Apresentação

Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.

O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Necessidade de novas versões da Coca-cola







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Introdução
A mensagem passada nos anúncios é que a Coca Zero e a Coca Verde são muito mais saudáveis e tem o sabor tão parecido com a tradicional. Cada consumidor tem a sua opinião, mas a verdade é que estas três bebidas variam em relação ao seu valor nutricional e afetam o corpo de maneiras diferentes.
As três bebidas são compostas por água, corantes e conservantes. A principal diferença entre uma e outra, é que a tradicional usa xarope de milho com alta frutose como adoçante principal, a Coca Zero usa aspartame e a Coca Verde usa como adoçante a planta stevia.
Fundamentos Bromatológicos
Um copo de 420 ml de Coca-Cola contém 170 calorias, enquanto a mesma quantidade de Coca Zero contém 0 calorias. Todas as calorias da Coca-Cola provêm do seu açúcar. Logo, a Zero não tem valor calórico porque o seu adoçante – aspartame – é duzentas vezes mais doce que o açúcar, e assim, na sua produção é necessário muito menos aspartame (açúcar) para atingir o nível adocicado desejado, limitando as calorias na Coca Zero. Já a Coca Verde uma lata de 350ml de tem aproximadamente 18g de açúcares, contra 37g da Coca tradicional.
Discussão
A Coca-Cola verde foi criada com objetivo de atender um público maior, o qual não gosta de consumir edulcorantes sintéticos, como o aspartame, presente na Coca light e um público que possui dietas mais restritas para o emagrecimento e para diabéticos, pois possui pouco valor calórico e baixa quantidade de açúcar.
A maior diferença entre a Coca diet e zero é que enquanto Coca diet foi criado com o seu próprio perfil de sabor e não como uma versão sem açúcar do original, a Coca -Cola Zero tem como objetivo provar exatamente como o " verdadeiro sabor Coca-Cola. Apesar de suas campanhas publicitárias opostas, os conteúdos e as informações nutricionais das duas colas sem açúcar é quase idêntico, mas a Coca-Cola Zero tem 0,5 kcal por 100 ml, enquanto Coca dietcontém 1 caloria, o que realmente diferencia o perfil do sabor. O refrigerante Coca-Cola na sua versão Zero, não possui na sua composição quantidades significativas de proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans e fibras alimentares. Os ingredientes são formados por água gaseificada, extrato de noz de cola, cafeína, aroma natural, edulcorante artificial ciclamato de sódio (48 mg /200 ml), sacarina de sódio (14 mg/200 ml), aspartame(24 mg / 200ml), e acessulfame de potássio (30 mg / 200 ml); conservador benzoato de sódio e estabilizante citrato de sódio.
Conclusão
Conclui-se que a marca Coca-Cola tem como objetivo principal melhorar a qualidade da sua imagem diante do público consumidor, trazendo novas versões do produto com edulcorantes mais naturais como a Stevia, que é extraída de uma planta. Passando uma imagem de melhora da qualidade de vida através dos produtos oferecidos. 




Consumo de barrinhas de cereais e de frutas para incluir fibras na alimentação: o que dizem os rótulos ?




  
                               
           
  As barras de cereais foram lançadas com o apelo de servir como alternativas saudáveis de alimentação. Sabe-se que na busca por mudanças alimentares benéficas, é importante a inclusão de produtos ricos em elementos essenciais como vitaminas, proteínas, fibras alimentares, entre outros. De acordo com a legislação e análise dos rótulos de algumas barras de cereais e de frutas disponíveis no mercado que alegam ser "fonte de fibras" ou ter "alto teor de fibras", esses produtos seriam uma opção para a inclusão de fibras na alimentação ?

Fibras :O segredo dos pães integrais para ter uma alimentação saudável





Introdução:

Um dos alimentos mais recomendados pelos profissionais de saúde é o pão integral. Devido a sua quantidade de fibras é muito bom para o organismo, já que a fibra alimentar produz impacto sobre a velocidade do trânsito intestinal, sobre o pH do cólon e sobre a produção de subprodutos com importante função fisiológica. Indivíduos com elevado consumo de fibras parecem apresentar menor risco para o desenvolvimento de doença coronariana, hipertensão, obesidade, diabetes e câncer de cólon.O aumento na ingestão de fibras reduz os níveis séricos de colesterol, melhora a glicemia em pacientes com diabetes, reduz o peso corporal e foi associado com menores níveis séricos de proteína C reativa ultrassensível.

Fundamentos bromatológicos:

  A fibra alimentar, também denominada fibra dietética, é resistente à ação das enzimas digestivas humanas e é constituída de polímeros de carboidratos, com três ou mais unidades monoméricas, e mais a lignina – um polímero de fenilpropano. As fibras são classificadas como fibras solúveis, viscosas ou facilmente fermentáveis no cólon, como a pectina, ou como fibras insolúveis como o farelo de trigo(fibra presente no pão  integral) que tem ação no aumento de volume do bolo fecal, mas com limitada fermentação no cólon.
  A importância das fibras para ter uma alimentação saudável é porque as fibras ocupam o lugar das calorias e nutrientes da dieta assim aumentam a mastigação, o que limita a ingestão por meio da promoção e secreção de saliva e suco gástrico, resultando na expansão do estômago e do aumento da saciedade e as fibras reduzem a eficiência da absorção de outros alimentos no intestino delgado. Ainda, os alimentos ricos em fibras têm uma densidade energética menor em comparação aos alimentos ricos em gorduras. Dessa forma, alimentos ricos em fibras poderiam estrategicamente substituir a energia (calorias) dos demais alimentos não ingeridos.
As recomendações atuais de ingestão de fibra alimentar na dieta variam de acordo com a idade, o sexo e o consumo energético, sendo a recomendação adequada em torno de 14 g de fibra para cada 1.000 kcal ingeridas.

Legislação e Discussão.

   O pão integral, segundo a Resolução-RDC nº 90, de 18 de outubro de 2000, é definido como
“produto preparado, obrigatoriamente, com farinha de trigo e farinha de trigo integral e/ou
fibra de trigo e ou farelo de trigo”. No entanto, devido à falta do estabelecimento de quantidades mínimas de farinha integral, qualquer quantidade, mesmo que ínfima, a rotulagem alegará como sendo farinha integral em sua composição.
   Diante deste dilema, foi elaborado o Projeto de Lei 5.081-A, de 2013, o qual dispõe sobre normas de comercialização do pão integral,,a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), verificando a necessidade de estabelecer critérios sobre a quantidade de farinha integral presente nos alimentos, sugeriu alterações na redação do Projeto de Lei, sendo que este está tramitando no Congresso Nacional em forma de Substitutivo.

  Segundo RDC nº 54, de 12 de novembro de 2012, que define fonte de fibras ou alto conteúdo de fibras, o alimento para ser classificado como“alto conteúdo de fibras”, deve conter, no mínimo, 5g por porção de 50 gramas se for“fonte de fibras” deve conter, pelo menos, 2,5g por porção de 50 gramas.(ANVISA).As marcas de pães integrais,pelo menos no rotulo,todas informavam ser fonte de fibras e estavam de acordo com a RDC 54. As marcas que tinham farinha integral como principal ingrediente haviam valores maiores de fibras, por isso a importância do substitutivo que esta transmitando no congresso.O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, analisou o perfil nutricional do país e verificou que 68% da população consomem pouca fibra, ficando abaixo do recomendado.

Conclusão:

O pão integral não pode ser a unica forma de obtenção de fibras de uma pessoa ,pode complementar com frutas que possuam fibras, outros tipos de grãos  como feijão e outras leguminosas  para que se obtenha uma quantidade minima 14 gramas em cada 1000 calorias mas o pão integral é uma ótima forma de complemento para quem quer ser mais saudável já que esta muito presente em várias refeições brasileiras.

Bibliografias:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302013000600001>
   http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/demetra/article/viewFile/11979/11748


Importância da interpretação dos rótulos de alimentos integrais


                             


Um dos problemas identificados nas dietas ultimamente é a baixa ingestão de fibras. Por outro lado, observa-se também um crescimento da população que busca alimentação mais adequada para sua saúde. Assim, a indústria alimentícia tem procurado satisfazer as exigências do consumidor, pois coloca no mercado uma grande variedade de alimentos integrais, para que a população possa consumir produtos industrializados, ingerindo a quantidade recomendada de fibra diariamente.

Fundamentos bromatológicos

Atualmente com a grande produção de alimentos industrializados há uma diminuição do consumo de alimentos naturais e assim, uma diminuição da ingestão de fibras pela população. Esse processo vem contribuindo para um aumento ou agravamento de certas patologias, com destaque para constipação intestinal.

Os componentes das fibras da dieta podem ser categorizados como fibra solúvel e fibra insolúvel, baseado nas propriedades físicas e papeis fisiológicos. A maioria das pectinas, gomas, mucilagens e algumas hemiceluloses são caracterizadas como fibras solúveis e, entre essas suas principais fontes, destacam-se as frutas, verduras, farelo de aveia, cevada e leguminosas. Já as insolúveis incluem a celulose, lignina e hemicelulose encontradas, principalmente, no farelo de trigo, grãos integrais e verduras.

As fibras insolúveis são consideradas aquelas com o maior efeito sobre o volume fecal, elas aumentam o volume das evacuações, promovem regulação no tempo de trânsito intestinal e diminuem a pressão da luz intestinal. As fibras solúveis, principalmente as viscosas, têm efeitos metabólicos, como atuar no metabolismo dos carboidratos e no controle da glicemia, na redução dos triglicerídeos e colesterol sanguíneo e como substrato pára formação de ácidos graxos de cadeia curta.

O tratamento da constipação constitui o estabelecimento de bons hábitos de saúde, como refeições regulares, dieta adequada fornecendo fibras, tempo regular para a eliminação, descanso, relaxamento, ingestão adequada de líquidos e a prática de exercícios físicos.
Por outro lado, devem-se considerar os efeitos adversos do uso exagerado de fibras, como a diminuição na absorção de minerais como o ferro, magnésio, cálcio e fósforo, decorrentes da redução do tempo intestinal e a formação de complexos insolúveis(ácido oxálico e o ácido fítico) entre os minerais e as substâncias. Por isso, a dieta diária deve conter pelo menos 25g de fibras dietética, que pode ser fornecida por quantidades amplas de frutas, vegetais e grãos integrais.

Legislação

A informação nutricional complementar é a representação que sugere ou destaca que um produto possui propriedades nutricionais particulares relativas ao seu valor energético e/ou seu conteúdo de proteínas, gorduras, carboidratos, fibras alimentares, vitaminas e/ou minerais.

De acordo com a portaria n° 27 de 13/01/1998 que aprova o regulamento técnico referente a informação nutricional complementar e considera, como atributo, “alto teor de fibras” se contiver, no mínimo, 6g de fibra/100g para alimentos sólidos e, no mínimo, 3g de fibras/100g para alimentos líquidos e o atributo “fonte de fibras” de no mínimo, 3g de fibras/100g para alimentos sólidos e mínimo de 1,5g de fibras/100g para alimentos líquidos.
A classificação de rotulagem existe para promover uma uniformidade dos conceitos e principalmente para que haja uma diretriz segura de modo a evitar que as informações incorretas e contraditórias os alcancem.

Discussão

Ao olhar a frente do rótulo do biscoito Club Social integral é possível localizar facilmente o destaque dado às informações: Fonte de fibras. O local e o modo como essas informações foram apresentadas pode ser um fator de decisão para o consumidor no momento da escolha de qual produto comprar.
De acordo com a Anvisa, para que um produto faça essa alegação, precisa ter 3g de fibra a cada 100g de produto. Quando analisamos 100g de Club Social Integral, a quantidade de fibras é exatamente 3 gramas, entretanto, 1 pacotinho que é a quantidade que as pessoas costumam consumir, só tem 26g, e portanto apenas 0,8g de fibras. Ou seja, no final das contas, o indivíduo que consumir somente 1 pacotinho não estará ingerindo uma quantidade significativa de fibras, e dessa forma, os resultados benéficos das fibras no organismo não são aparentes e significativos, qual é o intuito das pessoas que procuram opções integrais, como uma forma de complementar e variar o cardápio de maneira saudável.
Conclusão
A  indústria alimentícia esta cumprindo o que está estabelecido por lei, pois o teor de fibra foi condizente com o descrito no rótulo e também em relação ao uso de termos referentes ao teor de fibra. No entanto, para atingir uma alimentação saudável, além de fornecer informações  corretas sobre alimentação e saúde, deve-se proporcionar condições para que os indivíduos adotem das orientações que recebem e, ao mesmo tempo, evitar que informações incorretas e contraditórias os alcancem para que não ocorra enganos e não gere complicações posteriores devido a uma informação interpretada de forma equivocada.
Assim, permite a população ter maior segurança e usufruir dos avanços da rotulagem nutricional, podendo comparar melhor os alimentos e, dessa forma, adquirir um produto que satisfaça nutricional mente e economicamente.

Bibliografia
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA).
Portaria nº 27 de 13 de janeiro de 1998. Disponibilidade em: http://www.anvisa.gov.br/legis/portarias/27_98.htm>.

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA).
RDC nº 360 de 23 de dezembro de 2003. Disponibilidade em:


http://br.mondelezinternational.com/home

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Suplementos de Ácido Ascórbico e Sistema Imunológico


Figura 1 - Sundown Sun C em suas duas apresentações (500mg e 1000mg)


Diversos tipos de Suplementos Vitamínicos de Ácido Ascórbico podem ser encontrados nas prateleiras de farmácias e mercados, sendo assim o consumidor na esperança de “fortalecer o sistema imunológico” acaba por optar em gastar mais com produtos, que como a Vitamina C poderiam ser facilmente obtidos na alimentação. Seria então o Ácido Ascórbico Sintético (Suplementos Vitamínicos de vitamina C) a melhor escolha sendo eficazes  e necessários para o sistema imunológico  prevenindo por exemplo crises de gripes e resfriados?


Descrição

  SUN C é um suplemento vitamínico dos laboratórios SUNDOWN NATURALS ® indicado como auxiliar do sistema imunológico, que possui função antioxidante, auxilia nos processos de anemias carenciais, nos processos pós-cirúrgicos e cicatrizantes. É composto por Ácido Ascórbico puro, em comprimidos revestidos.  São comercializados em tabletes de cor bege uniforme que apresentam-se na forma de 500mg e de 1000mg.  Possuem como excipientes a celulose vegetal, ácido esteárico vegetal, estearato de magnésio vegetal, dióxido de titânio, dióxido de silício, corante caramelo natural. Suas apresentações podem ser vendidas na forma de 30, 100 ou 180 tabletes, e a dose diária recomendada é de 1 tablete 1 vez ao dia, de preferência com a principal refeição. [1]


Fundamentos Bromatológicos


 O ácido ascórbico é um composto hidrossolúvel que corresponde a uma forma oxidada da glicose.

Figura 2- Estrutura do Ácido Ascórbico 


A vitamina C pertence ao grupo das vitaminas hidrossolúveis, não sendo armazenada no organismo de humanos e primatas, e eliminada em pequenas quantidades através da urina. Logo, a ausência desse armazenamento reflete uma administração diária.
O nome químico ácido ascórbico representa as duas propriedades da substância, uma química e a outra biológica. Primeiro, é um ácido e segundo, a palavra ascórbico reflete o seu valor biológico na proteção que tem contra a doença escorbuto.
Tem a capacidade de ceder e receber elétrons, o que lhe confere um papel essencial como antioxidante. Dessa forma, a vitamina C participa do sistema de proteção antioxidante, assumindo a função de reciclar a vitamina E.
As moléculas que possuam seis átomos de carbono, seis átomos de oxigênio e oito átomos de hidrogênio, formam uma molécula de vitamina C, devendo estes átomos estarem organizados num determinado arranjo molecular,incluindo os átomos de carbono específicos, quirais.
O ácido ascórbico possui diversas funções. É necessário para a formação e reparação do colágeno, pois está envolvido na hidroxilação da prolina para formar hidroxiprolina, necessária para a síntese de colágeno, bem como participa no metabolismo da tirosina (aminoácido essencial), metabolismo de  carboidratos, da norepinefrina, histamina, fenilalanina e do ferro.
O ácido ascórbico pode ser administrado por via oral, intramuscular, subcutânea e intravenosa. Por via oral, a vitamina C é absorvido através de um processo de transporte ativo. A absorção depende da integridade do trato digestivo do paciente. Está presente em diversos alimentos, estando alguns exemplos representados na Tabela 1:

Tabela 1: Exemplos de Alimentos ricos em Vitamina C - Fonte [3]


   Em condições normais, um indivíduo consegue armazenar cerca de 1,5 g de ácido ascórbico que se renova diariamente em 30 a 45 mg. Sua distribuição é muito grande, mas as maiores concentrações são observadas nos tecidos glandulares. A parte principal do ácido ascórbico é oxidação de forma reversível um ácido dehidroascórbico, sendo o resto transformado em metabólitos inactivos se excretam na urina. Quando existe um excesso de ácido ascórbico no organismo, é um sintoma de metabolismo, que serve para determinar se existe ou não um estado de saturação de vitamina C. O ácido ascórbico não deve ser utilizado em pacientes com doenças  renais, como é recomendado no próprio rótulo (site) do produto SUNDWON C.
 É de extrema importância estar atento as doses diárias ingeridas, pois o valor recomendado já não é muito alto (Representados na Tabela 2), e doses de 2 g ou superiores já foram demonstradas que podem causar efeitos adversos como  gastroenterite ou diarreia osmótica em alguns indivíduos. Entre os efeitos adversos relacionados ao consumo excessivo estão: distúrbios gastrointestinais, cálculos renais e absorção excessiva de ferro.

Legislação 

De acordo com a ANVISA, Portaria nº 32, de 13 de janeiro de 1998 ,que Aprova o Regulamento Técnico para Suplementos Vitamínicos e ou de Minerais, suplementos", estes são alimentos que servem para comtemplar com estes nutrientes a dieta diária de uma pessoa saudável, em casos onde sua ingestão a partir da alimentação, seja insuficiente ou quando a dieta requerer suplementação. Devem conter um mínimo de 25%, e no máximo até 100% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) de vitaminas e ou minerais, na porção diária indicada pelo fabricante, não podendo substituir os alimentos, nem serem considerados como dieta exclusiva.
Os Suplementos Vitamínicos e ou Minerais não podem ser apregoados indicações terapêuticas.
A tabela abaixo mostra a recomendação diária de Ingestão recomendada de vitamina C (mg/dia) pela tabela da ANVISA e da NAS/USDA:National Academy of Science em diferentes subgrupos:

Tabela 2: Recomendação diária em mg recomendada - NAS/USDA:National Academy of Science Organização Mundial da Saúde; ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária.



Discussão e Análise


Segundo [5], uma revisão Cochrane, que incluiu 30 ensaios clínicos controlados (n = 11.350 participantes), avaliou o risco de se contrair um resfriado após receber ácido ascórbico como profilaxia e mostrou que mostrou que a ingestão regular de ácido ascórbico não tem efeito algum sobre a incidência do resfriado comum na população que foi estudada. Demonstrava apenas redução leve na duração e na gravidade dos sintomas do resfriado comum. O risco relativo (RR) agrupado foi de 0,96 (intervalos de confiança [IC] de 95%: 0,92-1,00). O efeito foi tão pequena que sua utilidade clínica é incerta.
Um subgrupo de seis ensaios clínicos com um total de 622 maratonistas, esquiadores e soldados em exercícios em ambiente frio mostrou um RR agrupado de 0,5 (IC de 95%: 0,38-0,66). Nesse subgrupo, o ácido ascórbico reduziu o risco de adquirir resfriado comum pela metade .
Outra revisão Cochrane, com 30 ensaios clínicos controlados (n = 9.676 episódios respiratórios), avaliou a duração de episódios de resfriado comum durante a profilaxia. Foi observado efeito benéfico consistente, porém pequeno, na duração dos sintomas do resfriado, representando uma redução de duração do resfriado de 8% (IC 95%: 3% a 13%) para os adultos e de 13,6% (IC 95%: 5%-22%) para crianças.  A Revisão Cochrane, que incluiu sete ensaios clínicos (incluíam = 3.294 episódios respiratórios) apresentou metanálise para a duração do episódio de resfriado durante o tratamento com ácido ascórbico, iniciado após o surgimento dos sintomas. Não foi observada diferença significativa quando comparado ao placebo. Quatro ensaios clínicos comparativos (n = 2.753 episódios respiratórios) contribuíram com a metanálise sobre a gravidade do resfriado durante o tratamento e não foi observada nenhuma diferença significativa quando comparado o tratamento com placebo.


 Os testes com doses terapêuticas elevadas de ácido ascórbico (após o aparecimento dos sintomas) não mostraram efeito sobre a redução ou a gravidade dos sintomas. 
Contudo, houve poucos ensaios que avaliaram o uso terapêutico de ácido ascórbico e a qualidade dos estudos foi variável. Os autores concluíram e relatam que é necessária a realização de mais ensaios clínicos para avaliem a eficácia terapêutica dessa vitamina sintética.
Logo, com a conclusão dos estudos citados acima, é possível demonstrar que não é recomendado a administração de suplementos de ácido ascórbico como prevenção, auxiliando o sistema imunológico na prevenção de resfriados, pois ainda não foi comprovado cientificamente que o uso desses suplementos irá realmente funcionar para tal fim. Pelo contrário, ainda há o risco de toxicidade,portanto o consumo excessivo de suplementos de ácido ascórbico deve ser alertado.


Conclusão

A vitamina C está presente em diversas funções do sistema imunológico, como motilidade leucocitária, quimiotaxia, atividade bactericida, entre outros. Um nível de vitamina C adequado é essencial para a função imunológica normal, porém não se faz necessário o uso de suplementos vitamínicos para tal fim.Como foi demonstrado, a mesma está presente em alimentos diversos, podendo ser obtida facilmente a partir de uma alimentação adequada, contendo frutas e legumes diariamente, sendo um método mais fácil e barato de poder obter seus níveis diários, dispensando o uso de suplementos para isto, que como foi demonstrado, não é bem evidenciado cientificamente que o ácido ascórbico sintético possa realmente auxiliar na prevenção de resfriados e gripes. 
Logo, considerando as ponderações referentes a esse estudo, conclui-se que uma alimentação adequada contendo vitamina C é a melhor opção para manter seus níveis no organismo, dispensando assim suplementos vitamínicos para tal fim de auxiliar o sistema imunológico, bem como na prevenção de gripes e resfriados.


Bibliografia:

  • [1]- Suplementos Nutricionais - SUN C - Vitamina C – Informações <http://www.sundownvitaminas.com.br/produtos.php?id=75&id_categoria=3> Último Acesso em: 04/01/2017 as 21:41
  • [2]- REGULAMENTO TÉCNICO SOBRE INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA (IDR) PARA PROTEÍNA, VITAMINAS E MINERAIS  <http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/CP/CP%5B8989-1-0%5D.PDFÚltimo Acesso em: 04/01/2017 as 20:00
  • [3]- Tabela: FOOD INGREDIENTS BRASIL Nº 29 – 2014, pg 60 <http://www.revistafi.com/materias/378.pdf> Último Acesso em: 04/01/2017 as 15:00
  • [4]- Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes Ácido ascórbico (Vitamina C)<http://ilsi.wpengine.com/brasil/wp-content/uploads/sites/9/2016/05/21-Vitamina-C.pdf> Último Acesso em: 04/01/2017 as 18:34
  • [5]- Uso Racional da Vitamina C (ácido ascórbico) – Conselho Federal de Farmácia http://www.cff.org.br/userfiles/file/cebrim/Cebrim%20Informa/Uso%20Racional%20da%20Vitamina%20C%2018-03-2013.pdf
  • [6]- ANVISA - PORTARIA Nº 32, DE 13 DE JANEIRO DE 1998<http://portal.anvisa.gov.br/documents/33916/394219/PORTARIA_32_1998.pdf/551775c4-9fc2-4f62-bb62-c7ceea757476> Último Acesso em: 04/01/2017 as 17:30