
O consumo de soja disseminou-se pelo mundo, atrelando os conceitos de alimentação “saudável” e alimento funcional. Alternativa às terapias de reposição hormonal em mulheres na menopausa, redutora de incidência de diversos tipos de câncer, protetora contra doenças cardiovasculares, etc. O repertório de indicações da soja é vasto. A identificaçãos das isoflavonas – fitoestrógenos responsáveis por essas atividades – permitiu o desenvolvimento das cápsulas de isoflavona, um concentrado de todos esses benefícios. Afinal, muito mais cômodo consumir cápsular do que a soja propriamente dita. Mas agora, como classificar essas cápsulas? Originam-se de um produto alimentício – a soja – e devem ser considerados um produto alimentar? Originam-se de uma planta e possuem função terapêutica e devem ser consideradas fitoterápicos? Uma discussão interessante pode ser feita com base na comparação entre o estabelecido nos EUA e no Brasil (“soy supplements” x fitoterápico).