento com o protetor
tópico devido às funções já citadas.
Referências
Bibliográficas
1) VIAFARMA.
Polypodium leucotomos: Informações Técnicas. 2013. Disponível em:
<http://viafarmanet.com.br/produtos/polypodium-leucotomos/>. Acesso em:
23 Dez 2016.
2) MONTAGNER,
S.; COSTA, A. Bases Biomoleculares do Fotoenvelhecimento. Anais Brasileiros de
Dermatologia, v. 84, n. 3, Rio de Janeiro, 2009. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962009000300008>.
Acesso em: 23 Dez 2016.
3) BulasMed.
Helioral, Herbarium Laboratório Botânico LTDA. Disponível em: <http://www.bulas.med.br/p/bulas-de-medicamentos/bula/541387/helioral.htm>.
Acesso em: 23 Dez 2016.
4) MORIMOTO,
S. M. I.; DIAS, L. C. V.; HIGUCHI, C. T. Nutricosméticos: Legislação Nacional.
Revista de Saúde, Meio Ambiente e Sustentabilidade, v. 8, n. 3, 2013.
Disponível em:
<http://www.revistas.sp.senac.br/index.php/ITF/article/viewFile/473/416>.
Acesso em: 23 Dez 2016.
5) BRASIL.
ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução nº 18, de 30 de
abril de 1999. Diário Oficial da União (D.O.U.). Disponível em:
<http://portal.anvisa.gov.br/documents/33916/388845/RESOLUCAO_18_1999.pdf/d2c5f6d0-f87f-4bb6-a65f-8e63d3dedc61>.
Acesso em: 29 Dez 2016.
6) BRASIL.
ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução nº 19, de 30 de
abril de 1999. Diário Oficial da União (D.O.U.). Disponível em:
<http://portal.anvisa.gov.br/documents/33916/388845/RESOLUCAO_19_1999.pdf/99351bc5-99b1-49a8-a1fd-540b4096db22>.
Acesso em: 29 Dez 2016.
Tatielle
do Nascimento
DRE:
113079776
A prevenção da pigmentação também é bastante relevante para indivíduos predispostos ao desenvolvimento de dermatoses pigmentares que podem ser exacerbadas pela exposição à radiação UV, como o melasma.
ResponderExcluirO Melasma é uma hipermelanose adquirida que ocorre em áreas expostas ao sol da pele, afetando a testa, bochechas, lábio superior, nariz e queixo. Com a ação do extrato aquoso das folhas de Polypodium leucotomos, que está intrinsecamente relacionada a sua atividade antioxidante, e com isso, reduz a resposta eritematogênica desencadeada pela radiação solar, esse fitoterápico se tornou coadjuvante no tratamento desse tipo de doença cutânea.
Tem como objetivo interferir nos mecanismos moleculares e celulares relacionados ao desenvolvimento de danos actínicos agudos e crônicos, reduzindo assim a produção de pigmentação decorrente da exposição à radiação solar. Aliado ao protetor solar de uso tópico, que é o tratamento inicial, age na proteção da pele sensível de dentro para fora.
Vou começar a usa-lo agora
ResponderExcluirPor 60 dias, prescrito pela minha dermstologista, pele bem judiada, enenvelhecida
Espero ter bons resultados