Estudos e Pesquisas dos alunos da disciplina Bromatologia em Saúde oferecida pela Faculdade de Farmácia da UFRJ, que adota um modelo tutorial, onde estudantes exercitam a construção autônoma de conhecimentos, com pesquisa e extensão convergindo para ensino.
Apresentação
Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.
O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Relação Risco x Beneficio
Diversos benefícios estão associados ao uso do glutamato monossódico na alimentação. A sua principal vantagem proposta seria a redução do cloreto de sódio nos alimentos, reduzindo os riscos de desenvolvimento da hipertensão arterial. Além disso, estudos demonstram a sua capacidade em proteger a mucosa gástrica contra microorganismos, pois estimula a liberação de muco protetor, e também estimulam a motilidade intestinal e o esvaziamento gástrico.
1. Livingstone VH: Current Clinical Findings on Monosodium Glutamate; Can Fam Physician. 1981 Jul; 27:1150-2.
quinta-feira, 3 de março de 2016
Integral: Vitaminas e Minerais - RAP 10 Integral
quarta-feira, 2 de março de 2016
Barra de Cereal Diet: Sabemos o que estamos comendo?
MARINS,
Bianca Ramos; ARAUJO, Inesita Soares de; JACOB, Silvana do Couto. A PROPAGANDA
DE ALIMENTOS: ORIENTAÇÃO, OU APENAS ESTÍMULOS AO CONSUMO?. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro , v. 16, n.
9, p. 3873-3882, set. 2011. Disponível em
<http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232011001000023&lng=pt&nrm=iso>.
Acesso: 01/março de 2016.
Cápsulas de Fitosteróis - medicamento ou não?
Os fitosteróis são componentes bioativos de plantas que possuem similaridade funcional com o colesterol humano. As cápsulas de fitosteróis existentes no mercado apresentam em média 800mg cada com recomendação de uso de duas cápsulas por dia totalizando a dose diária de cerca de 1,6g.
Fundamentos bromatológicos
O beta-sitosterol é o principal fitosterol encontrado nos alimentos e é extraído dos óleos vegetais. A ingestão diária de esteróis ou estanóis de 1.6-2g/dia, incorporado em alimentos, é capaz de reduzir a absorção do colesterol pelo intestino por cerca de 30%, e os níveis plasmáticos de LDL-colesterol em 8-10%. Os fitosteróis, até 3g/dia, são seguros e eficazes agentes redutores de colesterol. Esta diminuição devida ao aumento do transporte reverso de colesterol e da inibição de absorção de colesterol, uma vez que os fitosteróis se emulsificam com sais biliares e colesterol impedindo sua passagem para corrente sanguínea e facilitando sua excreção.
Por Fiammetta Nigro e Matheus Mikio Takeyama
Especificações dos tipos de água ( envasadas)
Descrição do produto
Fundamentos bromatológicos
Legislação
Discussão
Referências Bibliográficas
- Resolução RDC nº 274, de 22 de setembro de 2005 , "REGULAMENTO TÉCNICO PARA ÁGUAS ENVASADAS E
GELO" . Acesso: http://portal.anvisa.gov.br/
- Agência de inteligência de Mercado Mintel , " Ascensão do mercado de águas envasadas". Aceso:http://brasil.mintel.com/blog/
- Tese Pós-Gradução , "O CAMPO DAS ÁGUAS ENVASADAS:
DETERMINANTES ,
POLÍTICAS PÚBLICAS,
CONSEQUÊNCIAS SOCIOAMBIENTAIS,
QUALIDADE DAS ÁGUAS E PERCEPÇÕES" . Josiane T. Matos de Queiroz , 2011 , UFMG ;Belo Horizonte.
Alunos
Amanda Soares de A. Dos SantosMarcella Figueiredo
Produtos Biológicos
Leite Zero Lactose Piracanjuba®
O Leite Sem Lactose Piracanjuba é um produto indicado para
pessoas que necessitam realizar uma dieta com restrições ou intolerância a
lactose. A lactose é o açúcar presente no leite. Para ser digerida, é
necessário que a enzima lactase degrade-a, formando glicose e galactose. Quando
o organismo é incapaz de realizar a digestão de quantidades significativas
desse açúcar, ocorre o que chamamos de intolerância a lactose. Essa
incapacidade é resultado de uma quantidade insuficiente da enzima lactase nas
vilosidades intestinais.
Diferente do que
muitos pensam, o leite livre de lactose não é indicado para quem tem alergia as
proteínas do leite. Caso seja consumido, o indivíduo apresentará reação
alérgica, pois esse produto é livre somente do açúcar. Pessoas com esse tipo de
transtorno devem consumir o leite hipoalergênico.
Descrição do produto
O Leite Sem Lactose Piracanjuba é composto por leite semi desnatado, enzima lactase, estabilizante citrato de sódio, trifosfato de sódio, monofosfato de sódio e difosfato de sódio. Em destaque observa-se duas informações: “NÃO CONTÉM GLÚTEM” e “DIABÉTICOS: CONTÉM GLICOSE”. Diferente dos leites sem lactose de outras marcas, o Piracanjuba alega ser totalmente livre do açúcar, pois possui a enzima lactase na mesma proporção de lactose
Legislação vigente
De acordo com a
definição da ANVISA, produtos biológicos são moléculas complexas de alto peso molecular obtidas a partir de fluidos
biológicos, tecidos de origem animal ou procedimentos biotecnológicos por meio
de manipulação ou inserção de outro material genético (tecnologia do DNA
recombinante) ou alteração dos genes que ocorre devido à irradiação, produtos
químicos ou seleção forçada.
Apesar de se
encaixar em tal definição, a legislação do portal é voltada para medicamentos,
o que deixa a produção de alimentos biológicos praticamente livre de um padrão
de produção e comercialização.
Fundamentos bromatológicos
Os componentes do leite sem lactose são iguais ao leite bovino, diferindo apenas na ausência da lactose, que foi degradada pela enzima lactase. Os principais componentes são:
Água: está presente em maior quantidade, onde se encontram dissolvidos, suspensos ou emulsionados os demais componentes
Proteínas: são os componentes mais importantes do leite e são classificadas em: caseínas e proteínas do soro. São elas que conferem ao leite a cor esbranquiçada e opaca. As proteínas do leite consistem de 80% de caseína, que por sua vez é composta de vários componentes que juntos formam partículas complexas denominadas micelas.
Gordura: é formada por aproximadamente 98% de triglicerídeos,
os 2% restantes são formados por diglicerídeos, monoglicerídeos e ácidos
graxos livres. O leite de vaca contém em média 35 g de gordura/litro.Os
ácidos graxos predominantes no leite são os saturados, que formam de
60% a 70% dos triglicerídeos. Já os insaturados correspondem de 25% a
30%. Dois ácidos graxos de cadeia curta, o butírico e o capróico, são os
responsáveis pelo aroma característico do leite. A quantidade da
gordura total do leite integral é, em média, 3,8% e 14 mg/100 ml de
colesterol. O desnatado contém 1,7 mg de colesterol por 100 ml.
Vitaminas: o leite apresenta vitaminas A, D, E e K. Também são encontradas no leite as
vitaminas hidrossolúveis como, B1, B2, B6, B12, ácido pantotênico e
niacina.
Sais Minerais: o leite possui os minerais
considerados essenciais à dieta do ser humano, existindo em maiores
concentrações os fosfatos, citratos, carbonato de sódio, cálcio,
potássio e magnésio. A ação fisiológica dos diferentes sais do leite é
importante, principalmente do fosfato de cálcio, na formação de ossos e
dentes.
Análises e comentários
Cerca de 25% da população brasileira tem intolerância a
lactose e são impossibilitadas de consumir leite e seus derivados. Os sintomas são dores abdominais, diarréia
ácida e gases. Com o objetivo de evitar tais desconfortos a esses indivíduos,
grandes empresas do ramo alimentício tem investido em produtos livres de
lactose, utilizando técnicas biotecnológicas em sua produção.
Nenhum animal mamífero continua ingerindo leite na fase adulta, exceto o homem. Evolutivamente é interessante a tolerância a lactose devido ao fato do leite ser uma rica fonte de nutrientes e de fácil acesso. Provavelmente a tolerância a lactose foi selecionada em
períodos de escassez de alimentos onde os homens tinham de recorrer ao
alimento dos bebês e os com maior tolerância a lactose sobreviveram e
passaram seus genes adiante.
Referências bibliográficas
ANTHONY K. CAMPBELL et al. The molecular basis of lactose intolerance. Science Progress No. 92, p. 241–287, 2009. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16805112>









