Apresentação

Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.

O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Suplementos de Ácido Ascórbico e Sistema Imunológico


Figura 1 - Sundown Sun C em suas duas apresentações (500mg e 1000mg)


Diversos tipos de Suplementos Vitamínicos de Ácido Ascórbico podem ser encontrados nas prateleiras de farmácias e mercados, sendo assim o consumidor na esperança de “fortalecer o sistema imunológico” acaba por optar em gastar mais com produtos, que como a Vitamina C poderiam ser facilmente obtidos na alimentação. Seria então o Ácido Ascórbico Sintético (Suplementos Vitamínicos de vitamina C) a melhor escolha sendo eficazes  e necessários para o sistema imunológico  prevenindo por exemplo crises de gripes e resfriados?


Descrição

  SUN C é um suplemento vitamínico dos laboratórios SUNDOWN NATURALS ® indicado como auxiliar do sistema imunológico, que possui função antioxidante, auxilia nos processos de anemias carenciais, nos processos pós-cirúrgicos e cicatrizantes. É composto por Ácido Ascórbico puro, em comprimidos revestidos.  São comercializados em tabletes de cor bege uniforme que apresentam-se na forma de 500mg e de 1000mg.  Possuem como excipientes a celulose vegetal, ácido esteárico vegetal, estearato de magnésio vegetal, dióxido de titânio, dióxido de silício, corante caramelo natural. Suas apresentações podem ser vendidas na forma de 30, 100 ou 180 tabletes, e a dose diária recomendada é de 1 tablete 1 vez ao dia, de preferência com a principal refeição. [1]


Fundamentos Bromatológicos


 O ácido ascórbico é um composto hidrossolúvel que corresponde a uma forma oxidada da glicose.

Figura 2- Estrutura do Ácido Ascórbico 


A vitamina C pertence ao grupo das vitaminas hidrossolúveis, não sendo armazenada no organismo de humanos e primatas, e eliminada em pequenas quantidades através da urina. Logo, a ausência desse armazenamento reflete uma administração diária.
O nome químico ácido ascórbico representa as duas propriedades da substância, uma química e a outra biológica. Primeiro, é um ácido e segundo, a palavra ascórbico reflete o seu valor biológico na proteção que tem contra a doença escorbuto.
Tem a capacidade de ceder e receber elétrons, o que lhe confere um papel essencial como antioxidante. Dessa forma, a vitamina C participa do sistema de proteção antioxidante, assumindo a função de reciclar a vitamina E.
As moléculas que possuam seis átomos de carbono, seis átomos de oxigênio e oito átomos de hidrogênio, formam uma molécula de vitamina C, devendo estes átomos estarem organizados num determinado arranjo molecular,incluindo os átomos de carbono específicos, quirais.
O ácido ascórbico possui diversas funções. É necessário para a formação e reparação do colágeno, pois está envolvido na hidroxilação da prolina para formar hidroxiprolina, necessária para a síntese de colágeno, bem como participa no metabolismo da tirosina (aminoácido essencial), metabolismo de  carboidratos, da norepinefrina, histamina, fenilalanina e do ferro.
O ácido ascórbico pode ser administrado por via oral, intramuscular, subcutânea e intravenosa. Por via oral, a vitamina C é absorvido através de um processo de transporte ativo. A absorção depende da integridade do trato digestivo do paciente. Está presente em diversos alimentos, estando alguns exemplos representados na Tabela 1:

Tabela 1: Exemplos de Alimentos ricos em Vitamina C - Fonte [3]


   Em condições normais, um indivíduo consegue armazenar cerca de 1,5 g de ácido ascórbico que se renova diariamente em 30 a 45 mg. Sua distribuição é muito grande, mas as maiores concentrações são observadas nos tecidos glandulares. A parte principal do ácido ascórbico é oxidação de forma reversível um ácido dehidroascórbico, sendo o resto transformado em metabólitos inactivos se excretam na urina. Quando existe um excesso de ácido ascórbico no organismo, é um sintoma de metabolismo, que serve para determinar se existe ou não um estado de saturação de vitamina C. O ácido ascórbico não deve ser utilizado em pacientes com doenças  renais, como é recomendado no próprio rótulo (site) do produto SUNDWON C.
 É de extrema importância estar atento as doses diárias ingeridas, pois o valor recomendado já não é muito alto (Representados na Tabela 2), e doses de 2 g ou superiores já foram demonstradas que podem causar efeitos adversos como  gastroenterite ou diarreia osmótica em alguns indivíduos. Entre os efeitos adversos relacionados ao consumo excessivo estão: distúrbios gastrointestinais, cálculos renais e absorção excessiva de ferro.

Legislação 

De acordo com a ANVISA, Portaria nº 32, de 13 de janeiro de 1998 ,que Aprova o Regulamento Técnico para Suplementos Vitamínicos e ou de Minerais, suplementos", estes são alimentos que servem para comtemplar com estes nutrientes a dieta diária de uma pessoa saudável, em casos onde sua ingestão a partir da alimentação, seja insuficiente ou quando a dieta requerer suplementação. Devem conter um mínimo de 25%, e no máximo até 100% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) de vitaminas e ou minerais, na porção diária indicada pelo fabricante, não podendo substituir os alimentos, nem serem considerados como dieta exclusiva.
Os Suplementos Vitamínicos e ou Minerais não podem ser apregoados indicações terapêuticas.
A tabela abaixo mostra a recomendação diária de Ingestão recomendada de vitamina C (mg/dia) pela tabela da ANVISA e da NAS/USDA:National Academy of Science em diferentes subgrupos:

Tabela 2: Recomendação diária em mg recomendada - NAS/USDA:National Academy of Science Organização Mundial da Saúde; ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária.



Discussão e Análise


Segundo [5], uma revisão Cochrane, que incluiu 30 ensaios clínicos controlados (n = 11.350 participantes), avaliou o risco de se contrair um resfriado após receber ácido ascórbico como profilaxia e mostrou que mostrou que a ingestão regular de ácido ascórbico não tem efeito algum sobre a incidência do resfriado comum na população que foi estudada. Demonstrava apenas redução leve na duração e na gravidade dos sintomas do resfriado comum. O risco relativo (RR) agrupado foi de 0,96 (intervalos de confiança [IC] de 95%: 0,92-1,00). O efeito foi tão pequena que sua utilidade clínica é incerta.
Um subgrupo de seis ensaios clínicos com um total de 622 maratonistas, esquiadores e soldados em exercícios em ambiente frio mostrou um RR agrupado de 0,5 (IC de 95%: 0,38-0,66). Nesse subgrupo, o ácido ascórbico reduziu o risco de adquirir resfriado comum pela metade .
Outra revisão Cochrane, com 30 ensaios clínicos controlados (n = 9.676 episódios respiratórios), avaliou a duração de episódios de resfriado comum durante a profilaxia. Foi observado efeito benéfico consistente, porém pequeno, na duração dos sintomas do resfriado, representando uma redução de duração do resfriado de 8% (IC 95%: 3% a 13%) para os adultos e de 13,6% (IC 95%: 5%-22%) para crianças.  A Revisão Cochrane, que incluiu sete ensaios clínicos (incluíam = 3.294 episódios respiratórios) apresentou metanálise para a duração do episódio de resfriado durante o tratamento com ácido ascórbico, iniciado após o surgimento dos sintomas. Não foi observada diferença significativa quando comparado ao placebo. Quatro ensaios clínicos comparativos (n = 2.753 episódios respiratórios) contribuíram com a metanálise sobre a gravidade do resfriado durante o tratamento e não foi observada nenhuma diferença significativa quando comparado o tratamento com placebo.


 Os testes com doses terapêuticas elevadas de ácido ascórbico (após o aparecimento dos sintomas) não mostraram efeito sobre a redução ou a gravidade dos sintomas. 
Contudo, houve poucos ensaios que avaliaram o uso terapêutico de ácido ascórbico e a qualidade dos estudos foi variável. Os autores concluíram e relatam que é necessária a realização de mais ensaios clínicos para avaliem a eficácia terapêutica dessa vitamina sintética.
Logo, com a conclusão dos estudos citados acima, é possível demonstrar que não é recomendado a administração de suplementos de ácido ascórbico como prevenção, auxiliando o sistema imunológico na prevenção de resfriados, pois ainda não foi comprovado cientificamente que o uso desses suplementos irá realmente funcionar para tal fim. Pelo contrário, ainda há o risco de toxicidade,portanto o consumo excessivo de suplementos de ácido ascórbico deve ser alertado.


Conclusão

A vitamina C está presente em diversas funções do sistema imunológico, como motilidade leucocitária, quimiotaxia, atividade bactericida, entre outros. Um nível de vitamina C adequado é essencial para a função imunológica normal, porém não se faz necessário o uso de suplementos vitamínicos para tal fim.Como foi demonstrado, a mesma está presente em alimentos diversos, podendo ser obtida facilmente a partir de uma alimentação adequada, contendo frutas e legumes diariamente, sendo um método mais fácil e barato de poder obter seus níveis diários, dispensando o uso de suplementos para isto, que como foi demonstrado, não é bem evidenciado cientificamente que o ácido ascórbico sintético possa realmente auxiliar na prevenção de resfriados e gripes. 
Logo, considerando as ponderações referentes a esse estudo, conclui-se que uma alimentação adequada contendo vitamina C é a melhor opção para manter seus níveis no organismo, dispensando assim suplementos vitamínicos para tal fim de auxiliar o sistema imunológico, bem como na prevenção de gripes e resfriados.


Bibliografia:

  • [1]- Suplementos Nutricionais - SUN C - Vitamina C – Informações <http://www.sundownvitaminas.com.br/produtos.php?id=75&id_categoria=3> Último Acesso em: 04/01/2017 as 21:41
  • [2]- REGULAMENTO TÉCNICO SOBRE INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA (IDR) PARA PROTEÍNA, VITAMINAS E MINERAIS  <http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/CP/CP%5B8989-1-0%5D.PDFÚltimo Acesso em: 04/01/2017 as 20:00
  • [3]- Tabela: FOOD INGREDIENTS BRASIL Nº 29 – 2014, pg 60 <http://www.revistafi.com/materias/378.pdf> Último Acesso em: 04/01/2017 as 15:00
  • [4]- Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes Ácido ascórbico (Vitamina C)<http://ilsi.wpengine.com/brasil/wp-content/uploads/sites/9/2016/05/21-Vitamina-C.pdf> Último Acesso em: 04/01/2017 as 18:34
  • [5]- Uso Racional da Vitamina C (ácido ascórbico) – Conselho Federal de Farmácia http://www.cff.org.br/userfiles/file/cebrim/Cebrim%20Informa/Uso%20Racional%20da%20Vitamina%20C%2018-03-2013.pdf
  • [6]- ANVISA - PORTARIA Nº 32, DE 13 DE JANEIRO DE 1998<http://portal.anvisa.gov.br/documents/33916/394219/PORTARIA_32_1998.pdf/551775c4-9fc2-4f62-bb62-c7ceea757476> Último Acesso em: 04/01/2017 as 17:30













O uso inadequado de Shakes e o risco de desequilíbrio nutricional



O lipomax shake possui a quantidade de nutrientes necessária para substituir uma refeição principal e ainda manter o organismo equilibrado?

De acordo com o fabricante o Shake Diet Lipomax com Leite nos sabores Chocolate, Morango e Baunilha contém colágeno, que age na firmeza da pele combatendo a flacidez e te auxilia de uma forma saudável a emagrecer. O Kit Shake Lipomax com Leite, vem em três sabores, auxilia no emagrecimento, substitui as principais refeições, promovendo saciedade e praticidade. O uso de shakes de baixa caloria, como o lipomax, para substituir uma ou até mesmo duas refeições principais do dia pode gerar danos sérios a saúde, como por exemplo hipovitaminoses, já que não garantem o consumo ideal de 2000 kcal por dia, e ainda não possuem a quantidade de vitaminas e minerais adequada para o bom funcionamento do organismo.


O uso de capsulas de cafeína e o risco de toxicidade


O uso da cafeína em cápsulas para o emagrecimento pode oferecer riscos?

De acordo com a Nutrilatina, as cápsulas de LINOLEN® LINOLASER CAFFEINE contém 300 mg de cafeína livre e microencapsulada, agindo diretamente na queima da gordura acumulada no tecido adiposo, promovendo redução significativa da celulite e das medidas corporais, uma vez que a disfunção envolve o aumento das células de gordura. A tecnologia usada no processo físico-químico a qual a cafeína é obtida, proporciona a liberação gradual da substância ativa no corpo. Com isso, aumenta seu tempo de permanência no organismo e prolonga os efeitos da cafeína sobre a redução da celulite e das medidas corporais. Essas cápsulas possuem 300 mg de cafeína que, se combinada com o consumo de cafeína presente em outras bebidas consumidas normalmente no dia a dia como o café e a coca-cola, pode ultrapassar o limite máximo diário de 400 mg  e trazer efeitos tóxicos ao organismo.  A tecnologia utilizada nas cápsulas aumenta o tempo de permanência da cafeína no organismo, que apesar dos efeitos benéficos obtidos da termogênese da cafeína, aumento o risco de toxicidade, se não controlada a quantidade de cafeína diária.


Alho cozido x Alho in natura

Introdução:
A utilização do alho nos alimentos como condimento e aromatizante, ou o aproveitamento de suas propriedades medicinais para recurso terapêutico, é bastante antiga. Existe, aproximadamente, 600 espécies de alho conhecidas e seu potencial uso antimicrobiano e antiviral é muito importante.
No geral, o alho contém diversas propriedades terapêuticas, as quais vem sendo bastante especuladas, dentre estas, podemos citar: a utilização para o combate á diabetes, aumento do sistema imune, e consequentemente, aumentando a resistência contra as infecções, também vem sendo utilizado para doenças gastrointestinais, cardiovasculares, doenças as quais envolvem as vias respiratórias, e além de todas essas propriedades, ainda existe estudos  sobre atividade antineoplásica o qual o alho pode exercer, inibindo pró-carcinogênicos para alguns tipos de canceres através da redução da ativação e desintoxicação desses compostos no organismo. Pesquisas ainda apontam que algumas espécies de alho contém atividade semelhante de alguns antibióticos, o que pode ser uma alternativa, já que cresce cada vez mais a resistência ao uso dos antimicrobianos disponíveis.
O alho possui uma composição bastante variada de elementos, que abrange vitaminas, minerais, compostos sulfurosos, compostos fenólicos, glicosídeos, carboidratos, entre outros compostos. Por possuir uma considerável atividade enzimática esse vegetal sofre importantes alterações na sua composição. No entanto, apesar de vários fitoquímicos serem elucidados, os compostos organosulfurados tem maior concentração nesse vegetal, e segundo alguns autores, esses compostos sulfurosos são alterados quando são submetidos a processos térmicos, com isso há redução ou aumento de determinados compostos.
Portanto, o presente trabalho visa mostrar a composição química presente no alho e suas alterações conforme são submetidos a processos térmicos. Por sofrer essas alterações, entra-se em questão o fato do alho perder ou não suas propriedades importantes.

 Fundamentos Bromatológicos:
Abaixo, encontra-se a composição referente ao alho e suas propriedades terapêuticas e funcionais, deve-se ressaltar que a composição do alho varia de acordo com o clima, condições de plantio, entre outros.




As características marcantes do alho, sabor e aroma, e sua função protetora a saúde são atribuídos a compostos sulfurados existentes neste vegetal. Podemos citar: Aliina, y-glutamilcisteína, ajoeno, alicina, entre outros.
O alho in natura possui a Aliina, quando este é submetido a processo de maceração, trituração, libera aliinase, que converte aliina em alicina, esta por sua vez, é um composto intermediário, para posteriores compostos organosulfurados.
O alho possui grande quantidade de fitoquimicos, os quais ajudam em doenças degenerativas, apresenta inulina, o qual reduz a glicose sanguínea, possui quercetina, um flavonóide natural, apresenta altos teores de zinco e selênio que produzem uma imunoestimulação, e a Alicina e Garlicina promovem efeitos bacteriostáticos.
Legislação:
De acordo com a Anvisa:
‘’As alegações de propriedade funcional utilizadas nos chamados “alimentos funcionais” estão relacionados ao papel metabólico ou fisiológico que um nutriente (ex. fibras) ou não nutriente (ex. licopeno) tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções do organismo. Isso significa que estes alimentos contêm ingredientes que podem auxiliar, por exemplo, na manutenção de níveis saudáveis de triglicerídeos, na proteção das células contra os radicais livres, no funcionamento do intestino, na redução da absorção do colesterol, no equilíbrio da flora intestinal, entre outros, desde que seu consumo esteja associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. ‘’

A Anvisa regulamentou alimento funcional através de 3 resoluções:
Resolução nº 16, de 30 de abril de 1999 - Aprova o Regulamento Técnico de Procedimentos para registro de Alimentos e ou Novos Ingredientes, constante do anexo desta Portaria.
Resolução nº 17, de 30 de abril de 1999 - Aprova o Regulamento Técnico que estabelece as Diretrizes Básicas para a Avaliação de Risco e Segurança dos Alimentos
Resolução nº 18, de 30 de abril de 1999 -Aprova o Regulamento Técnico que estabelece as diretrizes básicas para análise e comprovação de propriedades funcionais e ou de saúde alegadas em rotulagem de alimentos, constante do anexo desta portaria

Para registrar um alimento como funcional deve-se comprovar  as propriedades funcionais e benéficas a saúde .


Análise e Discussão:

Os compostos sulfurados são responsáveis pelo sabor, aroma, os quais no alho in natura, são inodoros. Quando tem-se a trituração, danificação do vegetal ocorre ruptura da parede celular, e quando ocorre esse fenômeno é liberado a alinase.
A alinase é uma enzima o qual promove a conversão da Aliina em alicina, a alicina por sua vez, é responsável pelo odor característico do alho. A alicina, por ser altamente instável, se decompõe por processo espontâneo e da origem a outros compostos sulfurosos.
Figura: Transformação da aliina por alicina, por catalisação enzimática.

O composto que está presente na célula intacta do alho é Aliina, e ocorre a transformação desta em Alicina. Quando o alho é cortado, amassado, vários dos componentes sulfurados são liberados na célula, a interação entre os diversos compostos irá desencadear um conjunto de mais compostos, tipo reação em cadeia. Como a biodisponibilidade dos compostos do alho é um fator crítico, por possuir os componentes voláteis, e componentes que quando submetidos ao tratamento térmico diminuem suas concentrações, é importante o consumo do alho logo após o preparo,. Existe estudos, os quais mostram que o alho submetido ao calor pode bloquear a capacidade de ligação com metabólitos carcinogênicos, diminuindo assim sua atividade antineoplásica. 

Quando aquece o alho, ocorre a desnaturação da enzima allinase, que é importante para a formação da alicina. Tem-se uma perda da aliinase, tem-se consequentemente perda de alicina, e consequentemente perda de outros compostos que são derivados desta, como por exemplo uma diminuição dos sulfetos e dissulfetos.

É muito importante tomar cuidado na hora do consumo do alho, pois suas propriedades podem ser reduzidas se submetidas a determinados processos. É interessante o consumo do alho na forma crua, ou de sucos, picado, fatiado, amassado. Atualmente, foram desenvolvidas capsulas de óleo de alho como alternativa ao alho cru, já que consumir o alho in natura é mais complicado por suas características marcantes.


Conclusão:

Portanto, pode-se concluir que o alho possui diversas propriedades benéficas ao organismo, por possuir compostos ativos com as mais variadas funções. Entretanto é necessário uma atenção ao preparo deste alimento, uma vez que, determinados processos podem induzir redução de compostos essenciais nas atividades terapêuticas. O consumo do alho in natura, é mais recomendado, entretanto deve-se fica atendo a quantidade ingerida diariamente, uma vez que, em excesso também pode causar danos aos indivíduos.

Bibliografia:



CRIZEL, M. M. ALHO: CARACTERÍSTICAS, PROCESSAMENTO E BENEFÍCIOS À SAÚDE. Universidade Federal de Pelotas, 2009.

  

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Achocolatados em pó: deveriam ser utilizados tanto pelas crianças?

Introdução

     A pirâmide alimentar é um gráfico que distribui os grupos alimentares e as proporções que cada um deles deve ser ingerido e serve como um roteiro para uma alimentação saudável. O açúcar está no topo da pirâmide alimentar, o que significa que seu consumo deve ser reduzido.

Figura 01: Pirâmide Alimentar

     Analisando a quantidade de açúcar nos achocolados Nescau/Nestlé, Toddy/Pepsico, Ovomaltine/AB Foods, Nesquik/Nestlé e Santa Amália/Santa Amália, através dos rótulos de cada embalagem, pode-se observar que os achocolatados possuem uma grande porcentagem de açúcar. Uma colher de chocolate em pó pode atingir o limite diário de consumo de açúcar de uma criança.

Figura 02: Quantidade de açúcar nos achocolados Nescau/Nestlé, Toddy/Pepsico, Ovomaltine/AB Foods, Nesquik/Nestlé e Santa Amália/Santa

     As crianças possuem o uso diário de achocolatados, por conta do leite, que é essencial na alimentação da criança, pois possui cálcio, que é um nutriente que não pode faltar para a criança. Porém, o excesso de consumo de açúcar predispõe a criança a doenças crônicas como diabetes, colesterol alto e obesidade.

Fundamentos Bromatológicos

     Este trabalho será focado nos achocolatados Nescau/Nestle e Toddy/Pepsico.
     O achocolatado Nescau/Nestle possui o seguinte rótulo:

Figura 03: Embalagem e rótulo do Nescau/Nestle

     Como visto no rótulo, o achocolatado Nescau/Nestle possui 17 gramas de carboidratos em uma porção de 20 gramas, sendo 15 gramas de açúcar. Então 75 % da porção é açúcar.
     Já o achocolatado Toddy/Pepsico possui o seguinte rótulo:

Figura 04: Embalagem e rótulo do Toddy/Pepsico

     De acordo com o rótulo, o achocolatado Toddy/Pepsico possui 19 gramas de carboidratos em uma porção de 20 gramas, sendo 18 gramas de açúcar. Então, possui 90% de açúcar na porção.
     O açúcar é um termo genérico para carboidratos cristalizados comestíveis, principalmente sacarose, lactose e frutose. Especificamente, monossacarídeos e oligossacarídeos pequenos. São moléculas orgânicas formadas por carbono, hidrogênio e oxigênio. A sua principal característica é o sabor adocicado.

Legislação e Discussão

     De acordo com a Resolução - CNNPA nº 12, de 1978, chocolate é o produto preparado com cacau obtido por processo tecnológico adequado e açúcar, podendo conter outras substâncias alimentícias aprovadas. O chocolate, de acordo com a sua composição, pode ser classificado em chocolate em pó - produto obtido pela mistura de cacau em pó com açúcar.
     Nesta mesma resolução é mencionado que o açúcar empregado no preparo do chocolate deve ser normalmente sacarose, podendo ser substituído parcialmente por glicose pura ou lactose e é expressamente proibido adicionar gordura e óleos estranhos à qualquer tipo de chocolate, bem como, a manteiga de cacau.
     Nos rótulos dos achocolatados Nescau/Nestle e Toddy/Pepsico não é mencionado qual açúcar é empregado em seu preparo, apenas é mencionado a quantidade de açúcar que possui.

Conclusão

     Como mencionado anteriormente, as crianças possuem o uso diário de achocolatados, por conta do leite, que é essencial na alimentação da criança, por ser rico em cálcio. Mas é importante lembrar que o leite não é o único alimento rico em cálcio. Alimentos como iogurtes, queijos, algumas verduras verde-escuras, gergelim, coentro, entre outros, também são ricos em cálcio, e podem ser substitutos do leite com achocolatado.

Referências Bibliográficas

•Resolução - CNNPA nº 12, de 1978
Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/anvisalegis/resol/12_78_chocolate.htm
Acessado em: 03 de Janeiro de 2017
•Açúcar em Achocolatados em Pó
Disponível em: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/03/25/noticia_saudeplena,147978/voce-sabe-a-quantidade-de-acucar-que-tem-nos-achocolatados-em-po.shtml
Acessado em: 23 de outubro de 2016
•Rótulos
Disponível em: http://reaprendi.blogspot.com.br/2013/08/rotulos-hora-da-verdade.html
Acessado em: 23 de outubro de 2016
•Mundo das Marcas - Toddy
Disponível em: http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/05/toddy-o-seu-companheiro-de-aventuras.html
Acessado em: 23 de outubro de 2016

Aluna: Flávia Lopes Nascimento Moraes
DRE: 110180162
Helioral (Polypodium leucotomos) - Protetor Solar em Cápsulas


Descrição do Produto
            O Helioral ou Heliocare é um medicamento fitoterápico comercializado na forma de cápsulas duras contendo o extrato seco de uma planta denominada Polypodium leucotomos. Esta planta é originária da América Central e é rica em flavonóides com propriedades antiinflamatórias e antioxidantes, sendo muito utilizada, atualmente, como um fotoprotetor oral. (1) Quais são os efeitos produzidos pelo Helioral que justifique que ele possa ser utilizado para este fim?